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sábado, 3 de junho de 2017

GP Memorável 4# - Mônaco 1984


Semanas depois do GP da França, disputado pela última vez em Dijon-Prenois, o circo estava no Principado de Mônaco, um dos lugares mais glamorosos do mundo. Porém, nem tudo era uma maravilha para a ACM e Michel Boeri. Jean-Marie Balestre havia lançado um ultimato após a organização vender seus direitos de transmissão para a ABC americana, sendo assim, parcela do rendimento econômico do evento também.

Duro, Balestre ameaçou a presença do GP de Mônaco no calendário. Para evitar que isto acontecesse, o Príncipe Rainier III fez uma queixa ao tribunal da FIA. As coisas começam a esquentar. Um dia antes do primeiro treino livre, o julgamento acontecesse sem dar resultados... mesmo assim, a corrida acontecerá. Além do problema com os organizadores, Baleste está envolvido em polêmicas com os jornalistas.

Na tentativa de se reconciliar, o francês janta com Bernard Cahier e Gérard Crombac. No Mônaco, o presidente da FISA volta a fazer caridade em seu nome perto dos jornalistas, agora no Hotel Hermitage de Monte Carlo, no tradicional banquete de gala oferecido pela Marlboro. Os mais brincalhões, mais uma vez, apresentaram os vencedores da laranja (de piloto mais simpático) e do limão (de menos simpático). Patrick Tambay levou a laranja e Keke Rosberg o limão, não gostando nada.


Renault, Ligier e Lotus apresentam novos turbos, que melhoram o desempenho de seu V6 nas pistas mais lentas. Recuperado do acidente em Dijon-Prenois, Derek Warwick deve correr no Mônaco. Na McLaren, os novos turbos da TAG-Porsche chegam, enquanto, na Ligier, a Elf traz um combustível diferente daquele usada em etapas anteriores. Thierry Boutsen deve correr com o A7 turbo em Mônaco, enquanto Surer fica renegado ao A6. Sem patrocinadora no carro de Martin Brundle, a Tyrrell assina com a Yardley.

Na Brabham, Corrado Fabi substitui seu irmão Teo, que está correndo na IndyCar. Para resolver os múltiplos problemas ainda existentes com o motor BMW, Gordon Murray faz diversas mudanças para dar à Nelson Piquet a chance de uma vitória em Mônaco. Já Ayrton Senna recebe os novos motores Hart, equipados com um sistema eletrônico de injeção e quatro injetores por cilindro, o que melhora a resposta do L4. A Candy ainda daria mais apoio financeiro à crescente Toleman.

Como de costume, apenas vinte carros largariam no Mônaco, colocando a presença de sete bólidos em cheque. Sem nenhum rival à altura, Alain Prost cravou a pole position antes de ver um surpreendente Nigel Mansell quase o supera-lo. Foram apenas 0,091s de diferença. A segunda fila era composta pelos ferraristas, com Arnoux em terceiro e Alboreto em quarto, e a terceira pelos carros da Renault, Warwick em quinto e Tambay em sexto.


Apesar de bater com Patrese, Andrea de Cesaris conseguiu ser o sétimo mais rápido. Niki Lauda, que foi atrapalhado por Mauro Baldi, era apenas oitavo colocado. Com problema no turbo BMW, Nelson Piquet foi nono, logo a frente de um insatisfeito Keke Rosberg. Com problemas de sobreviragem, Elio de Angelis era décimo primeiro. Partindo da décima segunda posição, Manfred Winkelhock precisou da ajuda de Willy Dungl, terapeuta de Lauda, para se recuperar das dores que sentia nos ligamentos do ombro esquerdo após sofrer forte acidente no Casino Square.

O melhor da Toleman, Ayrton Senna era décimo terceiro, ao lado de Riccardo Patrese. Corrado Fabi, também com problemas em seu BMW, foi décimo quinto, com Jacques Laffite, François Hesnault e Johnny Cecotto logo atrás. Restando apenas duas vagas no grid, a forca era enorme. Eram nove carros disputando aquele lugar: Brundle, Bellof, Surer, Boutsen, Baldi, Alliot, Palmer, Ghinzani e Cheever.

Diferentemente do que acontecera nos anos anteriores, o motor Cosworth não se sobressaiu no sinuoso circuito de Monte Carlo. Piercarlo Ghinzani, com seu turbo da Alfa Romeo, conseguiu o décimo nono posto, enquanto o último lugar seria disputado por Brundle, Bellof e um problemático Cheever, que sofre com o V8t de seu Alfa Romeo.


Sem poder se qualificar, deixando o caminho aberto para um dos pilotos da Tyrrell, Eddie Cheever não corre em Monte Carlo. Stefan Bellof marcaria 1:26.177, conseguindo o vigésimo lugar. Depois de uma melhor primeira parcial, em relação ao seu companheiro, Martin Brundle caminha para qualificação. Na entrada da Tabac, o inglês perde o controle de seu Tyrrell e impacta fortemente o guard-rail do lado de fora.

Em choque, Brundle é rapidamente socorrido pelos fiscais de pista. Ainda querendo a vaga de Bellof, ele retorna à garagem e entra no carro reserva, mas Ken Tyrrell desliga o 012 antes que o inglês pudesse arrancar. Com muita sorte, o alemão consegue se qualificar, se beneficiando dos problemas de seu companheiro e da Alfa de Cheever.

No sábado, a prova de Fórmula 3 seria vencida por Ivan Capelli, seguindo por Gerhard Berger e James Weaver. Também participaram da corrida: Tommy Byrne, Allen Berg, Franco Forini, Frabrizio Barbazza, David Hunt, Adrian Campos, Pierre-Henri Raphanel, Claudio Langes, Johnny Dumfries, Luiz Pérez Sala e Paolo Barilla.


