terça-feira, 2 de junho de 2015

A História de Nürburgring - Parte 3 - A II Guerra Mundial

Começava o fim do domínio Caracciola, que é o maior vencedor de Nürburgring

Depois de falar sobre a edição de 1935 do GP da Alemanha, disputado em Nürburgring e vencido pelo grande Tazio Nuvolari, vou falar como foi a época do Campeonato Europeu no circuito alemão. Esse Campeonato ocorreu entre os anos de 1931 e 1939, deixando de acontecer em 1933 e 1934. O primeiro campeão foi Ferdinando Minoia, que conquistou um título com um Alfa Romeo.

Houve apenas 3 corridas válidas, o GP da Itália, da França e da Bélgica. Enquanto 26 corridas não foram oficializadas, entre essas provas estavam os GPs de Mônaco, de AVUS, de Monza, da Alemanha e de Eifel, que também foi disputado em Nürburgring. O vencedor das duas corridas disputadas no gigantesco Nordschleife foi o alemão Rudolf Caracciola.


Na Temporada de 1932, o GP da Alemanha foi oficializado, e passou a contar pontos para o Campeonato, que teve como vencedor Tazio Nuvolari. Caracciola repetiu o feito do ano anterior, e venceu o GP da Alemanha e o Eifelrennen. Depois de não acontecer nos anos de 33 e 34, a competição retornou em 1935, sendo conquistada pela primeira vez por um alemão, Rudolf Caracciola ganhou o título correndo em uma Mercedes.

Houve 5 corridas oficializadas em 1935, o GP da Bélgica, da Alemanha, da Suiça, da Itália e da Espanha. Caracciola venceu a corrida em Spa, em Bremgarten e Lasarte, e com isso conquistou 11 pontos necessários para ser Campeão. Nessa temporada várias outras corridas foram introduzidas, como o GP da Estônia, o GP de Portugal, o GP de Penya Rhin e até mesmo o GP do Rio de Janeiro, disputado na Gávea...


Em 1936 a Alemanha repetiu o feito de ser campeã, agora com Bernd Rosemeyer e sua Auto Union, que venceu 3 das 4 corridas da temporada, incluindo o GP da Alemanha e o Eifelrennen, que já não valia para o Campeonato. Nesse mesmo ano, duas famosas corridas entraram no calendário não oficial, o GP de Buenos Aires e o GP de São Paulo.

Em 1937, Rudolf Caracciola repetiu o feito de ser Campeão após vencer 3 das 5 corridas, inclusive em Nürburgring. A Eifelrennen foi vencida por Bernd Rosemeyer. No ano seguinte, 1938, Caracciola se tornaria o primeiro e único piloto a ser bicampeão no Campeonato Europeu, e para muitos ele foi o primeiro tri-campeão do Mundo, já que esse Campeonato foi precursor da Fórmula 1.


Rudolf ganhou apenas uma corrida, e essa nem sequer foi em Nürburgring, que viu o britânico Richard Seaman ser o vencedor. Não houve a Eifelrennen em 1938. No ano seguinte, o Mundo estaria prestes a começar um dos mais tristes e mortais acontecimentos de sua história, a II Guerra Mundial, que afetou o Campeonato Europeu.

Rudi venceu apenas uma vez, em Nürburgring, Hermann Lang conquistou a vitória no GP da Bélgica e da Suiça, sem contar no Eifelrennen. Mas no fim de tudo, o campeão foi Hermann Paul Müller, que venceu o GP da França. Mas ele não é considerado Campeão oficialmente, porque acabou não sendo declarado por causa da Guerra, que começara.


Depois desse período de alegrias para a Alemanha, tudo começaria a ficar escuro, negro, e assustador. Milhões de pessoas morreram, e milhares ficaram feridas. Nürburgring também se feriu, especialmente o Nordschleife. Com ajuda do governo da França, o Sudschleife começou a ser reconstruído em maio de 1947, com a reforma da reta dos boxes, algumas mudanças nas inclinações das curvas e uma nova pavimentação.

Em agosto do mesmo ano, a prova de reinauguração foi realizada, com os ingressos custando 5 marcos alemães e cerca de 80 mil pessoas comparecendo para assistir ao espetáculo que é o esporte a motor, seja automobilismo, seja motociclismo. Já recuperar Nordscheleife seria mais difícil e demorado, já que era muito grande e seus estragos eram muito maiores.


Antigamente não havia a cobertura de placas de concreto na parte interna da Karroussel, e depois da reforma a pista estava renovada, e pronta para voltar a receber as corridas do Mundo inteiro. A obra acabou no fim de 1949, e acabou não dando tempo para se inscrever para a temporada de 1950 da Fórmula 1, mas quase sempre há outra chance, e em 1951 Nürburgring receberia o GP da Alemanha.

Rudi Caracciola

Acabava um Era, agora o circuito teria que focar na nova categoria, que abrange todo o Mundo, a Fórmula 1. Antes de 1951, 12 mortes foram oficializadas no circuito, a dos pilotos Cenek Junek, Ernst von Halle, Wilhelm Heine, Heinrich-Joachim von Morgen, Paul Gründel, Emil Frankl, Toni Babl, Ernst von Delius, Alfred Morali, Theodor WeiBenberger, Günther Schlüter e Hermann Schmitz.

Corridas ainda aconteciam em Sudschleife, mas elas eram menos importantes do que as que aconteciam em Nordschleife, um exemplo a ser usado é da década de 1950, quando a F-1 acontecia no Nords e a F-2 no Suds. Com a falta de alemães em suas máquinas na categoria, começava a recuperação dos italianos no patamar mundial, com as marcas Alfa Romeo e Ferrari separadas e crescendo em uma velocidade assustadora, sem contar a Maserati.


O primeiro GP da Alemanha de Fórmula 1 realizado em Nürburgring aconteceu em 1951. Os pilotos favoritos eram Fangio, Farina, Villoresi, Ascari, Taruffi e Gonzalez, que corriam na Ferrari e na Alfa Romeo. Um brasileiro também se inscreveu para a corrida, Chico Landi, com uma Maserati 4CLT-48, da equipe Escuderia Bandeirantes, mas ele não compareceu.

As 20 voltas da corrida exigiam muito da força, da resistência e da habilidade dos pilotos, que se arriscaram a mais de 200 Km/h, por vezes batendo os 300Km/h. Alberto Ascari dominou o fim-de-semana, largou na pole e liderou toda a corrida, que teve uma duração de 3:23:03.3... Era o começo do domínio italiano em Nürburgring. Fangio foi o segundo e Gonzalez o terceiro.


Nos próximos dias saberemos como foi as provas nas décadas de 50 e 60.... obrigado por ler

Imagens tiradas do Google Imagens

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