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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

50 anos - Quando um africano quase venceu o GP da África do Sul


Nos tempos em que os pilotos passavam o reveillon na África do Sul, houve alguém que desafiasse a lógica quando ninguém mais tinha condições de segui-la. Ainda era um tempo de transição para a Fórmula 1 que, com um novo regulamento, precisara de carros totalmente novos para a temporada de 1966. E como sempre, quem melhor se adaptou, venceu, e naquele época havia sido os Brabham de Black Jack e Denny Hulme.

Dois meses e meio após a última etapa no México, o circo estava reunido no novo Kyalami para o GP da África do Sul de 1967, e isso ainda no fim de dezembro de 66 (!). Com poucas novidades, as equipes traziam seus velhos bólidos junto à sua tradicional dupla de pilotos. E, como era de costume, pilotos da casa africana estavam inscritos: dois rodesianos, John Love e Sam Tingle; e dois sul-africanos, Dave Charlton e Luki Botha.


Charlton e Botha tinham um velho BT11 da Brabham, enquanto Tingle um LDS Mk 3. John Love já trazia um carro um pouco mais novo, o Cooper T79 (também usado por Bruce McLaren nos campeonatos neozelandeses de Fórmula 1), para mostrar ao circo internacional todo talento que o fez conquistar um tricampeonato consecutivo na F1 sul-africana.

Depois de sessões de treino marcados pelo forte calor, a Brabham colocou seus dois carros na primeira fila, com Jack em primeiro de Hulme em segundo. Jim Clark era terceiro com Pedro Rodríguez em quarto e um surpreendente John Love na quinta posição, conquistada graças a sua perícia em Kyalami. John Surtees, de Honda, era o sexto, Jochen Rindt o sétimo, Dave Charlton, o melhor sul-africado, era oitavo, Jackie Stewart era apenas nono e Bob Anderson fechava o top ten. Nas últimas posições estavam Dan Gurney, Joakim Bonnier, Mike Spence, Sam Tingle, Graham Hill, para surpresa de todos, em décimo quinto, Jo Siffert, Luki Botha e Piers Courage. A Ferrari sequer viajou para a África do Sul naquela ocasião.


Na noite de domingo (sim, domingo) uma forte tempestade tropical lavou o circuito de Kyalami. Toda a borracha havia desaparecido na manhã de segunda e, para piorar, o calor, o grande desgaste de pneus, a falta de confiabilidade dos carros e o excesso de pó (que havia sido jogado na pista para tampar manchas de óleo) tornavam a prova uma corrida mais de resistência do que um sprint.

Sob forte sol, na segunda-feira à tarde, a largada foi dada. Hulme pulou na liderança com Brabham em segundo e Surtees na terceira posição seguido por Rodríguez, Clark, Rindt, Anderson, Stewart, Charlton e Love, que partiu mal e era apenas décimo colocado. Na segunda volta, Jochen Rindt, Graham Hill e Mike Spence começariam a escalar o pelotão, enquanto Jack Brabham caia para o quarto posto.

Jackie Stewart seria o primeiro a abandonar, atrapalhando quem via atrás após o estouro de seu motor BRM, dando esperanças para que John Love, que escapou da confusão, pontuasse. Outro importante abandono seria o de Graham Hill, também nas primeiras voltas, enquanto, mais a frente Jochen Rindt perdia posições após rodar.

A fumaça deixada quando os carros passavam sobre as manchas de óleo
tapadas por pó

Na décima volta, Love seria superado por Siffert na disputa pelo sétimo lugar, enquanto Jim Clark tentava escapar na sexta posição. Não demoraria muito para que o suíço também sofresse com problemas, colocando o rodesiano de volta na sétima colocação atrás do Escocês Voador, que, na volta 22, abandonaria após estourar seu motor H16 da BRM.

Depois de uma feroz caça a John Surtees, Jack Brabham finalmente conseguiu superar o inglês na disputa pela segunda posição enquanto, mais atrás, Rindt voltava a rodar. O austríaco não havia perdido muitas posições, mas os erros estavam a custar uma luta pela vitória. Ele ainda retomaria a posição de Pedro Rodríguez antes de ultrapassar Surtees e assumir o terceiro lugar, atrás apenas dos carros da Brabham.

Rindt rodou duas vezes antes de abandonar

Lutando contra Gurney, John Love fazia um ótimo trabalho para tomar o quinto posto de Rodríguez, com graves problemas no câmbio. Mais atrás, o jovem Piers Courage assumia o oitavo lugar após superar Sam Tingle. Com um pequeno furo, John Surtees enfrentava também o superaquecimento de seus pedais quando foi superado por Love e Dan Gurney, que agora eram quarto e quinto colocados, respectivamente.

Na volta 38, o motor Maserati do Cooper de Jochen Rindt não resistiu. Poucos minutos depois, o público, atônito, via Jack Brabham parar nos boxes com problemas elétricos, retornando quatro voltas atrás de Denny Hulme. A corrida estava no colo do neozelandês, que começaria a temporada de 1967 com o pé direito. Em segundo agora estava um surpreendente John Love, com um velho Cooper, seguido por Gurney, Surtees, Rodríguez e Courage.

Surtees se arrastava pela pista

A suspensão traseira esquerda do Eagle de Dan Gurney tiraria o norte-americano da prova, enquanto a bomba de combustível apresentava um problema fatal para a corrida de Piers Courage, que também abandonaria quando era quinto. Nessa altura, Pedro Rodríguez, com apenas duas marchas, retomaria o terceiro lugar de John Surtees. Voltas depois, eis que o líder da prova, Denny Hulme vem aos boxes com problemas no freio. Um minuto e meio se passou antes de ser devolvido à pista, atrás de Love, Rodríguez e Surtees.

