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terça-feira, 22 de março de 2016

Os não-campeões que já usaram o #1 em provas oficiais


Seria o número #1 uma exclusividade para os campeões no automobilismo? Atualmente podemos até considerar isso, mas nos tempos em que Grandes Prêmios eram eventos isolados e não necessariamente formavam um campeonato, era consideravelmente comum vermos nomes que jamais entraram no hall dos campeões do mundo correndo com o mais icônico de todos os números.

Para fazer a lista retirei as 500 Milhas de Indianapolis e provas não válidas para o campeonato, além de aceitar apenas pilotos que conseguiram participar das corridas.

Graham Whitehead
Você provavelmente jamais ouviu falar nesse nome, mas ele é o único, até hoje, a conseguir a façanha de participar de apenas uma corrida e curiosamente correr com o carro número #1. O britânico esteve presente no GP da Grã-Bretanha de 1952 com um Alta privado, conquistando um décimo segundo lugar ao fim das oitenta e cinco voltas.


Lance Macklin
Outro britânico que conseguiu tal feito em casa, na edição de 1953 do GP da Grã-Bretanha. Macklin tem como melhor resultado uma vitória num evento extra-campeonato realizado em 1952, no Silverstone. Um ano depois, no mesmo autódromo, lá estava Macklin largando na décimo segunda colocação, não conseguindo terminar a prova após seu HWM ter problemas.


José Froilán González
Agora a lista passa a ter respeito, com o grande argentino que alcançou grandes resultados mesmo não participando regularmente de toda a temporada. A única vez que sentiu o gosto de correr com o carro número #1 foi no GP da Alemanha de 1954, terminando em segundo após dividir sua Ferrari com Mike Hawthorn. O por que dele ter usado o número? Havia ganho o GP da Grã-Bretanha, etapa que antecedeu o GP alemão...


Stirling Moss
O piloto mais "segundão" de todos já teve seu momento de alegria com o #1. Usando o número em sua belíssima Vanwall, Moss teve sorte no GP da Holanda de 1958, conquistando uma importante vitória que o fez superar Luigi Musso na disputa pelo título. Infelizmente, o inglês falharia mais uma vez ao tentar conquistar o campeonato de pilotos...


Peter Collins
Já pensou em utilizar o número #1 na última corrida de sua carreira que não foi marcada por nenhum título mundial? Isso pode até parecer bom, mas para Peter Collins não foi. Mesmo vencendo o GP da Grã-Bretanha de 1958 com o #1 espantado em sua Ferrari, o inglês não teria muita felicidade na prova seguinte, realizada no Nürburgring e manchada pela sua morte...


Jean Behra
Depois de Stirling Moss, foi a vez de Jean Behra usar o número #1 no GP da Holanda, agora na edição de 1959. Meses antes de falecer em AVUS, o francês participou de uma de suas últimas provas pela Ferrari em Zandvoort, conquistando um mero quinto lugar na prova marcada pela única vitória de Joakim Bonnier.

É possível ver Ward na última colocação

Rodger Ward
A história é curiosa, e como não havia nenhum campeão no grid, decidiram dar o número #1 para o vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, que por sua vez iria correr com um carro da Indy. Ward participou do GP dos EUA de 1959 numa carroça se comparada aos bólidos europeus. Seu Kurtis Kraft Offenhauser não era capaz de competir com Ferraris, Coopers e até mesmo com Tec-Mecs. Com isso, o norte-americano abandonou a prova na volta 20, com problemas na embreagem.


Chris Amon
Famoso pelo seu azar combinado com a cautela, Amon já participou de um GP com o carro #1. Em Spa-Francorchamps, na edição de 1967 do Grande Prêmio da Bélgica, o neozelandês teve a sua chance, fazendo uma boa prova ao completar no terceiro posto após 28 voltas.


Jean-Pierre Beltoise
O francês não conseguiu se qualificar para o GP de Mônaco de 1967 com o #1, mas seu retorno na edição de 1968 com o mesmo número em sua Matra foi mais feliz. Beltoise tinha grandes chances numa prova com tantos abandonos, porém, um erro acabou sendo fatal para os resultados finais. Na décima primeira volta, Jean-Pierre sofreu um acidente, danificou a suspensão e ficou incapaz de voltar à corrida.


Pedro Rodríguez
Como se não houvesse algo tão raro como utilizar o número #1 em sua única corrida largada, Pedro Rodríguez conseguiu a façanha de participar de duas provas seguidas utilizando o algarismo em seu carro. No GP da Bélgica, foi algo que ajudou o mexicano a alcançar sua última vitória, após assumir a ponta no giro cinco. Semanas depois, no triste GP da Holanda, Rodríguez não teve a mesma forte, sofrendo problemas que tiraram as chances de qualquer bom resultado.