No domingo, a previsão de concretizou. O céu caiu em Monte Carlos. As nuvens cobriam as montas em volta do Principado, dando indicação que a chuva não deveria parar pelo resto do dia. De manhã, Lauda foi o mais rápido do Warm-Up e, de tarde, também seria o mesmo Lauda a pedir a Bernie Ecclestone para que molhassem a pista dentro do túnel. A largada foi atrasada em vinte minutos, mas a chuva não diminuiu.

Na Toleman, uma aposta arriscada para a corrida de Ayrton Senna. Os mecânicos encheram apenas dois terços do tanque, acreditando que a prova acabaria no limite de duas horas. Caso isso aconteça, o brasileiro pode ser a grande surpresa da corrida. Lá na frente do grid, Jacky Ickx, que foi convidado para ser diretor de prova, e Derek Ongaro sinalizam que a prova deve começar.

A largada é conturbada. Prost mantém a liderança com Mansell em segundo. Apontando na terceira posição, Warwick seria jogado por Arnoux na barreira de pneus. Sem conseguir desviar, Patrick Tambay atingiu em cheio seu companheiro. Patrese e de Angelis também ficariam com seus caminhos obstruídos, mas conseguiriam retornar à prova.


de Cesaris também danificou seu carro na confusão, abandonando. Warwick sairia mancando de seu carro, enquanto Tambay precisou ser carregado pelos fiscais após fraturar uma das pernas. Prost lidera com Mansell em segundo, Arnoux em terceiro, Alboreto quarto, Lauda quinta, Rosberg sexto, Winkelhock sétimo, Laffite oitavo, Senna nono e um surpreendente Stefan Bellof na décima posição, tendo superado meio grid em apenas uma volta!

Logo na segunda volta, Johnny Cecotto roda e abandona na Sainte-Dévote. Senna supera Laffite e sobe para oitavo, enquanto Lauda toma o quarto posto de Alboreto na Loews e tenta se aproximar de Arnoux. Prost e Mansell escapam à frente, enquanto Piquet está nas últimas posições. Perdendo muitas posições, Corrado Fabi agora é último, com um surpreendente François Hesnault que, mesmo sem asa dianteira, ganha posições, ataca Riccardo Patrese. O resultado era inevitável: o italiano é tocado e deve vir aos boxes para reparar os danos.

Lauda supera Arnoux na Beaurivage, enquanto Senna passa Winkelhock e Bellof toma o nono posto de um cauteloso Laffite. Na volta seguinte, Hesnault vai reto na Saint-Dévote, escapando por sorte de um terrível acidente. O francês consegue voltar à pista sem perder muitas posições. No giro nove, Alboreto roda na Mirabeau e cai para a última posição.


Laffite para nos boxes para trocar os pneus - o francês pensa ter um deles furados. Seu companheiro, Keke Rosberg sofre com a pressão de Ayrton Senna, enquanto, lá na frente, na volta dez, Alain Prost atinge um comissário que havia pulado o guard-rail para empurrar Corrado Fabi de volta à corrida. Por sorte o francês estava lento, ferindo levemente uma das perdas do comissário. Aproveitando-se do incidente, Nigel Mansell assume a ponta.

Sem chances de voltar, Fabi abandona. Atacando Rosberg, Senna erra na chicane e sobe na calçada, danificando sua suspensão. De qualquer forma o brasileiro conseguiria superar o finlandês duas voltas depois, enquanto, mais atrás, François Hesnault finalmente abandonava com problemas elétricos. Na vigésima quarta volta, Ayrton passa Arnoux e já é quarto, para surpresa de todos.

Nessa altura, Nigel Mansell é o mais rápido em pista, com Lauda já sendo perseguido por Senna. Na volta dezesseis, o líder da prova aquaplana na Beaurivage e roda, batendo no guard-rail externo. Com a suspensão traseira danificada, Mansell é superado por Prost e para na Loews. É o fim de corrida para o inglês, que perde sua primeira grande chance de vencer na Fórmula 1.


Na décima primeira posição, Nelson Piquet também abandona com problemas elétricos em seu motor BMW. E, finalmente, Stefan Bellof conseguiria superar Manfred Winkelhock para assumir o sexto posto. Surpreendentemente, Ayrton Senna era terceiro, atrás apenas dos carros da McLaren, sendo Niki Lauda pressionado pelo brasileiro.

Com dificuldades na quarta posição, Arnoux é atacado por Rosberg e Bellof. Na volta dezenove Ayrton Senna finalmente supera Lauda e o ultrapassa de forma incrível antes da Sainte-Dévote. O jovem piloto da Toleman era agora segundo colocado! No mesmo giro, de Angelis passou por Ghinzani e assumiu o oitavo posto.

Logo depois, Bellof ultrapassa Rosberg e vai à caça de Arnoux, que já tem em sua visão a McLaren de Lauda. Se aproximando do finlandês da Williams, Winkelhock forçou sua passagem e acabou rodando. Era o fim de prova para o alemão da ATS, que, tal como seu compatriota, ia fazendo um ótimo trabalho.


Na volta seguinte, Lauda roda no Casino Square e deixa seu motor apagar, abandonando a corrida enquanto era terceiro. São pontos perdidos na disputa pelo título com Prost, que ainda é líder. Escalando o pelotão, Alboreto passa Ghinzani e é sétimo. No vigésimo quarto giro, Senna faz a melhor volta da prova, enquanto Arnoux é atacado por Bellof.

Patrese para perto do túnel com problemas na volta vinte e seis. Depois disso, Bellof tenta superar Arnoux na Beaurivage, mas o francês não deixa espaço. Na Mirabeau, novamente, o alemão vai para o ataque e finalmente passa pelo ferrarista, que fechou tanto a porta que obrigou Bellof à subir na calçada.