O público sul-africano, que havia adotado John Love como seu principal piloto comemorava: o rodesiano estava liderando um Grande Prêmio! Para melhorar, ele não tinha ninguém que ameaçasse sua vitória: Pedro Rodríguez corria com problemas no câmbio, John Surtees enfrentava o superaquecimento, Hulme e Brabham estavam muito atrás e restavam apenas oito carros na pista.

Love assumiria a ponta restando apenas 20 voltas para o fim

Faltando 20 voltas para o fim, Love vivia seu momento de glória. Aos poucos, um sonho começou a se tornar pesadelo: a bomba de combustível de seu Cooper começou a apresentar problemas e aquilo que estava sendo o maior trunfo do rodesiano se tornou o maior vilão. Na volta 73, John Love entra nos boxes, coloca dois galões no tanque de seu carro e parte para o tudo ou nada com Rodríguez.

Apesar de todo esforço, Pedro Rodríguez, apenas com duas marchas, venceria seu primeiro Grande Prêmio, sendo este o 16º e último para a equipe Cooper. Vinte e seis segundos atrás, chegaria John Love, com Surtees se arrastando para fechar o pódio com seu Honda. Hulme foi o quarto, com Bob Anderson em quinto e Jack Brabham num decepcionante sexto posto. Botha e Charlton, os dois pilotos da casa, também completariam, mas não seriam classificados por estarem muito atrás.

Rodríguez viu a vitória cair em seu colo

E assim, há 50 anos, a Fórmula 1 iniciava a temporada de 1967 com a Brabham continuando a ser a equipe a ser batida, com um mexicano conquistando sua primeira vitória e com um novo azarão para os anuais da história. Love já tinha seus 42 anos e participaria de todos os GPs da África do Sul até 1972, nunca mais voltando a ter uma performance tão brilhante.

Nascido em Bulawayo, ainda nos tempos em que o Zimbábue era colônia do Reino Unido, John Love conquistou seis títulos consecutivos na Fórmula 1 sul-africana, vindo falecer por causa de um câncer aos 80 anos de idade na mesma cidade em que nasceu.

Imagens tiradas do f1-history.deviantart.com e GPExpert.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2016

AEROSCREEN - Ressurgido das cinzas do tempo


Quando a Red Bull apresentou seu projeto de "protetor de cabeças", muitos, ou quem sabe todos, diziam ser mais eficiente do que o Halo feito pela Ferrari. Ontem, quando finalmente vimos o Aeroscreen instalado no carro, as opiniões mudaram drasticamente: enquanto alguns acreditam ser a melhor solução, outros pensam ser algo inútil, que pode até mesmo atrapalhar a visibilidade dos pilotos em determinados casos.

Quando Daniel Ricciardo entrou na pista, assistimos a história acontecer, ou melhor, "re-acontecer".


Na década de 30, para priorizar a até então pouco explorada aerodinâmica nos carros de corrida, as potencias Auto Union e Mercedes-Benz lançaram os monstruosos streamliners, com uma carenagem totalmente especial para pistas de alta, como AVUS. Quando o objetivo passava a barreira, digamos, humana, e a loucura era buscar velocidades que ultrapassavam os 400Km/h, a Auto Union sabia bem como melhorar a passagem do vento na região do cockpit, como podemos ver na foto.

Infelizmente, num frio 28 de janeiro, Bernd Rosemeyer perderia sua vida tentando superar o grande amigo e rival Rudolf Caracciola...

Após a II Guerra, muitas das revoluções da equipe "das quatro argolas" foram esquecidas, até mesmo a do carro com motor montado no centro do chassis. Felizmente, não demorou muito para que homens como John Cooper percebessem a grande utilidade dos "mid-engined cars", revolucionando, de maneira geral, o automobilismo mundial.


Anos depois de Cooper, Frank Costin, que desenhou o Vanwall campeão de construtores da temporada de 1958, estava de volta com mais um projeto ambicioso em suas mãos: o canopy. Priorizando novament, a aerodinâmica do carro, Costin chegou a instalar um dos dispositivos num antigo bólido da Vanwall para testa-lo.

Os resultados dos testes, provavelmente, foram positivos, e não demorou muito para que Costin colocasse em prática na equipe Protos, de Ron Harris, a combinação canopy+chassis de madeira, que parecia ser genial pela sua leveza e aspecto aerodinâmico. Na temporada européia da Fórmula 2 em 1967, o Protos F2 foi pilotado por nomes como Brian Hart (sim!), Pedro Rodríguez (sim!) e Kurt Ahrens Jr.


E como o Grande Prêmio da Alemanha geralmente incluía carros de Fórmula 2 ao grid, vimos Kuth Ahrens e Brian Hart participando da edição de 1967 da prova com o modelo. As fotos tiradas dos bólidos de número #25 e #26 são realmente históricas e representam algo fenomenal na trajetória da Fórmula 1, que nunca viu um carro genuinamente montado para ela utilizando o canopy.

Na Eifelrennen de 1968, Vic Elford e Brian Hart correram com o F2 da Protos, protagonizando mais algumas fotos históricas, pois, essa seria uma das últimas vezes que um monoposto sem asas estaria usando o canopy.

Voltando para 1967, Jack Brabham tinha em mãos o BT24, com aparência de Fórmula 2, mas competitividade de Fórmula 1. E para testar o canopy decidiu produzir um especial para seu bólido, que seria testado no fim-de-semana do GP da Itália. "Black Jack" tentava re-inventar parte dos streamliners, mas logo interromperia o projeto, uma vez que o para-brisa distorcia sua visão e causava tonturas...