Ronnie Peterson
O sueco nunca conquistou um título, mesmo sendo duas vezes vice-campeão e uma vez terceiro colocado. Idolatrados por tantos, é impossível esquecer a temporada de 1974 pela Lotus, na qual Peterson participou integralmente com o número #1 em seu bólido preto e dourado. Apesar das três vitórias, não foi possível se igualar com as McLarens e Ferraris, tendo de se contentar com um quinto lugar geral.


John Watson
A última vez que vimos um não-campeão usar o número #1 foi no GP da Europa de 1985, realizado em Brands Hatch. John Watson, um daqueles que sempre colocamos em listas dos melhores que nunca conquistaram títulos, substituía seu ex-companheiro Niki Lauda, que havia se machucado nos treinos do GP da Bélgica. Infelizmente, o desempenho do norte-irlandês não condisse com seu talento, terminando na sétima colocação após sofrer durante todo o fim-de-semana marcado pelo título de Alain Prost.

Antes mesmo de conquistarem títulos, alguns pilotos já haviam utilizado o #1 em seus bólidos, mas, sem dúvida, os casos mais marcantes são daqueles que jamais sentiram o prazer de serem campeões do mundo. Espero que tenham gostado do post.

Imagens tiradas do Google Imagens - GPExpert.com.br - F1-History.deviantart.com

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A chegada mais apertada da história da Fórmula 1


Grande Prêmio da Itália de 1971. Fim da 47º volta: Ronnie Peterson lidera com François Cevert, Chris Amon, Mike Hailwood e Howden Ganley. A disputa é feroz, com os pilotos disputando a liderança em todas as curvas do veloz circuito de Monza que, na época, não tinha chicanes. March, Tyrrell, Matra, Surtees e BRM estão todas no páreo pelo vitória, isso com a equipe do "Tio Ken" prestes a se tornar campeã de construtores - efeito Monza...

Até aquele 5 de setembro, um britânico chamado Peter Gethin só havia tido fracassos na Fórmula 1, mesmo correndo na crescente McLaren ao lado de Denny Hulme. Bruce McLaren havia morrido em Goodwood, e Gethin havia sido escolhido como substituto, porém jamais apresentara um grande potencial, tendo conquistado apenas um sexto lugar no GP do Canadá de 1970.

Para piorar, o M19A não era tão bom quanto seu antecessor, com o campeão de 1967 sofrendo para terminar uma prova e Gethin se arrastando no fundo do pelotão. Seus péssimos desempenhos com a equipe que havia-o colocado no automobilismo mundial, primeiramente na Can-Am, culminaram numa demissão. Porém, a morte de Pedro Rodríguez fez a BRM procurar um novo piloto para seu cockpit, e como o britânico buscava uma nova casa, a proposta foi inevitável.

Em foco, Gethin e Ganley

A estreia foi na Áustria, onde terminou na décima colocação enquanto Jo Siffert, seu companheiro, largou na pole e venceu a prova. Mesmo após o fraco desempenho, Gethin estava preparado para a prova mais veloz do calendário em Monza, onde conquistou uma interessante 11º colocação no grid (com o suiço sendo terceiro colocado).

Na prova, Peter vê o tetracampeão de motociclismo Mike Hailwood recuperar posições de maneira fantástica, assumindo o quarto posto ainda nas voltas inicias, entrando na disputa pela vitória após largar na DÉCIMA SÉTIMA COLOCAÇÃO. Nesse momento, Gethin era apenas oitavo, entre Chris Amon e Jackie Oliver.

E como tudo podia acontecer em Monza naqueles tempos, as Ferraris de Jacky Ickx e Clay Regazzoni, além da Tyrrell do campeão Jackie Stewart, acabaram abandonando, deixando a disputa para Peterson, Cevert, Hailwood, Siffert e Ganley. O suiço, há mero mês antes de sua morte, estava liderando quando começou a ter problemas na caixa de câmbio.

O crescente Chris Amon entra na briga, voltando a ter esperanças de conquistar sua primeira vitória. Enquanto isso, Peter Gethin começa a tirar a diferença para os cinco primeiros, tendo Howden Ganley já nos olhares na 47º volta, onde paramos no início do post...

Gethin perseguindo Amon

Depois de um giro assustadoramente apertado entre os primeiros, Amon começa a perder desempenho propositalmente, temendo um acidente. Gethin entra na briga duas voltas depois, ultrapassando Ganley e Cevert para ser terceiro colocado. Na volta seguinte, é Hailwood que lidera com Peterson e Gethin logo atrás. No próximo giro é o piloto da BRM que assume a primeira colocação, liderando a primeira volta de sua carreira!

No 53º giro, Hailwood é ultrapassado por Cevert, que assume a terceira posição. Na penúltima volta, Peter Gehtin perde a liderança e cai para a quarta colocação, com Peterson liderando Cevert e Hailwood.