Tirando três segundos por volta de Alain Prost, Ayrton Senna vira favorito à vitória. Pela primeira vez, Stefan Bellof é o mais rápido em pista, mas por pouco tempo. As duas surpresas do dia dividem as melhores voltas entre si, com ambos se aproximando do líder Prost. Apenas nove carros continuam na pista, dentre eles um Osella, que está próximo das posições pontuáveis.


Na trigésima primeira volta, Prost sinaliza para os comissários pedindo a interrupção da prova. Jacky Ickx aparece com uma bandeira vermelha à beira da pista, enquanto outro funcionário da direção da corrida surge com a bandeira quadriculada, indicando que isto poderia ser o fim da corrida. Se arrastando na pista, Prost não seria o primeiro a cruzar a linha de chegada após encostar na saída dos boxes.

Senna cruzara na primeira posição, passando a comemorar aquela que poderia ser sua primeira vitória. Quando chegou aos boxes o brasileiro descobriu que havia sido apenas segundo colocado, pois segundo o regulamento, em caso de paralisação, o que sempre vale é a volta anterior. Há muita confusão. Muitas pessoas que não viram a bandeira quadriculada vão até a torre de controle para perguntar quando é a relargada.

Não havia sentido aquela interrupção. A baixa velocidade de Mônaco significava que os acidentes perigosos eram improváveis, enquanto as marcas no asfalto e as barreiras próximas facilitavam a situação em meio à visibilidade fraca. A drenagem do circuito também era ótima, o que evitava a criação de poças d'água no meio do traçado.


Parar a prova naquela circunstância criou inúmeras discussões. A Confederação Brasileira de Automobilismo criticou veemente a postura de Jacky Ickx, ligando sua equipe no WSC ao motor que Prost utiliza. Teria o belga beneficiado o francês só pelo fato dele correr com um TAG-Porsche? Ickx se defendeu dizendo que as condições eram perigosas demais e que mais alguém, além de Tambay e do fiscal de pista, poderiam se machucar.

Além disso, Ickx foi apontado como peça de Balestre para que se cumprissem os horários de transmissão, não deixando espaço para a realização de uma segunda bateria. O presidente da FISA, muito amigo de Alain Prost, também é dito como um dos homens que ordenou o fim da prova para beneficiar o francês. Mas isso tudo nunca se confirmou.

Há outra hipótese que sempre esteve rondando o ocorrido, mas pouco foi comentado até hoje. Jacky Ickx era companheiro de Stefan Bellof no mundial de protótipos e ambos alimentaram uma interessante rivalidade nos anos em que correram juntos. Rumores de que o belga sempre "se doeu" por não vencer, em circunstâncias semelhantes, a edição de 1972 da prova, somado ao fato dele já conhecer o estilo perigoso e arrojado de Bellof, influenciaram em sua decisão de dar a corrida por terminada, prejudicando não só o alemão, mas também Senna.


Ayrton estava convencido de que ele foi enganado. René Arnoux também fez critícas: "Isto é um ultraje! Desde o início estamos correndo nestas condições! Isso deveria acontecer só depois das duas horas!". Jacques Laffite pareceu ser o único a apoiar a decisão de Ickx.

No pódio, o Príncipe Rainier III, com uma capa de chuva cinza, recebeu apenas Senna e Prost com. O brasileiro está com a cara fechada. Bellof nunca apareceu na transmissão para receber o troféu, mas é de se acreditar que ele também não tenha visto a bandeira quadriculada, pensando que haveria outra largada, se dirigindo aos boxes e perdendo a cerimônia. Chega a ser cômica a falta de organização de um evento como o Grande Prêmio de Mônaco.

Após o pódio, Alain Prost disse: "[...] meus freios, em contato com a água, são mais difícil de controlar e tendem a travar. Quando vi Senna atrás de mim, eu não aumentei o ritmo por esse motivo. Como ele não oferece perigo para o campeonato mundial, eu prefiro ver ele vencendo e eu em segundo à arriscar e bater nos guard-rails e sair daqui em nenhum ponto. A decisão de para a corrida, portanto, é vantajosa para mim, como não poderia chama-la de sábia?"


Já Senna foi curto e grosso ao dizer que "eles me roubaram a vitória". Mas algo que o brasileiro não sabia é que sua corrida já estava perto do fim. Além do pouco combustível, que só deveria acabar depois das duas horas, ele havia danificado gravemente uma de suas suspensões, além de apresentar menores problemas nos freios e superaquecimento no seu motor Hart.

Então... quem venceria a prova? Vai ser sempre na história do "e se...", mas é de se acreditar que Stefan Bellof cruzaria a linha de chegada em primeiro. Porém, como a Tyrrell foi desclassificada de toda a temporada, René Arnoux poderia herdar a vitória, uma vez que Alain Prost e Ayrton Senna poderiam abandonar a qualquer momento.

Com os resultados, Prost abriu 10,5 pontos de vantagem para Lauda, enquanto Arnoux pulou para terceiro com 14,5 pontos. Bellof era nono, com cinco, e Senna décimo com quatro, empatado com Nigel Mansell em pontos. No campeonato de construtores, a McLaren continua na ponta, com Ferrari assumindo o segundo lugar e a Renault caindo para terceiro. Tyrrell era sexta colocada agora, com sete pontos.