Quase 20 anos depois, a McLaren faria um rápido teste com Alain Prost (isso mesmo, Alain Prost!), também com um pequeno canopy instalado. E como os resultados não foram tão agradáveis, da mesma forma para Brabham e Protos na década de 60, a equipe de Woking decidiu abandonar a ideia, tacando-a nas chamas do esquecimento...

Trinta anos depois, eis que Adrian Newey re-inventa o canopy, agora com nome Aeroscreen, colocando e testando em um de seus carros na manhã do dia 29 de abril de 2016, em Sochi...

O tempo passou tão rápido nesses últimos 80 anos...

Mais fotos:

Mercedes-Benz: 

Auto Union:

Protos:
Hart na Flugplatz

Brabham:

McLaren:

Imagens tiradas do Google Imagens

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

GP Memorável 59# - Itália 1985


Duas semanas depois do último GP da Holanda, ocorrido em Zandvoort, a Fórmula 1 chegou á Monza para o 56º Grande Prêmio da Itália, e pela segundo vez no ano sentia-se falta de alguém no paddock. Depois de Manfred Winkelhock perder a vida entre os GPs da Alemanha e da Áustria, foi a vez do mundo automobilístico perder uma de suas maiores promessas, outro alemão, Stefan Bellof. A sua morte nos 1000Km de Spa-Francorchamps abalou ainda mais o circo da categoria, e deixou um vazio ainda maior no grid.

Outro que estava ausente para a prova era Jonathan Palmer, machucado depois de um forte impacto nos mesmos 100Km de Spa que vitimou Bellof. Sem a Zakspeed, o grid ganhava uma nova equipe que vinha se desenvolvendo desde o fim de 1984, a Beatrice, que corria com um chassis Lola e com o apoio de Carl Haas e Teddy Mayer. O piloto do carro 33? Nada menos nada mais do que Alan Jones, campeão de 1980.

Philippe Streiff agora estava pronto para o desafio de correr no lugar de Andrea de Cesaris na Ligier, voltando á categoria depois de sua passagem relâmpago com um terceiro carro da Renault no Estoril, no ano anterior. A Renault por sua vez anunciou que estava abandonando a categoria como equipe, deixando Patrick Tambay e Derek Warwick sem equipe para 1986...


A Ferrari por sua vez tinha uma tarefa ainda mais difícil do que em 1984, com um carro que perdia cada vez mais performance ao mesmo tempo que Michele Alboreto batalhava pelo título com Alain Prost, que andava junto aos seguranças nos boxes de Monza, temendo alguma coisa qualquer que podia vir dos tifosi.

Nos treinos, Ayrton Senna mais uma vez crava a pole na temporada de 1985, sendo seguido por Keke Rosberg e Nigel Mansell, com Nelson Piquet na quarta colocação e Alain Prost e Elio de Angelis formando a terceira fila. Fechando o top ten estavam a Ferrari de Michele Alboreto, que milagrosamente arranjou a sétima posição, Patrick Tambay, Marc Surer e Stefan Johansson.

Gerhard Berger larga ao lado de Derek Warwick na sexta fila, enquanto Riccardo Patrese fica entre ele e Thierry Boutsen. Teo Fabi, figura carimbada em Monza no ano anterior, largava ao lado de Niki Lauda, com que disputou a vitória, com Eddie Cheever seguindo-os. Martin Brundle, a única Tyrrell, largava na frente de ambas as Ligiers, com Streiff sendo mais rápido do que Laffite. Fechando o grid tínhamos Piercarlo Ghinzani, Huub Rothengatter, Pierluigi Martini, Kenny Acheson, Alan Jones e Philippe Alliot.


No domingo, o sol se mantinha em Monza, mas a alegria de Senna duraria pouco depois da largada, especialmente por ter uma fila de carros com motores mais potentes logo atrás. Na partida, Rosberg e Senna dividem a reta até a primeira curva, quando o finlandês espalha e joga o brasileiro para fora da pista, beneficiando Mansell que assume a segunda posição. Mais atrás, Piquet cai para sétimo enquanto Alan Jones vai para 16º. Ghinzani falhou em largar.

Sendo pressionado por Prost, Senna facilmente é superado pelo francês que vai em busca dos lideres. No meio do pelotão, Niki Lauda inicia sua recuperação ultrapassando Teo Fabi, Martin Brundle, Alan Jones, Riccardo Patrese e Eddie Cheever, até que Nigel Mansell, seguindo Rosberg na disputa pela liderança, começa a ter problemas no motor, indo aos boxes e retornando voltas atrás do último colocado.

Ayrton Senna teve pouco tempo para apreciar o terceiro lugar, sendo ultrapassado por Elio de Angelis, que guiava de forma agressiva nas retas de Monza. Mais ao fundo, Jacques Laffite finalmente supera o novo companheiro que vem se mostrando páreo duro para o experiente compatriota. Niki Lauda continua a se recuperar e já era o oitavo quando Nelson Piquet conseguiu passar por Michele Alboreto para ser quinto colocado.


Batalhando com Warwick, Surer supera o piloto da Renault na volta oito para se tornar o décimo colocado. Depois dos abandonos de Jones e Cheever, Teo Fabi vem sendo perseguido por Martin Brundle na batalha pela décima quarta posição, sendo superado com facilidade pelo jovem inglês que corre com o novo Tyrrell 014 com motor turbo.

Laffite agora trabalha para manter um carro entre ele e Streiff, atacando e ultrapassando Fabi que começa a ter problemas e vai ao fundo do pelotão. Depois de passar por Alboreto, Lauda nem faz esforço para assumir a quinta colocação, já que Nelson Piquet vai aos boxes para trocar de pneus, algo que destrói a corrida do brasileiro.