55º volta! É Cevert que lidera com Peterson e Gehtin sendo as maiores ameaças: Ganley tenta atacar Hailwood. Estamos no último giro, prestes a entrar na última curva, com Ronnie assumindo a ponta e Peter fazendo uma manobra arriscada, freando tarde e indo para a parte de dentro. Saindo da Parabólica: Peterson lidera Gethin, Cevert, Hailwood e Ganley.

Temendo um erro da cronometragem italiana, Gethin ergue o braço
para sinalizar que é o primeiro colocado.

É Peter Gethin que assume a liderança! Ronnie Peterson perdeu tempo ao sair de lado na parte de fora da Parabólica. Mesmo assim, o sueco está próximo do britânico, saindo do vácuo para a ultrapassagem há metros da linha de chegada... A bandeira quadriculada começa a ser balançada, e Gethin, receoso pela cronometragem italiana, ergue e braço e cruza na primeira colocação - Vitória com apenas três voltas lideradas, entre elas a última!


A diferença entre os cinco primeiros?
Peter Gethin - 1:18:12.60
Ronnie Peterson - +0.01s
François Cevert - +0.09s
Mike Hailwood - +0.18s
Howden Ganley - +0.61s

Assim, o GP da Itália de 1971 entrou para a história por ter a menor diferença entre o primeiro e o segundo colocado e entre o primeiro e o quinto colocado. Incrível!


Semanas depois, no Canadá, Peter Gethin voltaria às últimas colocações, participando ainda das temporadas de 1972, 1973 e 1974 da Fórmula 1. E como hoje seria seu aniversário, tendo participado de 30 GPs, liderando suas únicas três voltas em Monza, e conquistado meros onze pontos, decidi contar um pouco da história desse britânico que morreu em 2011, por causa de um tumor cerebral...

Para assistir um dos melhores Grandes Prêmios da história, eis o link:
www.youtube.com/watch?v=5_GVEMo7mVY

Imagens tiradas do F1-History.deviantart.com - Google Imagens - GPExpert.com

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Amor a Motor - O Prazer em Pilotar


Hoje farei um post diferente. Em forma de diálogo, este texto não perde sua qualidade em nenhum ponto, continuando a mostrar o motivo de eu sentir vontade de correr, coisa tola para aqueles que não entendem, e apaixonante para aqueles loucos que querem gravar seus nomes na história da melhor maneira possível:

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Me perguntaram: O que você quer ser quando crescer?
Respondi com toda convicção: Piloto

Dias depois, a mesma pessoa voltou para fazer outra pergunta, talvez por achar tolo aquilo que quero fazer: E se você fosse campeão, qual seria a primeira coisa que faria?
Disse: Antes de tudo, tenha certeza de uma coisa: eu trocaria todas as minhas vitórias e títulos para, nem que se fosse uma temporada, participar de uma época em que fazer sexo era seguro e correr era perigoso.



Eu queria estar lá, correndo entre montadoras e garagistas nos maiores e mais fantásticos templos do automobilismo como o Inferno (lê-se Paraíso) de Nürburgring, os velozes Österreichring e Monza, o vislumbrante Spa-Francorchamps entre tantos outros circuitos espetaculares espalhados pelo mundo, sabendo que, vencendo ou perdendo, sempre teria alguém nos boxes que me amasse - como Barbro amava Ronnie - estivesse presente - como Helen na carreira de Jackie - e que fosse bela - como Marlene em relação á Niki - que me desse suporte em momentos dificeis e ainda mais alegria em momentos de conquista.

Queria estar lá, para arriscar minha vida ao lado de outros loucos que simplesmente gostariam de ganhar algo que não levariam junto quando partissem, deixando apenas uma marca, que poderá ser lembrada ou até mesmo esquecida por falta de amor. Gostaria de fazer fãs torcerem - como os japoneses - sofrerem - como os tifosi - e comemorarem - como os brasileiros - para saber que não seria apenas eu que teria em mente que provei algo.


Queria sentir toda aquela paixão que os pilotos tinham em executar sua profissão, aquela paixão de torcer pelos seus ídolos sabendo que eles não poderiam estar vivos depois de mais uma batalha, que um dia podia ser travada com seu rival, outro dia com seu carro e outras vezes  fora da pista. Velocidade, mulheres e natureza (lê-se: perigo proporcionado por correr na natureza, entre árvores, valas e grandes precipícios), para mim, a combinação mais perfeita que apenas o esporte à motor pode (ou poderia) ter...

Queria correr ao lado de nomes como Tazio Nuvolari, Rudolf Caracciola, Bernd Rosemeyer, Jean-Pierre Wimmile, Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jochen Rindt, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, Ronnie Peterson e tantos outros que arriscaram suas vidas entre as décadas de 30 e 70, sabendo que poderiam morrer a qualquer momento, seja por seu erro, seja por uma falha mecânica.