RESULTADOS:
  1. 7 - FRA - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - 1:01:07.740s - 4,5pts
  2. 19 - BRA - Ayrton Senna - Toleman Hart - +7.446s - 3pts
  3. 4 - ALE - Stefan Bellof - Tyrrell Ford - 2pts
  4. 28 - FRA - René Arnoux - Scuderia Ferrari - +29.077s - 1,5pt / 2pts*
  5. 6 - FIN - Keke Rosberg - Williams Honda - +35.246s - 1pt / 1,5pt*
  6. 11 - ITA - Elio de Angelis - Lotus Renault - +44.439s - 0,5pts / 1pt*
  7. 27 - ITA - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - +1 Volta - 0pts / 0,5pts*
  8. 24 - ITA - Piercarlo Ghinzani - Osella Alfa Romeo - +1 Volta
  9. 5 - FRA - Jacques Laffite - Williams Honda - +1 Volta
  10. 22 - ITA - Riccardo Patrese - Alfa Romeo - Direção - OUT
  11. 8 - AUT - Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - Rodada - OUT
  12. 14 - ALE - Manfred Winkelhock - ATS BMW - Rodada - OUT
  13. 12 - GBR - Nigel Mansell - Lotus Renault - Rodada - OUT
  14. 1 - BRA - Nelson Piquet - Brabham BMW - Elétrico - OUT
  15. 25 - FRA - François Hesnault - Ligier Renault - Elétrico - OUT
  16. 2 - ITA - Corrado Fabi - Brabham BMW - Elétrico - OUT
  17. 20 - VEN - Johnny Cecotto - Toleman Hart - Rodada - OUT
  18. 16 - GBR - Derek Warwick - Renault Elf - Colisão - OUT
  19. 15 - FRA - Patrick Tambay - Renault Elf - Colisão - OUT
  20. 26 - ITA - Andrea de Cesaris - Ligier Renault - Acidente - OUT
  21. 17 - SUI - Marc Surer - Arrows Ford - DNQ
  22. 3 - GBR - Martin Brundle - Tyrrell Ford - DNQ
  23. 23 - EUA - Eddie Cheever - Alfa Romeo - DNQ
  24. 18 - BEL - Thierry Boutsen - Arrows BMW - DNQ
  25. 10 - GBR - Jonathan Palmer - RAM Hart - DNQ
  26. 21 - ITA - Mauro Baldi - Spirit Hart - DNQ
  27. 9 - FRA - Philippe Alliot - RAM Hart - DNQ
Esses eram os pilotos inscritos para a corrida
Volta Mais Rápida: Ayrton Senna - 1:54.334 - Volta 24


Curiosidades:
- 394º GP
- XLII Grand Prix Automobile de Monaco
- Realizado no dia 3 de junho de 1984, em Mônaco
- Corrida interrompida por causa da chuva
- 1º volta mais rápida de Ayrton Senna
- 1º pódio de Stefan Bellof
- 1º pódio de Ayrton Senna
- 12º vitória de Alain Prost
- 35º vitória da McLaren
- 1º pódio da Toleman
- 2º e última volta mais rápida da Toleman
- 5º vitória do motor TAG-Porsche
- 1º pole position do motor TAG-Porsche
- 1º pódio do motor Hart
- 2º e última volta mais rápida do motor Hart


  • MELHOR PILOTO: Stefan Bellof / Ayrton Senna
  • SORTUDO: Alain Prost / Martin Brundle
  • AZARADO: Nigel Mansell
  • SURPRESA: Stefan Bellof / Ayrton Senna
Surpresas e melhores da corrida, Ayrton Senna e Stefan Bellof deram show nas ruas de Mônaco, sendo os principais prejudicados pela controversa interrupção e finalização da prova. Alain Prost teve sorte inicialmente ao não perder a vitória, mas ele sentiria falta de seis pontos completos no fim da temporada. Brundle, pela segunda vez em dois anos, ficou com a cabeça por um fio, escapando com ferimentos leves de um acidente que poderia ter sido grave. Mansell, mais uma vez, "manseou" e se deu mal.



Campeonato de Pilotos**: 
  1. Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - 28,5pts
  2. Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - 18pts
  3. René Arnoux - Scuderia Ferrari - 14,5pts / 15pts*
  4. Derek Warwick - Renault Elf - 13pts
  5. Elio de Angelis - Lotus Renault - 12,5pts / 13pts*
  6. Keke Rosberg - Williams Honda - 11pts / 11,5pts*
  7. Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - 9pts / 9,5pts*
  8. Patrick Tambay - Renault Elf - 7pts / 8pts*
  9. Stefan Bellof - Tyrrell Ford - 5pts
  10. Ayrton Senna - Toleman Hart - 4pts / 5pts*
  11. Nigel Mansell - Lotus Renault - 4pts
  12. Eddie Cheever - Alfa Romeo - 3pts
  13. Riccardo Patrese - Alfa Romeo - 3pts
  14. Andrea de Cesaris - Ligier Renault - 2pts / 3pts*
  15. Martin Brundle - Tyrrell Ford - 2pts
  16. Thierry Boutsen - Arrows BMW - 1pt / 3pts*

Campeonato de Construtores**:
  1. Marlboro McLaren International - McLaren TAG-Porsche - M - 46,5pts
  2. Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - G - 23,5pts / 24,5pts*
  3. Equipe Renault Elf - Renault - M - 20pts / 21pts*
  4. John Player Team Lotus - Lotus Renault - G - 16,5pts / 17pts*
  5. Williams Grand Prix Engineering - Williams Honda - G - 11pts / 11,5pts*
  6. Tyrrell Racing Organisation - Tyrrell Ford - G - 6pts
  7. Benetton Team Alfa Romeo - Alfa Romeo - G - 6pts
  8. Toleman Group Motorsport - Toleman Hart - M - 4pts / 5pts*
  9. Ligier Loto - Ligier Renault - M - 2pts / 3pts*
  10. Barclay Nordica Arrows BMW - Arrows BMW - G - 1pt / 3pts*
* Ganhou Pontos Com a DSQ da Tyrrell
** Contando Com a Tyrrell


Imagens tiradas do Google Imagens - GPUpdate.net - GPExpert.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2016

GP Memorável 74# - Brasil 1986



Os rigorosos testes de inverno haviam acabado com um acidente que poderia ter sido fatal para uma das principais figuras de todo o circo. O Ford Sierra alugado de Frank Williams não ficou totalmente destruído, mas o impacto foi forte o suficiente para lesionar gravemente o inglês que perdeu todos os seus movimentos a partir do pescoço. Fundador e chefe da equipe Williams, Frank não estaria presente no Brasil para o primeiro fim-de-semana de GP da temporada de 1986.