Enquanto Brundle era ultrapassado por Laffite, Tambay perde duas posições importantes para Stefan Johansson e Marc Surer. Warwick já havia abandonado. Em apenas seis voltas, Niki Lauda mostra toda a superioridade de sua McLaren TAG-Porsche e passa por Ayrton Senna e Elio de Angelis para assumir a terceira colocação, logo atrás de Alain Prost que mantém-se atrás de Rosberg, mais líder do que nunca.


Philippe Alliot, que largou em último, se manteve boa parte da prova na frente de Huub Rothengatter até abandonar, fazendo Nigel Mansell ir para 16º e, posteriormente, 15º após ultrapassar o holandês da Osella. Depois da parada, Boutsen perde sua posição para Laffite, Brundle e Streiff. Lá na frente, perseguindo Prost, Lauda acaba quebrando a asa dianteira e tem de ir aos boxes. Mais uma vez o azar tira o pódio do campeão.

Michele Alboreto para e volta na 8º colocação, na frente de Patrick Tambay que é logo superado por um alucinante Lauda que persegue o italiano. A única Renault na pista vai aos boxes, voltando atrás de Laffite e Brundle e na frente de Boutsen, que ultrapassa Streiff. Keke Rosberg roda, vai aos boxes para trocar os pneus lixados e volta muito atrás do novo líder, Alain Prost.

Mesmo assim, o motor Honda não dá trégua nas retas de Monza fazendo o finlandês se aproximar de Alain Prost em poucas voltas se formos comparar a diferença depois da parada. No meio desse período, Ayrton Senna passa por Elio de Angelis assumindo a terceira colocação, Nelson Piquet ultrapassa por Marc Surer e Stefan Johansson para ter quinto e Niki Lauda abandona com problemas na transmissão.


Nas últimas voltas da perseguição Rosberg-Prost, Nelson Piquet consegue ultrapassar Elio de Angelis e vai caça de Ayrton Senna, enquanto Stefan Johansson perde desempenho e é ultrapassado por Surer e Alboreto. Louco como um leão, Nigel Mansell assinala a volta mais rápida da prova pouco antes de Keke Rosberg finalmente reassumir a liderança e rapidamente escapar de Alain Prost.

Parecia que a segunda vitória da Williams e de Keke Rosberg em 1985 estavam assegurados, mas só parecia. Nelson Piquet passa por Ayrton Senna e se tornar o terceiro colocado em performance fantástica, enquanto Marc Surer ultrapassa de Angelis e vai ao ataque do brasileiro da Lotus. Michele Alboreto também é outro que supera Elio para ser o quinto colocado.

Keke Rosberg para nos boxes, e agora sem volta com seu motor Honda mais uma vez estourado. Na volta seguinte é a vez de Michele Alboreto parar, fazendo a torcida italiana ir a loucura com Alain Prost prestes a ganhar nove pontos e abrir ainda mais para o italiano no campeonato de pilotos. Depois do abandono de Laffite, Tambay passa por Brundle e já se aproxima de de Angelis, que acaba de perder a posição para Stefan Johansson.

Nas últimas voltas nada muda, apenas com Nigel Mansell abandonando também por causa do motor Honda. Marc Surer atacava ferozmente Ayrton Senna, e o brasileiro conseguia defender com bravura a terceira colocação, terminando no pódio na única corrida terminada no pódio em Monza até 1990. Alain Prost venceu com a sorte de um campeão, e Piquet deu show para terminar em segundo com Johansson e de Angelis fechando os lugares pontuáveis.


RESULTADOS:
  1. 2 - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - 1:17:59.451 - 9pts
  2. 7 - Nelson Piquet - Brabham BMW - +51.685s - 6pts
  3. 12 - Ayrton Senna - Lotus Renault - +1:00.390s - 4pts
  4. 8 - Marc Surer - Brabham BMW - +1:00.609 - 3pts
  5. 28 - Stefan Johansson - Scuderia Ferrari - +1 Volta - 2pts
  6. 11 - Elio de Angelis - Lotus Renault - +1 Volta - 1pt
  7. 15 - Patrick Tambay - Renault Elf - +1 Volta
  8. 3 - Martin Brundle - Tyrrell Renault - 1 Volta
  9. 18 - Thierry Boutsen - Arrows BMW - +1 Volta
  10. 25 - Philippe Streiff - Ligier Renault - +2 Voltas
  11. 5 - Nigel Mansell - Williams Honda - Motor
  12. 19 - Teodorico Fabi - Toleman Hart - +4 Voltas
  13. 27 - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - Motor
  14. 6 - Keke Rosberg - Williams Honda - Motor - OUT
  15. 26 - Jacques Laffite - Ligier Renault - Motor - OUT
  16. 1 - Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - Transmissão - OUT
  17. 22 - Riccardo Patrese - Benetton Team Alfa Romeo - Escapamento - OUT
  18. 24 - Huub Rothengatter - Osella Alfa Romeo - Motor - OUT
  19. 9 - Philippe Alliot - RAM Hart - Turbo - OUT
  20. 17 - Gerhard Berger - Arrows BMW - Motor - OUT
  21. 16 - Derek Warwick - Renault Elf - Transmissão - OUT
  22. 33 - Alan Jones - Team Haas Lola Hart - Motor - OUT
  23. 23 - Eddie Cheever - Benetton Team Alfa Romeo - Motor - OUT
  24. 10 - Kenny Acheson - RAM Hart - Embreagem - OUT
  25. 29 - Pierluigi Martini - Minardi Motori Moderni - Bomba de Combustível - OUT
  26. 20 - Piercarlo Ghinzani - Toleman Hart - DNS
Esses foram os pilotos que estavam inscritos para a corrida
Volta Mais Rápida: Nigel Mansell - 1:28.283 - Volta 38