Queria provar que era o mais veloz, o mais louco entre tantos outros que arriscavam suas vidas por esta conquista, sem pensar nas feridas que poderiam deixar abertas em sua família, amigos e fãs caso partissem fazendo aquilo que tanto amam. Assemelho esse amor a de um homem para com sua mulher, afinal, você seria capaz de perder sua vida para simplesmente te-la...

Queria vence-los, para provar a mim mesmo que era capaz de competir e vencer outros grandes monstros, deixando minha marca como um dos pilotos mais fantásticos, rápidos, agressivos, carismáticos e influentes da história sem ter perdido a vida...



- Mas, e se você morresse tentando vence-los?
- Saiba que eu morreria feliz, fazendo aquilo que eu amo, me arriscando não só para deixar uma marca, mas para provar a mim mesmo que era capaz. Capaz de supera-los apenas na pista, sem ser polêmico fora dela, para manter uma relação de amizade com aqueles que se tornavam rivais quando estavam entre o banco e o volante.

- Mas, você não gostaria de ter nenhum grande rival, um nemesis?
- Apenas o tempo iria dizer, afinal, você vê algum grande nome que sempre odiou Stefan Bellof? Ronnie Peterson? Gilles Villeneuve?


- Por último, por quê trocaria tantas vitórias e títulos para arriscar sua vida numa época na qual nem sabia se iria vencer?
- Esse é o ponto! Eu sentiria muito mais prazer em vencer perdendo litros de suor, sofrendo e arriscando minha vida do que vencer sem nenhum esforço, sem nenhum prazer em competir...



- Então esse é o motivo de gostar de tudo isso?
- Resumidamente, é. Eu amo isso! Eu quero fazer isso! Eu quero viver disso...

Agradecimentos á meu amigo, Felipe, por ajudar na formulação do diálogo. Imagens tiradas do Google Imagens

sábado, 5 de setembro de 2015

E se... - Jochen Rindt


Enquanto o post sobre Stefan Bellof não sai do forno, venho falar sobre o que poderia ter acontecido á Jochen Rindt depois do dia 5 de setembro de 1970, quando veio á falecer depois de se acidentar na Parabólica com sua bela Lotus vermelha, branca e dourada. Por sorte, o austríaco se tornou o único campeão póstumo depois de Fittipaldi superar Ickx em Watkins Glen, assegurando o título do ex-companheiro.

Então vamos para de enrolação. Até aquele fim-de-semana, Rindt tinha 6 vitórias, 13 pódios, 10 poles e 3 voltas mais rápidas. Número que cresceriam substancialmente caso ele não morresse em Monza:

Lembrando que tudo no post, a partir deste ponto, é fictício e foi feito á base de minha opinião no que poderia ter acontecido.


Temporada de 1970 - Jochen Rindt
Jochen Rindt - Gold Leaf Team Lotus - 6 Vitórias - 1 Título
No GP da Itália, Jochen Rindt não conseguiria batalhar com as Ferraris, que foram bem armadas para o GP caseira, deixando o austríaco sem nenhum ponto. Na corrida seguinte, em Mont-Tremblant, a Lotus novamente não teria um bom desempenho, vendo boa parte dos seus carros abandonarem por problemas mecânicos. Mas na próxima prova, em Watkins Glen, tudo mudaria. A diferença de 17 pontos para Ickx ainda era segura, mas tudo podia acontecer.

Rindt precisava de apenas um pontinho para se garantir como campeão do mundo, isso se o belga ainda vencesse a prova. As Lotus dos novatos Fittipaldi e Wisell surpreenderam a todos, enquanto o austríaco foi cauteloso em conquistar apenas um top 10. Na corrida, no meio de todos aqueles abandonos, surge os três carro do "Tio Colin" na ponta, mas isso por pouco tempo. A recuperação de Rodríguez foi fantástica, tomando as posições de Jochen e Reine, indo ao ataque de Emerson.

Quem vinha atrás de Rindt era Ickx, que por sua vez também foi cauteloso no momento de pegar a quarta colocação do rival, que mesmo assim comemorava o título... Ao fim de 108 voltas, Emerson Fittipaldi ergueu os braços para comemorar a primeira vitória, seguido por Rodríguez e Wisell, enquanto o ferrarista era o quarto e o Campeão era o quinto. Na última corrida do campeonato, nem precisou pontuar...


Temporada de 1971 - Jackie Stewart
Jochen Rindt - Gold Leaf Team Lotus - 6 Vitórias - 1 Título
Acreditava-se que o carro da temporada de 1971 poderia ser melhor, mas tudo isso era uma farsa. O carro se mostrou pouco confiável perto dos azulados de Ken Tyrrell. Ao lado de Emerson Fittipaldi e Reine Wisell, Jochen Rindt sofreu até finalmente terminar uma prova, quando conseguiu um merecido pódio em Zandvoort, a 4º etapa do campeonato, que tinha Stewart abrindo uma vantagem monstruosa.