As intensa troca de cadeiras foi ainda mais forte entre 1985 e 1986. Niki Lauda havia se aposentado, Elio de Angelis não tinha mais o apoio da Lotus, Stefan Bellof havia morrido e a Ligier tinha perdido todo o carinho que tinha para Philippe Streiff. Na atual campeã do mundo, poucas mudanças no novo MP4/2C, com a contratação de Keke Rosberg sendo o grande destaque do time.

Warwick testa, em vão, pela Lotus...

Na Tyrrell, Philippe Streiff tem a chance de continuar com sua carreira a Fórmula 1, agora como companheiro definitivo de Martin Brundle. A Williams, que perdeu Rosberg para a McLaren, ganhou Nelson Piquet, pronto para voltar aos dias de glória nos tempos de Brabham, que por sua vez vinha com uma dupla renovada, formada pelo já conhecido Riccardo Patrese e por Elio de Angelis, que chegava à equipe com status de líder, pronto para levar o novo, e radical, projeto de Gordon Murray para frente.

A Lotus era incapaz de colocar dois carros na mesma condição, e Senna se viu num empasse antes de vetar Derek Warwick na equipe, deixando a vaga para o Barão Crichton-Stuart, mais conhecido como Johnny Dumfries. Continuando com apenas um carro, a Zakspeed manteve Jonathan Palmer para a temporada de 1986, com esperança de colher bons frutos plantados em 1985. A nova empreitada americana na categoria vinha com uma dupla de pré-aposentados, formada por Alan Jones e Patrick Tambay. O projeto do motor turbo da Ford Cosworth não era promissor, obrigando a equipe utilizar os antigos Hart L4 nas primeiras etapas.

Seria o imprevisível Rosberg um candidato ao título?

Pela terceira temporada seguida, a Arrows começava a época com Thierry Boutsen sendo um de seus pilotos, que agora voltava a ter a companhia de Marc Surer. Enquanto isso, Toleman era vendida à Benetton, que tinha finalmente uma equipe na Fórmula 1. A dupla era formada por Teodorico Fabi e pelo jovem Gerhard Berger, parecendo estar mais estável para sua terceira temporada.

A Osella trouxe de volta Piercarlo Ghinzani, agora como companheiro de Christian Danner, que substituiu Jonathan Palmer em algumas etapas da temporada de 1985. Já a rival de quintal italiano trazia uma dupla totalmente nacional, formada pelo estreante Alessandro Nannini e pelo grandioso Andrea de Cesaris, que havia saído da Ligier na metade do ano anterior. A Ligier, por sua vez, tinha uma dupla extremamente experiente.

Jacques Laffite e René Arnoux dividiram as atenções do time francês que se tornou esperançosa após os primeiros testes da pré-temporada. A Ferrari que havia demitido misteriosamente Arnoux ainda no início de 1985 era a única equipe grande que matinha a dupla do ano anterior, com Michele Alboreto e Stefan Johansson em seus bólidos.

Elio de Angelis em sua bela Brabham "skate"

No primeiro fim-de-semana oficial, é Nelson Piquet que acaba embatendo contra o muro, perdendo a chance de batalhar pela pole position com Ayrton Senna e Nigel Mansell. A Lotus comemorou o ótimo início, mas sabia que uma pole não representava muito num circuito como Jacarepaguá. Piquet e Mansell vinham logo atrás de Senna no grid de largada, sendo seguidos por Arnoux e Laffite que traziam ares de surpresa para a prova.

Michele Alboreto era apenas sexto, tendo Keke Rosberg entre ele seu companheiro de equipe Stefan Johansson. O atual campeão do mundo não teve nenhum desempenho agradável na qualificação, conquistando um mero décimo posto no grid, ao lado de Riccardo Patrese e sua Brabham "skate". Johnny Dumfries era o décimo primeiro com sua Lotus, tendo Teo Fabi, Patrick Tambay e Elio de Angelis logo atrás.

Fechando o grid estavam: Thierry Boutsen em décimo quinto, Gerhard Berger em décimo sexto, Martin Brundle em décimo sétimo, Philippe Streiff em décimo oitavo, Alan Jones em décimo nono, Marc Surer em vigésimo, Jonathan Palmer em vigésimo primeiro, Andrea de Cesaris em vigésimo segundo, Piercarlo Ghinzani em vigésimo terceiro, Christian Danner em vigésimo quarto e Alessandro Nannini na vigésima quinta e última colocação na sua prova de estreia.

Mansell largou bem, mas a sua combinação explosiva com Senna não foi
nada boa

No domingo, mais sol para esquentar as cabeças dos cariocas. Na partida, Nelson Piquet mais uma vez pula mal, perdendo a segunda posição para Nigel Mansell que ataca sem reconhecimento a liderança de Ayrton Senna. Logo, como nenhuma das duas bombas ambulantes podia andar uma perto da outra, o Leão acabou se perdendo na Curva Sul, batendo no guard-rail e abandonando.