Curiosidades:
- 416º GP
- 21º Vitória de Alain Prost
- 100º GP de Elio de Angelis
- 1º GP da Haas-Lola
- 48º Vitória da McLaren
- 20º Melhor Volta da McLaren
- 120º Pódio da McLaren
- 18º Vitória do Motor TAG-Porsche
- 40º Pole do Motor Renault
- 20º Pódio do Motor BMW


  • MELHOR PILOTO: Nelson Piquet
  • SORTUDO: Alain Prost
  • AZARADO: Nigel Mansell / Keke Rosberg / Niki Lauda
  • SURPRESA: Stefan Johansson
  • Prêmio Bônus - MERECIA: Marc Surer
Em Monza, Nelson Piquet era idolatrado e isso continuou assim nessa edição, quando o brasileiro deu um show mesmo depois de parar logo no início da prova. Alain Prost andou com escolta durante todo o fim-de-semana, já que temia qualquer ato agressivo dos tifosi que tiveram que aplaudir do francês que conseguiu uma milagrosa vitória depois de se beneficiar dos problemas de Mansell e Rosberg, que foram os azarados, já que lideravam com folga a corrida. Lauda fez grande prova, depois de quebrar o bico perdeu mais uma vez chances de pontos. Johansson foi a surpresa, conseguindo se manter na pista mesmo com problemas para conquistar dois pontinhos. E Marc Surer bateu na trave de subir ao pódio, uma pena...


Campeonato de Pilotos:
  1. 2 - Alain Prost - Marlboro McLaren International - McLaren TAG-Porsche - MP4/2B - 65pts
  2. 27 - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - 156/85 - 53pts
  3. 11 - Elio de Angelis - John Player Special Team Lotus - Lotus Renault - 97T - 31pts
  4. 12 - Ayrton Senna - John Player Special Tema Lotus - Lotus Renault - 97T - 23pts
  5. 28 - Stefan Johansson - Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - 156/85 - 21pts
  6. 7 - Nelson Piquet - Motor Racing Developments International - Brabham BMW - BT54 - 19pts
  7. 6 - Keke Rosberg - Canon Williams Honda Team - Williams Honda - FW10 - 18pts
  8. 1 - Niki Lauda - Marlboro McLaren International - McLaren TAG-Porsche - MP4/2B - 14pts
  9. 15 - Patrick Tambay - Équipe Renault Elf - Renault - RE60/RE60B - 11pts
  10. 26 - Jacques Laffite - Équipe Ligier - Ligier Renault - JS25 - 10pts
  11. 18 - Thierry Boutsen - Barclay Arrows BMW - Arrows BMW - A8 - 9pts
  12. 5 - Nigel Mansell - Canon Williams Honda Team - Williams Honda - FW10 - 7pts
  13. 8 - Marc Surer - Motor Racing Developments International - Brabham BMW - BT54 - 5pts
  14. 16 - Derek Warwick - Équipe Renault Elf - Renault - RE60/RE60B - 4pts
  15. 4/3 - Stefan Bellof - Tyrrell Racing Organisation - Tyrrell Ford/Renault - 012/014 - 4pts
  16. 25 - Andrea de Cesaris - Équipe Ligier - Ligier Renault - JS25 - 3pts
  17. 28 - René Arnoux - Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - 156/85 - 3pts

Campeonato de Construtores:
  1. Marlboro McLaren International - McLaren TAG-Porsche - MP4/2B - LAU/PRO - G - 79pts
  2. Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - 156/85 - ALB/ARN/JOH - G - 77pts
  3. John Player Special Team Lotus - Lotus Renault - 97T - ANG/SEN - G - 54pts
  4. Canon Williams Honda Team - Williams Honda - FW10 - MAN/ROS - G - 25pts
  5. Motor Racing Developments - Brabham BMW - BT54 - PIQ/HES/SUR - P - 24pts
  6. Équipe Renault Elf - Renault - RE60/RE60B - HES/TAM/WAR - G - 15pts
  7. Équipe Ligier - Ligier Renault - JS25 - CES/STR/LAF - P - 13pts
  8. Barclay Arrows BMW - Arrows BMW - A8 - BER/BOU - G - 9pts
  9. Tyrrell Racing Organisation - Tyrrell Ford/Renault - 012/014 - BRU/BEL/JOH - 4pts
Imagens tiradas do GPExperts.com.br - Google Imagens - F1.history.blogspot.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

GP Memorável 65# - Europa 1984


Quase um mês havia se passado desde a confusa corrida em Monza, e os pilotos agora estavam na cidade alemã de Nürburg, para o GP da Europa, que pelo segundo ano consecutivo substituía o GP de Nova York, que acabaria por jamais acontecer. As reformas do Nürburgring acabaram levando o circuito de volta á categoria máxima do automobilismo após extinguir-se do Sudschleife, infelizmente. Naquele fim-de-semana, apenas dois homens já haviam andando em Nordschleife à bordo de um Fórmula 1: Niki Lauda e Jacques Laffite.

Lauda, curiosamente, podia se tornar tricampeão no local que quase havia perdido a vida oito anos antes. No paddock, a mais preocupante notícia que rodava era que a Michelin não estaria mais na competição em 1985, forçando todas as equipes que a calçavam irem atrás de novos fornecedores, coisa que deixou a Toleman em apuros no ano seguinte.


Depois de arranjar patrocinadores, Mauro Baldi estaria no cockpit da Spirit nas últimas duas provas, porém a equipe ainda queria inscrever um segundo carro para Huub Rothengatter, em vão, pois perderam o prazo. Gunther Schmidt perdeu a paciência com Manfred Winkelhock após o GP da Itália e o demitiu, inscrevendo apenas um carro para Gerhard Berger. Mesmo assim, o alemão estava em Nürburgring cercado de oficiais da justiça que vieram conversar com Schmidt, que, segundo Winkelhock, não pagava seus salários. O barco da ATS começava a se afundar.