Em Paul Ricard, Rindt faz sua parte novamente em subir ao pódio, mas atrás de ambas as Tyrrell. Os 33 pontos do escocês para os 10 do austríaco mostravam a situação do atual campeão. No GP britânico, Jochen é superado pelo brasileiro e conquista apenas três pontos, o que o tira da ótima 3º colocação no campeonato. Semanas depois, em casa, Rindt volta ao pódio além de empatar com Ickx na disputa pelo vice.

As últimas provas seriam decisivas. Em Monza, o caos reina, tirando Lotus e Tyrrells da disputa pela vitória, que ficaram com Gethin. Na prova seguinte, no Canadá, o austríaco conquistaria apenas outros dois pontos, seus últimos na temporada, que acabara em Watinks Glen, com ele não terminando.


Temporada de 1972 - Emerson Fittipaldi
Jochen Rindt - John Player Team Lotus - 11 Vitórias - 1 Título
A batalha contra Emerson Fittipaldi começara. A Lotus fez um ótimo carro que deixou ambos de seus piloto a disputar pelo título, que foi decidido nas últimas provas. Quem triunfa na Argentina é Rindt, mas semanas depois é a vez de Hulme, que por sua vez vê o austríaco vencer novamente em Jarama. O zero pontos do brasileiro deixavam-o numa posição difícil para o campeonato. Mas tudo mudaria depois de Mônaco.

Apesar dos problemas, Fittipaldi se reerguia aos poucos no Campeonato, que começava a ver Jochen a desabar por causa de problemas mecânicos. Mesmo assim, o austríaco ainda conseguiu outras duas vitórias consecutivas, o que o colocava em uma posição privilegiadas para as últimas três corridas. Em Monza, o brasileiro saiu vivo na briga pelo título, já que seu companheiro tivera problemas e abandonara.

No Canadá, Emerson repetiu o feito com Rindt á abandonar, levando a disputa pelo título para Watkins Glen. Lá, o austríaco faz uma corrida pífia enquanto o brasileiro consegue o pódio, que valeu o título mundial, que pela primeira vez era do Brasil!


Temporada de 1973 - Jochen Rindt
Jochen Rindt - John Player Team Lotus - 16 Vitórias - 2 Títulos
A promessa de um campeonato ainda mais disputado estava no ar em 1973. A Tyrrell vinha com um carro renovado, com Jackie Stewart e François Cevert como pilotos, enquanto a Lotus tinha três motoristas: Fittipaldi, Rindt, e um tal de Ronnie Peterson, que já havia chamado muita atenção até chegar na equipe preta e dourada.

A começo de temporada foi péssima para Peterson, que sofreu com os problemas de sua Lotus, situação semelhante a enfrentada por Cevert com sua Tyrrell. Enquanto isso, Rindt, Fittipaldi e Stewart começaram vencendo um cada uma das três primeiras corridas do ano. Logo o poder destruidor do austríaco estava de volta, com ele á vencer algumas provas em sequência até Anderstorp, onde tudo virou ao contrário.


O atual campeão começou uma péssima sequência de abandonos e problemas, enquanto Jochen Rindt se via sem conseguir superar Ronnie Peterson, que voava como nunca em busca de se recuperar. Já Stewart tentava ser o mais regular possível. Depois de finalmente vencer em casa, Rindt se mostrava forte novamente em disputar o título, enquanto Fittipaldi continuava na maré de azar.

Faltavam três provas para o fim, com três pilotos á disputar o título. O Super Sueco precisava pontuar em todas para ser campeão, enquanto Rindt precisava vencer pelo menos uma, ou torcer parar algum abandono do companheiro. Já Jackie Stewart tinha que se manter na pista, podendo até não pontuar em uma corrida.


Na Itália, Peterson domina ambos seus companheiros, conquistando uma vitória merecidissima, enquanto a rivalidade encontrada em 1972 surgia com força no fim da temporada, com Fittipaldi atrapalhando Rindt, que exigia uma ajuda de Chapman, que não fez nada para ajudar seu piloto que tentava se tornar bicampeão.

Em Mont-Tremblant, parecia que tudo se repetiria, mas o abandono de Peterson na corrida colocava Jochen na posição mais confortável possível, enquanto Stewart ainda era líder do Campeonato. Quem se aproximava da briga, mas, infelizmente, não podia fazer nada era Fittipaldi. Em Watkins Glen.... uma tragédia assola o automobilismo. François Cevert se acidenta nos treinos e morre, desfalcando a Tyrrell.

Abalado, o líder Stewart decide abdicar o título em respeito ao amigo morto... No domingo, no meio da tristeza, o sueco voador retorna a ponto e vence de forma fácil no Glen, mas nada era possível de ser feito, afinal, o pódio de Rindr já o dava seu segundo título...