René Arnoux agora era terceiro, seguido por Michele Alboreto, Keke Rosberg, Stefan Johansson e Riccardo Patrese, enquanto Jacques Laffite caíra para oitavo e Alain Prost não tinha pulado bem na partida, caindo para o décimo terceiro posto. Quando percebeu que tinha grandes chances de tomar a ponta de Senna, Piquet não desperdiçou-a e colocou-se na primeira colocação já na terceira volta.

Com Alboreto mostrando uma certa recuperação em relação ao péssimo fim de 1985, Arnoux perde a terceira posição para o italiano, enquanto, mais atrás, Prost supera Dumfries e Boutsen e de Cesaris conquista a posição de Gerhard Berger e Teo Fabi. A prova está movimentada, ocasionando nos primeiros abandonos. Jones e Rosberg já não passam da volta 7.

Os azares começaram cedo para o finlandês

Apesar do péssimo início do companheiro, Alain Prost faz prova de recuperação e já é sétimo após superar Jacques Laffite. Dez voltas depois, o francês já era o quarto colocado após ultrapassar Riccardo Patrese, Stefan Johansson e René Arnoux. Apesar da posição conquistada, o francês não era o homem que mais dava show em Jacarepaguá até aquele momento, já que Andrea de Cesaris passou por Elio de Angelis, Martin Brundle, Johnny Dumfries, Thierry Boutsen e Patrick Tambay para ser o nono colocado com sua pouca confiável Minardi.

Enquanto Berger tentava se recuperar, Fabi enfrentava problemas que o colocaram na última posição. Na décima primeira volta, Jacques Laffite ultrapassa Riccardo Patrese e se torna sétimo colocado, logo atrás de Johansson. Prost está tendo uma recuperação fenomenal, e após superar Alboreto no décimo sexto giro já parte para cima de Ayrton Senna. A prova ainda era intensa, e com o início das paradas tudo podia mudar.

Depois de parar, Stefan Johansson entregou a sexta posição para um surpreendente Andrea de Cesaris, que havia acabado de superar Patrese e Laffite. Infelizmente, o italiano abandonaria com problemas no turbo enquanto, algumas voltas depois, Piquet e Alboreto iam aos boxes. O brasileiro saiu sem problemas na terceira posição, mas o italiano acabou caindo para o décimo quarto posto, tirando todas suas chances de um bom resultado na prova de abertura.


As surpreendentes Ligiers de Arnoux e Laffite ainda se mantinham na pista quando Alain Prost assumiu a ponta de Ayrton Senna, que foi para a troca de pneus. Correndo na décima quarta posição, Elio de Angelis perde uma de suas rodas, já preparando-o para o duro ano que está por vir. Quem estava se beneficiando com as paradas e um carro consideravelmente estável era Tambay, sexto colocado antes de abandonar.

Johansson retomou a posição na qual estava antes de parar, mas teve pouco tempo para aproveita-la, já que os freios de sua Ferrari se tornaram incapacitados no calor do Rio de Janeiro. Até então sem muitas perspectivas, Boutsen, Dumfries, Brundle e Berger passam a ter boas chances de um top six logo no início da temporada.

Lá na frente, Piquet retoma a ponta, com Ayrton Senna em segundo e Alain Prost caindo para terceiro. No giro trinta, marcado pela parada de Laffite, o atual campeão do mundo começa a ter problemas em seu motor TAG-Porsche, sendo obrigado a abandonar na estreia do novo MP4/2C. Já com mais de 30 voltas completadas, Piquet é líder, Senna é segundo, Arnoux terceiro, Laffite quarto, Dumfries quinto e Alboreto sexto.

Dois anos depois de marcar seus primeiros pontos, Brundle finalmente
termina entre os seis primeiros com um carro turbo

O mais surpreendente era ver o companheiro de Ayrton Senna na zona de pontos, mesmo não tendo as mesmas condições do brasileiro, porém, logo em sua parada, ficou claro que a Lotus não tinha a qualidade de colocar dois carros do mesmo nível na pista. Dumfries fez sua parada na volta trinta e oito, sendo ela um verdadeiro desastre que tacou pontos importantes no lixo. O britânico retornou à pista na nona posição, quando apenas dez carros ainda corria.

Quem se beneficiava com os problemas de Dumfries e com o abandono de Alboreto era Berger, agora quinto colocado com sua Benetton. Sendo perseguido por Martin Brundle, logo perde a posição para o britânico, mantendo o ótimo sexto posto até o fim da prova. Lá na frente, as últimas trocas de pneus da prova acontecem sem muito alarde ou mudanças.


Nas últimas voltas, a prova passa a ser monótona, tendo como melhor momento a disputa entre Arnoux e Laffite pelo pódio. Poucos meses depois de Adelaide, a Ligier voltava a ter seus dois carros batalhando pelo top three, mas agora com menos nervosismo ao ver toda a experiência de seus pilotos entrar em jogo. No fim, foi o mais velho do grid que ganhou do companheiro.

Sem nenhuma mudança até a 61º e última volta, Nelson Piquet conquistou sua última vitória no GP do Brasil realizado em Jacarepaguá, com Ayrton Senna e Jacques Laffite fechando o pódio. René Arnoux ainda foi quarto no seu retorno à categoria, enquanto Martin Brundle marcou seus primeiros pontos com um carro turbo e Gerhard Berger começou o ano com mais cabeça do que nunca...