Erich Zachowscki anunciou que sua equipe, a alemã Zakspeed, teria os próprios propulsores turbo em sua temporada de estreia, algo extremamente ambicioso quanto tentar inscrever a equipe para a prova, coisa que Zachowscki tentou, mas falhou ao ver seu carro não acabado até o prazo e nenhum piloto apresentar interesse.

Como Nürburgring é Nürburgring independentemente de qual período for, o tempo nos treinos foi instável, misturando boa parte do grid. Niki Lauda teve problemas no primeiro treino, quando a pista estava apenas úmida, e no segundo não conseguiu marcar tempo depois da chuva chegar com força. Resultado? 15º lugar no grid.


Nelson Piquet era o poleman, com Alain Prost ao seu lado pela quarta vez consecutiva. Patrick Tambay ainda ficou com o terceiro lugar ao lado de Keke Rosberg, sendo seguidos por Michele Alboreto e René Arnoux, para a alegria italiana. Derek Warwick, Nigel Mansell, Riccardo Patrese e Teo Fabi fechavam o top ten, com Thierry Boutsen e Ayrton Senna, voltando depois da suspensão interna da Toleman, na sexta fila.

Eddie Cheever e Jacques Laffite largavam logo a frente de Niki Lauda, que tinha ao seu lado Marc Surer. Andrea de Cesaris conseguira ser a melhor Ligier, com Gerhard Berger ao seu lado, enquanto François Hesnault era o décimo nono colocado, ao lado de Piercarlo Ghinzani. Nas últimas posições estavam Jonathan Palmer, Jo Gartner, Elio de Angelis, Mauro Baldi, Philippe Alliot e Stefan Johansson, o mais prejudicado de todos no grid.

No Warm-Up, Alain Prost acabou cometendo um erro, se acidentando e dando trabalho á equipe McLaren para deixar o carro prontinho novamente para a corrida. Enquanto isso, a Osella de Piercarlo Ghinzani surpreendeu, mostrando que estaria forte logo mais, a tarde, no circuito alemão. Por sorte, o domingo não teve chuva, mas a grama ainda era o grande perigo, estando ainda molhada.


Na largada, Piquet pula mal, com Prost e Tambay tomando as duas primeiras colocações enquanto, mais atrás, Senna faz ótima largada e se posiciona atrás de Riccardo Patrese. Mansell falha na partida e cai para o fundo do pelotão, enquanto de Angelis é astuto ao ganhar várias posições. Metros depois, Ayrton faz a maior de suas carambolas na temporada de estreia

O brasileiro freia tarde demais, quase enche a traseira de Patrese, roda e bate em Rosberg. De maneira rápida e inteligente, Andrea de Cesaris não faz a curva e vai para grama, voltando a pista sem danos. E como existem amigos do tipo "só vou se você for", Gerhard Berger acabou repetindo o erro do brasileiro logo atrás, só que levando Surer no lugar de Rosberg. Mansell viu tudo de pertinho, e repetiu a manobra feita pelo ex-rival das categorias de base, de Cesaris.


Ghinzani acabou tardando a freada, tocando em Fabi e quebrando a suspensão. Laffite quase é atingido pelo italiano quando voltava a pista depois de também ser levado pelo acidente de Senna e Rosberg. Enzo Osella parecia mais uma vez não acreditar que Piercarlo Ghinzani estava fora da corrida, especialmente numa prova tão promissora como a de Nürburgring. Enquanto isso, Teo Fabi voltava a prova após ser ajudado pelos comissários.

Ao fim da primeira volta, Alain Prost lidera seguido por Patrick Tambay e Nelson Piquet, com Warwick, Alboreto e Arnoux fechando os lugares pontuáveis. Niki Lauda era o nono, dependendo de uma quebra do companheiro para se tornar tricampeão, por isso inicia sua recuperação da mesma forma da dupla de Angelis e Mansell, da Lotus.


No segundo giro, Niki já é o oitavo após ultrapassar Cheever, enquanto Elio passa Boutsen para ser décimo e Laffite e Mansell passam por Alliot na disputa pela décima oitava colocação. Alain Prost começa a abrir para Patrick Tambay que mantém uma distância segura para Nelson Piquet, que tem Derek Warwick sendo pressionado por Michele Alboreto e René Arnoux logo atrás.

Lauda ultrapassa Patrese e assume a sétima posição, ficando atrás de Arnoux que começa a ter problemas nos freios. No fundo, Mansell passa por Laffite e Baldi, indo ao ataque de Gartner e Palmer disputando pela 15º colocação. Na volta 5, o austríaco da McLaren ultrapassa a Ferrari que estava logo a sua frente e vai ao ataque de Warwick e Alboreto. Enquanto isso, o Leão, que já tem contrato com a Williams para 1985, passa pelos seus alvos e agora vai em busca de Hesnault.

Na volta seguinte, Laffite ultrapassa Baldi, Gartner e Palmer, ficando logo atrás do britânico da Lotus. Na disputa pela nona colocação, de Angelis se aproxima e começa a ameaçar Eddie Cheever, que tem logo a frente seu companheiro de Alfa Romeo, Riccardo Patrese. Nigel Mansell supera François Hesnault na sétima volta, pouco antes de Jonathan Palmer cometer um erro e ser ultrapassado por Jo Gartner e Mauro Baldi.


de Angelis finalmente ultrapassa Cheever na volta 10, três antes de também conseguir a ultrapassagem sobre Patrese, e seis antes de passar por Arnoux: sétimo lugar do italiano. Boutsen acaba caindo para 18º, dando mais uma posição para Mansell, que logo depois também ultrapassa Johansson, que começa a perder rendimento com problemas relacionados ao superaquecimento de seu Toleman.

de Cesaris acabou sendo a próxima vítima do Leão, que já é o décimo primeiro colocado. Enquanto Teo Fabi e Thierry Boutsen começam a se recuperar, Niki Lauda tenta ultrapassar Michele Alboreto e Derek Warwick para assumir a quarta colocação. Mauro Baldi acabaria atrapalhando o bicampeão austríaco que roda, perdendo muito terreno em relação á Ferrari de número 27.