Temporada de 1974 - Emerson Fittipaldi
Jochen Rindt - Scuderia Ferrari SpA SEFAC - 21 Vitórias - 2 Títulos
A indecisão de escolher o primeiro piloto de Colin Chapman faz Emmo e Jochen saírem da equipe na qual foram campeões. Um escolheu a Ferrari e outro a McLaren, escolhas que até então nenhuma grande campeão da década de 70 havia tentado fazer. Mal imaginavam que voltariam a se enfrentar. A primeira vitória do austríaco foi apenas em Jarama, quando superou o jovem compatriota Lauda.

A segunda conquista só veio em Dijon-Prenois, enquanto Emerson Fittipaldi liderava o campeonato e ia em busca de seu segundo título. No meio de problemas do brasileiro, o austríaco ressurge na disputa após conquistar três belas vitórias consecutivas, inclusive um á segurar seus dois ex-companheiros, no mesmo Monza que havia começado toda essa rivalidade no ano anterior.

Rindt saiu da Itália como líder do campeonato de pilotos, com Emerson a disputar pela liderança, que logo foi retomada depois da etapa no Canadá, que viu, finalmente, Jochen parar sua Ferrari com problemas. Agora nos EUA, apenas uma vitória poderia dar o título ao austríaco, que fez de tudo até conseguir estragar seu cavalinho... No fim de tudo, Fittipaldi comemorou seu segundo título...


Temporada de 1975 - Niki Lauda
Jochen Rindt - Scuderia Ferrari SpA SEFAC - 25 Vitórias - 2 Títulos
Agora o duelo seria interno, Niki Lauda amadureceu e estava disposto a conquistar seu primeiro título ao lado do compatriota, que queria ainda um tricampeonato. O começo da temporada foi ótima para Niki, enquanto para Rindt foi simplesmente um lixo, conquistando sua primeira vitória apenas em Anderstorp, na 7º prova do ano.

As outras vitórias aconteceriam na França, na Alemanha e na Itália, mas nada que se comparasse as 5 conquistas de Lauda além de sua regularidade. Pelo menos, ao fim da temporada, Jochen Rindt terminou na segunda colocação, superando seu antigo rival: Emerson Fittipaldi.


Temporada de 1976 - Jochen Rindt
Jochen Rindt - Scuderia Ferrari SpA SEFAC - 31 Vitórias - 3 Títulos
Contra Lauda novamente, Rindt se via em mais apuros depois de ver mais um rival entrar na briga: James Hunt. O britânico não veio para bricandeira e já vinha se mostrando mais rápido do que o austríaco. Duas vitórias consecutivas, beneficiadas pelos problemas de Lauda e Hunt, colocaram Jochen em uma ótima posição na batalha pelo título.

Mas logo Niki Lauda retomou a primeira colocação, conquistando mais algumas vitórias até sofrer seu grave acidente em Nürburgring. Com isso, Rindt viu a chance de conquistar, talvez, seu último título mundial. Mas ele se esqueceu de James Hunt, que começou uma virada fantástica em busca do primeiro título.


O britânico venceu na Alemanha e na Holanda, o que o colocava na disputa pelo título enquanto Lauda não retornava, coisa que aconteceu em Monza, quando Jochen Rindt finalmente voltou ao pódio. Faltavam agora 3 provas, que decidiriam o campeão entre dois austríacos e um britânico. A Ferrari sabia que tinha que fazer alguma coisa.

Em Mosport, Rindt supera seus rivais e vence de maneira magistral. Semanas depois, em Watkins Glen, repete o feito e fica com mais de meio corpo perto de um tricampeonato. Na última prova, em Fuji, todos os olhares estavam para Niki Lauda, que ainda tinha chances de conquistar o título caso vencesse a prova e fosse beneficiado por problemas de seu conterrâneo. Enquanto isso, Hunt precisava de uma vitória enquanto Lauda não terminasse no pódio e Rindt não pontuasse.

Para acabar com a brincadeira, a corrida foi embaixo de muita chuva.... E para mostrar que era fantástico nessas condições, Jochen estraçalhou Lauda e Hunt, que mal conseguiam completar uma volta sem cometer um minimo deslize. Resultado final: Tricampeonato para Rindt...


Temporada de 1977 - Niki Lauda
Jochen Rindt - Scuderia Ferrari - SpA SEFAC - 37 Vitórias - 3 Títulos
O começo da temporada de 1977 para Niki Lauda não foi boa, mas para Jochen Rindt sim. A sua vitória no Brasil mostrava ao mundo que seu relacionamento dentro da Ferrari era ótimo, e que poderia batalhar até por um 4º título. Mas a idade já deixava-o mais vulnerável a erros, como o cometido em Long Beach.