RESULTADOS:
  1. 6 - BRA - Nelson Piquet - Williams Honda - 1:39:32.583 - 9pts
  2. 12 - BRA - Ayrton Senna - Lotus Renault - +34.827s - 6pts
  3. 26 - FRA - Jacques Laffite - Ligier Renault - +59.759s - 4pts
  4. 25 - FRA - René Arnoux - Ligier Renault - +1:28.429s - 3pts
  5. 3 - GBR - Martin Brundle - Tyrrell Renault - +1 Volta - 2pts
  6. 20 - AUT - Gerhard Berger - Benetton BMW - +2 Voltas - 1pt
  7. 4 - FRA - Philippe Streiff - Tyrrell Renault - +2 Voltas
  8. 8 - ITA - Elio de Angelis - Brabham BMW - +3 Voltas
  9. 11 - GBR - Johnny Dumfries - Lotus Renault - +3 Voltas
  10. 19 - ITA - Teo Fabi - Benetton BMW - +5 Voltas
  11. 18 - BEL - Thierry Boutsen - Arrows BMW - Escapamento - OUT
  12. 27 - ITA - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - Sistema de Combustível - OUT
  13. 1 - FRA - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - Motor - OUT
  14. 22 - ALE - Christian Danner - Osella Alfa Romeo - Motor - OUT
  15. 28 - SUE - Stefan Johansson - Scuderia Ferrari - Freios - OUT
  16. 16 - FRA - Patrick Tambay - Lola Hart - Bateria - OUT
  17. 7 - ITA - Riccardo Patrese - Brabham BMW - Vazamento de Água - OUT
  18. 14 - GBR - Jonathan Palmer - Zakspeed Racing - Motor - OUT
  19. 17 - SUI - Marc Surer - Arrows BMW - Motor - OUT
  20. 24 - ITA - Alessandro Nannini - Minardi Motori Moderni - Embreagem - OUT
  21. 23 - ITA - Andrea de Cesaris - Minardi Motori Moderni - Turbo - OUT
  22. 21 - ITA - Piercarlo Ghinzani - Osella Alfa Romeo - Motor - OUT
  23. 2 - FIN - Keke Rosberg - McLaren TAG-Porsche - Motor - OUT
  24. 15 - AUS - Alan Jones - Lola Hart - Injeção - OUT
  25. 5 - GBR - Nigel Mansell - Williams Honda - Rodada - OUT
Esses foram os pilotos que participaram da corrida
Volta Mais Rápida: Nelson Piquet - 1:33.546 - Volta 46


Curiosidades:
- 421º GP
- XV Grande Prêmio do Brasil
- Realizado no dia 23 de março de 1986, em Jacarepaguá
- 14º vitória de Nelson Piquet
- 10º pódio de Ayrton Senna
- 30º pódio de Nelson Piquet
- 1º GP de Alessandro Nannini
- 1º GP de Johnny Dumfries
- 23º vitória da Williams
- 1º GP da Benetton
- 8º vitória do motor Honda


  • MELHOR PILOTO: Nelson Piquet
  • SORTUDO: Gerhard Berger
  • AZARADO: Johnny Dumfries
  • SURPRESA: Andrea de Cesaris
Nelson Piquet deu uma aula de como se comportar numa prova marcada pelo intenso calor e os inúmeros problemas mecânicos, conquistando mais uma vitória sem enfrentar muitas dificuldades. Quem teve sorte em estar nas seis primeiras posições foi Gerhard Berger, que estava longe de ter chances de marcar pontos com sua Benetton, diferentemente de Johnny Dumfries, que viu a Lotus tacar todas as suas probabilidade de começar a carreira com o pé direito. Andrea de Cesaris surpreendeu, correu como louco até abandonar ainda no início da prova. Apesar do desempenho impressionante, creio que a pressão de seu turbo era superior ao dos outros bólidos.


Campeonato de Pilotos:
  1. 6 - BRA - Nelson Piquet - Williams Honda - 9pts
  2. 12 - BRA - Ayrton Senna - Lotus Renault - 6pts
  3. 26 - FRA - Jacques Laffite - Ligier Renault - 4pts
  4. 25 - FRA - René Arnoux - Ligier Renault - 3pts
  5. 3 - GBR - Martin Brundle - Tyrrell Renault - 2pts
  6. 20 - AUT - Gerhard Berger - Benetton BMW - 1pt
Estreia com o pé direito

Campeonato de Construtores:
  1. Canon Williams Honda Team - Williams Honda - FW11 - MAN/PIQ - G - 9pts
  2. Équipe Ligier - Ligier Renault - JS27 - ARN/LAF - P - 7pts
  3. John Player Special Team Lotus - Lotus Renault - 98T - DUM/SEN - G - 6pts
  4. Data General Team Tyrrell - Tyrrell Renault - 014 - BRU/STR - G - 2pts
  5. Benetton Formula Ltd - Benetton BMW - B186 - FAB/BER - P - 1pt
Imagens tiradas do Google Imagens - GPExpert.com.br - F1-History.deviantart.com

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

RELEMBRANDO: O sofrimento da Renault em seus primeiros anos...


Amanhã a Renault se tornará a primeira equipe a apresentar seu bólido para a temporada de 2016, com uma promessa de um desenvolvimento de três anos antes de chegar ao tão sonhado topo do automobilismo. Durante esses três anos, é provável que a equipe enfrente alguns problemas que já enfrentou décadas atrás, e é isso que discuto com vocês hoje:

A entrada da equipe na Fórmula 1 ocorreu em 1977 com a ideia vinda da subsidiária Renault Sport, colocando um carro com motor turbo entre tantos aspirados de fabricação norte-americana. A estreia estava programada para acontecer em casa, mas como o carro atrasou Jean-Pierre Jabouille só pode o acelerar em Silverstone, quando conquistou uma 21º colocação no grid. O abandono no domingo por causa do turbo mostrava que havia muito a ser feito caso a equipe quisesse se tornar campeã.

Em Zandvoort, onde as retas eram algo interessante para se colocar o RS01 numa boa posição, Jabouille conquista um 10º lugar no grid, voltando a abandonar no domingo. Como a equipe queria que o carro fosse desenvolvido o mais rápido possível, a escolha de manter Jean-Pierre para 1978 foi ótimo, sendo ele um dos raros pilotos que podem ser considerados até mesmo engenheiros.