Poucas voltas depois, Elio de Angelis abandona com problemas no turbo, fazendo Mansell entrar no top ten. Perseguindo de Cesaris, Laffite se tornaria o próximo a parar também por causa do motor. No 30º giro, Nigel Mansell assume a nona colocação de Eddie Cheever, e logo depois também passa por Riccardo Patrese para ser o oitavo colocado. Grande corrida do inglês.

Voltas depois de ser ultrapassado por Mansell, Eddie Cheever abandona com problemas na bomba de combustível. Na 39º volta, o Leão ataca novamente ultrapassando René Arnoux e indo ao ataque do "velho lobo" Niki Lauda. Nesse momento da prova, Thierry Boutsen e Teo Fabi já conseguiram se recuperar bem para assumirem, respectivamente, a 11º e 12º colocação.


Lá na frente, Tambay começa a ser superado pelos rivais, abandonando com os mesmos problemas que assolaram a Alfa de Cheever, desistindo em mais uma prova na qual o pódio era certeiro. Outro piloto que começa a ceder é Derek Warwick, na outra Renault com problemas de superaquecimento, sendo bastante pressionado por Alboreto, que finalmente assume a terceira colocação na volta 49. No fundo, Mauro Baldi ultrapassa François Hesnault, assumindo a 12º colocação.

Com um pouco mais de 10 voltas para o fim, Nigel Mansell estoura seu motor Renault e abandona uma ótima prova, dando o último lugar pontuável para a Ferrari de René Arnoux, que ainda sofria com problemas nos freios. No 55º giro, Lauda assume a quarta colocação de Warwick enquanto Alboreto vai ao ataque de Piquet, que faz prova cautelosa na segunda posição.


Fabi acabaria abandonando por causa da caixa de câmbio antes que Derek Warwick finalmente desistisse da corrida, que entra na sua parte final. Alain Prost vence com facilidade na primeira prova em Nürburgring desde 1976, enquanto Michele Alboreto e Nelson Piquet protagonizam uma das chegadas mais hilárias da história da categoria: Na última curva, o brasileiro perde a segunda posição para o italiano por falta de combustível, mas o piloto da Ferrari também começava a parar na pista, perdendo muita velocidade na reta de chegada. Final? Piquet balançou sua Brabham e retomou velocidade, ultrapassando Alboreto, só que depois da linha de chegada...

Niki Lauda foi quarto colocado, posição importantíssima na disputa pelo título, enquanto René Arnoux e Riccardo Patrese completam a zona de pontuáveis. Em grande retorno, Mauro Baldi conquista um fantástico oitavo lugar após superar uma das Ligier, um feito incrível para uma equipe tão nanica como a Spirit.


RESULTADOS:
  1. 7 - FRA - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - 1:35:13.284 - 9pts
  2. 27 - ITA - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - +23.911s - 6pts
  3. 1 - BRA - Nelson Piquet - Brabham BMW - +24.922s - 4pts
  4. 8 - AUT - Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - +43.086s - 3pts
  5. 28 - FRA - René Arnoux - Scuderia Ferrari - +1:01.430s - 2pts
  6. 22 - ITA - Riccardo Patrese - Benetton Team Alfa Romeo - +1 Volta - 1pt
  7. 26 - ITA - Andrea de Cesaris - Ligier Renault - +2 Voltas
  8. 21 - ITA - Mauro Baldi - Spirit Hart - +2 Voltas
  9. 18 - BEL - Thierry Boutsen - Arrows BMW - Ignição
  10. 25 - FRA - François Hesnault - Ligier Renault - +3 Voltas
  11. 16 - GBR - Derek Warwick - Renault Elf - Superaquecimento
  12. 30 - AUT - Jo Gartner - Osella Alfa Romeo - Bomba de Combustível - OUT
  13. 2 - ITA - Teodorico Fabi - Brabham BMW - Caixa de Câmbio - OUT
  14. 12 - GBR - Nigel Mansell - Lotus Renault - Motor - OUT
  15. 15 - FRA - Patrick Tambay - Renault Elf - Bomba de Combustível - OUT
  16. 23 - EUA - Eddie Cheever - Benetton Team Alfa Romeo - Bomba de Combustível - OUT
  17. 9 - FRA - Philippe Alliot - RAM Hart - Turbo - OUT
  18. 10 - GBR - Jonathan Palmer - RAM Hart - Turbo - OUT
  19. 5 - FRA - Jacques Laffite - Williams Honda - Motor - OUT
  20. 11 - ITA - Elio de Angelis - Lotus Renault - Turbo - OUT
  21. 20 - SUE - Stefan Johansson - Toleman Hart - Superaquecimento - OUT
  22. 6 - FIN - Keke Rosberg - Williams Honda - Colisão - OUT
  23. 19 - BRA - Ayrton Senna - Toleman Hart - Colisão - OUT
  24. 17 - SUI - Marc Surer - Arrows BMW - Colisão - OUT
  25. 31 - AUT - Gerhard Berger - ATS BMW - Colisão - OUT
  26. 24 - ITA - Piercarlo Ghinzani - Osella Alfa Romeo - Colisão - OUT
Esses foram os pilotos que participaram do GP
Volta Mais Rápida: Nelson Piquet e Michele Alboreto - 1:23.146 - Volta 62