Dessa vez, Lauda não parecia ser imbatível, já que estava muito mais cauteloso em suas decisões. Mesmo assim, o austríaco vinha para ser campeão graças a sua regularidade, enquanto Rindt sofria com problemas quando estava na ponta das corridas. Apenas na Alemanha, Jochen voltou a conquistar uma vitória, merecida depois de superar o conterrâneo.

Semanas depois, em Monza, iniciou uma série de três vitórias consecutivas, que passou por Watkins Glen e parou em Mosport. Nesse último fim-de-semana, Rindt teve a responsabilidade decorrer sozinho com sua Ferrari, já que Lauda, já bicampeão, decidiu sair da equipe por teimosia de Enzo Ferrari, que não acreditava que os carros asa da Lotus dariam certo...


Temporada de 1978 - Mario Andretti
Jochen Rindt - Scuderia Ferrari - SpA SEFAC - 38 Vitórias - 3 Títulos
1978 começava. Carlos Reutemann e Gilles Villeneuve haviam sido contratados pela Scuderia Ferrari, que decidiu readmitir Jochen Rindt depois de um forte acidente sofrido pelo canadense nos treinos do GP sueco. O prazo de recuperação era de alguns meses, o que tiraria Gilles de 4 corridas, e daria a chance á Rindt de erguer o braço pela última vez e comemorar.

Com seus 36 anos, o austríaco aproveitou muito bem a chance que teve. No GP da França conquistou um ótimo 6º lugar, e duas semanas depois, subiu ao pódio, com o 2º lugar conquistando no GP da Grã-Bretanha após batalhar com Niki Lauda. Ele estava voltando aos velhos tempos. Na Alemanha, Rindt se aproveita de abandonos até chegar a segunda colocação, pressionando o futuro campeão Andretti.

Na virada da 39º para a 40º volta, a torcida se ergue nas arquibancadas e começa a vibrar ao ver o carro vermelho ultrapassar o preto e dourado e assumir a ponta. Andretti tinha problemas no câmbio. Cinco voltas depois, Jochen Rindt cruza a linha de chegada em primeiro e conquista sua última vitória, e talvez, a mais emocionante das 38 que já havia conquistado.


Coincidentemente, sua última corrida seria no seu país, onde havia estreado 13 anos antes. Os holofotes se apagaram para as Lotus, e se ascenderam para Jochen Rindt. Embaixo da chuva, ele e Peterson eram monstruosos, e não seria nenhuma surpresa ver um dos dois disputando pela vitória. Andretti teve problemas, Lauda também e Reutemann tinha um carro irregular, com isso a disputa ficava apenas entre Jochen e Ronnie, como nos velhos tempos.

Embaixo da chuva torrencial que caia em Öesterreichring, Peterson duelou com Rindt até a última volta, quando o sueco cruzou a linha de chegada pra conquistar sua última vitória, enquanto o austríaco cruzava em segundo para comemorar seu último pódio...


Assim acabava a carreira de Jochen Rindt, que comemorou ao lado de seu grande rival Ronnie Peterson sua última vinda á uma corrida de Fórmula 1 para correr...

Infelizmente, semanas depois, Ronnie faleceria em Monza...

Jochen Rindt - Títulos: 3 - Vitórias: 38 - Equipes: Rob Walker, Cooper, Brabham, Lotus e Ferrari

Imagens tiradas do F1-History.deviantart.com

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os Jejuns da F-1

Fisico comemora sua última vitória na F-1, na Malásia em 2006
Vou fazer mais um post para hoje, falando sobre o jejum, seja de título, seja de vitória de alguns países. É claro que os brasileiro reclamam por não ver um outro BR vencer o Mundial, mas eles deveria agradecer por não estar em um jejum como o dos italianos ou dos argentinos.

Itália: Quando se fala da Itália na F-1, a primeira coisa que vem na mente é a Ferrari, mas em relação aos pilotos, que atualmente o país nem tem no grid, mau lembramos de alguns, talvez de Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella. O último grande nome que poderia ter dado um título ao seu país foi Michele Alboreto, que em 1985 chegou a liderar o campeonato.

A última vitória do país dos tifosi foi em 2006 com Giancarlo Fisichella no GP da Malásia, e o último título foi em 1953, isso mesmo, há 61 anos, com Alberto Ascari. Então você deve pensar na tristeza dos italianos em relação aos seus pilotos, mas pelo menos eles tem a Ferrari para se alegrar.

José Froilan Gonzalez conquistando a primeira vitória da Ferrari na F-1

Argentina: Para nós brasileiros, a Argentina é nosso rival, nosso inimigo, mas é porque somos o "país do futebol", onde a rivalidade é tão pequena quanto a repercussão. Mas fora do futebol, Brasil e Argentina poderiam se considerar amigos, porque quase tudo que aprendemos sobre o automobilismo veio dos hermanos. Atualmente nós temos Nasr e Massa, mas a Argentina não tem nem sequer um piloto na categoria máxima do automobilismo.

O último deles foi Gáston Mazzacane, que correu a temporada de 2000 pela Minardi e apenas 4 provas pela Prost em 2001, depois disso jamais vimos um argentino passar perto de colocar seu carro na F-1. A última vitória veio com Carlos Reutemann no GP da Bélgica de 1981, ou seja, há 34 anos. Agora vamos para o último título, que é claro, foi conquistado por Juan Manuel Fangio em 1957, há meros 58 anos atrás.

E pensar que já houve uma década dominada por argentinos e italianos, Juan Manuel Fangio, José Froilan Gonzalez, Onofre Marimon, Giuseppe Farina, Alberto Ascari e Luigi Fagioli. Todos disputando títulos e vitórias, sem temer nenhum britânico ou alemão, quanto menos brasileiros ou filandeses.

Olivier Panis no GP de Mônaco de 1996, última vitória francesa na F-1
França: França no futebol é um dos maiores, senão o maior, carrasco do Brasil. A França na F-1 é rival do Brasil, graças á uma disputa. Atualmente a França tem Romain Grosjean como representante, mas já houve uma época em que os franceses duelavam com os britânicos para ver que tem mais pilotos na F-1.

A última vitória completou 19 anos há alguns dias, no GP de Mônaco de 1996, com Olivier Panis levando sua Ligier á uma fantástica vitória quase que em casa. O último título foi conquistado por Alain Prost, em 1993, há 22 anos atrás. Depois disso o país ainda vibrou com a vitória de Alesi no Canadá e do próprio Panis em Mônaco, só! Agora eles esperam que a sorte sorria para Grosjean, e que ele consiga arrancar uma vitória o mais rápido possível.

Nelson Piquet, o primeiro tricampeão brasileiro

Brasil: O nosso "brasilzão" também está em jejum, não é verdade? Tendo Felipe Massa e Felipe Nasr nessa temporada, os brasileiros não veem uma sequer vitória em mais de 5 anos, e a última não nem sequer conquistada por Massa, e sim por Barrichello, no GP da Itália de 2009. As nossas esperanças estão em três nomes, sendo que dois deles são famosos. Felipe Nasr, Pietro Fittipaldi e Pedro Piquet.

O Brasil tem 8 títulos na categoria, dois de Fittipaldi em 1972 e 1974, três de Piquet em 1981, 1983 e 1987 e outros três de Senna em 1988, 1990 e 1991, esse último se tornou o último do Brasil na categoria. Já chegamos perto de ser campeões novamente, com o Massa em 2008, mas isso já virou passado, devemos olhar para o futuro e se preocupar com o que vai vim adiante.

Dan Gurney

Estados Unidos: Ok, os EUA não são não ligados com a F-1, mas mesmo assim contam, especialmente por causa de um nome: Mario Andretti. É claro que eles já tiveram pilotos como Phil Hill e Dan Gurney, mas Mario é mais famoso por ser o campeão mais novo e também pelo modo que foi. O último piloto do país da América do Norte foi Scott Speed, que correu na Toro Rosso.

A última vitória foi conquistada com o próprio Mario Andretti na Holanda em 1978, o mesmo ano do último título da "américa" na F-1. De resto, os EUA abandonaram a categoria, e o último piloto mais decente que passou por ela foi Eddie Cheever, que como Andretti, tinha vários laços com a Itália.

Ronnie Peterson no GP da Áustria de 1978, última vitória sueca

Suécia: Nesse ano, Marcus Ericsson levou sua país de volta aos pontos depois de 21 anos de jejum. Mas ele dificilmente conseguirá um pódio com seu carro da Sauber. Os três grandes nomes suecos da história da F-1 são Ronnie Peterson, Gunnar Nilsson e Stefan Johansson, e apenas um deles venceu algum Grande Prêmio, e foi o nosso querido Ronnie, que há 37 anos venceu o GP da Áustria de 1978.

O último pódio da Suécia foi com Johansson, e de maneira incrível. Depois de correr pela Ligier em 1988, ele partiu para a estreante Onyx em 1989. O carro não era aquelas coisas, mas quando eles chegaram no meio da temporada a equipe deu um boom e começou a crescer, á ponto de superar a Brabham. O pico de crescimento foi em Portugal, quando Stefan foi o 3º...

Jack Brabham, o primeiro campeão (tricampeão) australiano

Austrália: Nos últimos anos ela teve um piloto no primeiro pelotão, Mark Webber, e agora tem Daniel Ricciardo. Eles viram seu piloto do grande sorriso comemorar três vezes no ano passado, mas ele passou longe de um título. A última vez em que um australiano chegou na última corrida com chances de título foi Mark Webber em 2010, e a última vez que conquistaram o título foi com Alan Jones em 1980... E pensar que o país tem 4 títulos.

Esses são alguns paises que estão em jejum na F-1, espero que tenham gostado, se lembrar de mais algum comente... e quem sabe sai a parte 2?

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