Curiosidades:
- 403º GP
- Realizado no dia 7 de outubro de 1984
- Primeiro GP da Fórmula 1 em Nürburgring desde 1976
- Apenas Jacques Laffite e Niki Lauda já haviam corrido de Fórmula 1 no velho Nordschleife
- 15º vitória de Alain Prost
- 41º vitória da McLaren
- 41º e última volta mais rápida da Brabham
- 11º vitória do motor TAG-Porsche
- Retorno de Mauro Baldi
- Retorno de Ayrton Senna
- Estreia do Ligier JS23B


  • MELHOR PILOTO: Elio de Angelis / Nigel Mansell
  • SORTUDO: Michele Alboreto
  • AZARADO: Patrick Tambay
  • SURPRESA: Riccardo Patrese
  • Prêmio Bônus - RETORNO TRIUNFAL: Mauro Baldi
Cada um dos pilotos da Lotus tiveram suas adversidades: largar entre os últimos e largar mal, respectivamente, mas mesmo assim se mostraram grandes forças no novo Nürburgring, com Elio de Angelis fazendo uma grande recuperação até quebrar no meio da prova e Mansell se recuperando para chegar a zona de pontuação, quando estourou seu motor. De novo aos pouquinhos, Alboreto foi chegando ao pódio, superando Nelson Piquet na última curva. Tambay novamente vinha para um ótimo resultado para a Renault, mas, mais uma vez, problemas atrapalharam o francês que abandonou mais uma disputa pelo pódio. Patrese surpreendeu ao não quebrar e ainda conseguir mais um pontinho para a Alfa. Retornando ao grid, Baldi conseguiu igualar ao melhor resultado da Spirit com seu terceiro 8º lugar na temporada.


Campeonato de Pilotos:
  1. 8 - AUT - Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - 66pts/66pts
  2. 7 - FRA - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - 61,5pts/62,5pts
  3. 11 - ITA - Elio de Angelis - Lotus Renault - 29,5pts/32pts
  4. 1 - BRA - Nelson Piquet - Brabham BMW - 28pts/28pts
  5. 27 - ITA - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - 27pts/27,5pts
  6. 26 - FRA - René Arnoux - Scuderia Ferrari - 26,5pts/27pts
  7. 16 - GBR - Derek Warwick - Renault Elf - 23pts/23pts
  8. 6 - FIN - Keke Rosberg - Williams Honda - 20pts/20,5pts
  9. 12 - GBR - Nigel Mansell - Lotus Renault - 13pts/13pts
  10. 15 - FRA - Patrick Tambay - Renault Elf - 10pts/11pts
  11. 19 - BRA - Ayrton Senna - Toleman Hart - 8pts/9pts
  12. 3 - GBR - Martin Brundle - Tyrrell Ford - 8pts/0pts
  13. 2 - ITA - Teodorico Fabi - Brabham BMW - 8pts/9pts
  14. 22 - ITA - Riccardo Patrese - Benetton Team Alfa Romeo - 8pts/8pts
  15. 4 - ALE - Stefan Bellof - Tyrrell Ford - 5pts/0pts
  16. 5 - FRA - Jacques Laffite - Williams Honda - 4pts/5pts
  17. 23 - EUA - Eddie Cheever - Benetton Team Alfa Romeo - 3pts/3pts
  18. 3/19 - SUE - Stefan Johansson - Tyrrell Ford / Toleman Hart - 3pts/3pts
  19. 18 - BEL - Thierry Boutsen - Arrows Ford/BMW - 3pts/5pts
  20. 26 - ITA - Andrea de Cesaris - Ligier Renault - 2pts/3pts
  21. 24 - ITA - Piercarlo Ghinzani - Osella Alfa Romeo - 2pts/2pts
  22. 30 - AUT - Jo Gartner - Osella Alfa Romeo - 2pts/0pts
  23. 17 - SUI - Marc Surer - Arrows Ford/BMW - 1pt/1pt
  24. 31 - AUT - Gerhard Berger - ATS BMW - 1pt/0pts

Campeonato de Construtores:
  1. Marlboro McLaren International - McLaren TAG-Porsche - MP4/2 - PRO/LAU - M - 127,5pts
  2. Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - 126C4 - ALB/ARN - G - 53,5pts
  3. John Player Team Lotus - Lotus Renault - 95T - ANG/MAN - G - 42,5pts
  4. MRD International - Brabham BMW - BT53 - PIQ/TFA/CFA - M - 36pts
  5. Équipe Renault Elf - Renault - RE50 - TAM/WAR - M - 33pts
  6. Williams Grand Prix Engineering - Williams Honda - FW09/FW09B - LAF/ROS - G - 24pts
  7. Tyrrell Racing Organisation - Tyrrell Ford - 012 - BRU/JOH/BEL/THA - G - 13pts
  8. Toleman Group Motorsport - Toleman Hart - TG183B/TG184 - SEN/JOH/CEC/MAR - P/M - 11pts
  9. Benetton Team Alfa Romeo - Alfa Romeo - 184T - PAT/CHE - G - 11pts
  10. Osella Squadra Corse - Osella Alfa Romeo - FA1F - GHI/GAR - P - 4pts
  11. Barclay Nordica Arrows BMW* - Arrows BMW - A7 - SUR/BOU - G - 3pts
  12. Ligier Loto - Ligier Renault - JS23/JS23B - HES/CES - M - 2pts
  13. Barclay Nordica Arrows BMW* - Arrows Ford - A6 - SUR/BOU - G - 1pt
  14. Team ATS - ATS BMW - D7 - WIN/BER - P - 1pt
*Por ter conquistado pontos com dois construtores diferentes, a Barclay Nordica Arrows BMW aparece duas vezes na tabela.

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