Depois de mais fracassos no resto de 1977, sem nenhuma prova completada, o RS01 recebeu o apelido de "Bule Amarelo". Para 1978, o carro ainda não estaria pronto para as duas primeiras etapas na Argentina e no Brasil, voltando ao grid em Kyalami, onde a evolução foi sentida na pele pelos rivais, com Jabouille conquistando um sexto lugar no grid.

Apesar da animação, mais um abandono ainda levava críticas á Renault. Na sequência de pistas de rua passando por Long Beach e Mônaco, a equipe parecia pouco disposta para finalmente terminar uma prova na Fórmula 1, mas quando Jabouille cruzou em décimo na prova monegasca aquele resultado foi realmente uma conquista para toda a nação francesa.

Depois de voltar á ver a bandeira quadriculada em Zolder e em Jarama, os problemas do RS01 voltam em provas que Jabouille finalmente estava se destacando. Na Suécia, abandono quando estava em sétimo; na França, outro abandono depois de largar em décimo primeiro; na Grã-Bretanha, abandono após largar em décimo segundo; e na Alemanha mais problemas quando perseguia James Hunt em busca da sexta posição.


Na Áustria, Jean-Pierre Jabouille surpreende ao alinhar na terceira colocação, fazendo prova de recuperação após ter um carro que não se adequava bem á chuva. O sétimo lugar que ocupava antes dos abandonos de Stuck e Daly mostra que pontos eram possíveis, mas o carro novamente deixou o piloto-engenheiro na mão.

Em Zandvoort, Jabouille faz corrida no meio do pelotão tentando resistir aos problemas de seu RS01, coisa inevitável na volta 34, quando para com o motor fumando. No circuito de Monza, as chances de pódio voltam com força, num traçado que ajuda e muito o carro francês. Em prova trágica, manchada pela morte de Ronnie Peterson, Jean-Pierre guia seu Renault num terceiro lugar milagroso até abandonar, ainda no inicio da corrida.

Com a animação de um quase pódio em Monza, a equipe chega forte em Watkins Glen, disposta a levar Jabouille aos pontos. Depois de uma péssima largada, caindo de nono para décimo segundo, o francês se recupera em prova com poucos abandonos, assumindo a terceira posição perto do fim da corrida. Com a aproximação de carros mais rápidos, Jean-Pierre prefere facilitar a ultrapassagem de ambos para conquistar uma ótima quinta colocação, que se tornaria quarta depois do abandono de Jarier: Primeiros pontos da Renault com motor turbo.


Para 1979, a equipe prepara-se para lançar o seu novo bólido, e por isso chama um reforço que pode ajudar no desenvolvimento: o jovem René Arnoux. Com a liderança de Jean-Pierre Jabouille, a Renault alça novos objetivos, entre eles uma vitória. No Brasil e na Argentina, o experiente domina o novato, e cumpre o seu papel de líder.

Em Kyalami, Jabouille crava a primeira pole position da Équipe Renault Elf, mostrando que na África do Sul os franceses tinham grandes chances de conquistarem sua primeira vitória. Porém, enfrentando uma dupla ferrarista indomável, Jabouille acaba abandonando com problemas no meio da prova, enquanto Arnoux ainda batalha para terminar sua primeira corrida na equipe, sofrendo com um furo e saindo da prova.

Nos EUA, a Renault volta a pagar mico na categoria, tendo um carro que não demonstra um mínimo de segurança ao jogar Jabouille para a parede nos treinos e apresentar os mesmos problemas enfrentados por Jean-Pierre no carro de Arnoux. Resultado? Equipe retira seus carros da prova.

Em Jarama, René Arnoux finalmente mostra uma pilotagem do nível de Jabouille, sendo a única Renault a completar a prova com a nona colocação conquistada. Jean-Pierre havia feito a estreia do RS10 com um abandono. Na Bélgica, ambos os pilotos servem apenas para fechar o pelotão, andando nos últimos lugares antes de abandonarem ainda no inicio da prova.


No sul da França, para a prova mais tradicional do calendário, Jabouille e Arnoux voltam a largar entre os últimos, fazendo uma corrida pífia até abandonarem. A equipe exigia uma melhora para o próximo GP, em casa. Em Dijon-Prenois, ambas as Renault conquistam uma primeira fila depois de, semanas antes, largaram na décima fileira do grid de Monte Carlo, demonstrando um assombroso desenvolvimento, que foi extremamente visto durante a corrida.

Com Villeneuve sendo superado por Jabouille, a primeira vitória da equipe era certeira, enquanto Arnoux tentava arrancar uma dobradinha do canadense, protagonizando uma das disputas mais fantásticas da história. No fim da prova, pela primeira vez, um carro e motor francês, pilotado por um piloto francês, num circuito francês e usando pneus franceses havia vencido uma prova, e acima de tudo, era o início de uma das maiores revoluções da história da categoria: o turbo finalmente mostrara seu potencial.

Grandes equipes começaram a se interessar pelos propulsores turbinados, e com isso algumas marcas como Ferrari passaram a fazer parte do fundo do pelotão a partir de 1980, buscando um futuro melhor. Apesar da vitória, a Renault ainda tinha muito o que evoluir, porém haviam passado de meros fechadores de grid á ponteiros. As inúmeras poles ainda conquistadas por Jabouille e Arnoux no resto da temporada mostraram o grande desenvolvimento, mas nas corridas os carros ainda deixavam a desejar.


Em 1980, com o novíssimo RE20, a Renault finalmente sente o mundo aos seus pés, conquistando vitórias em Interlagos e em Kyalami com René Arnoux, enquanto Jean-Pierre Jabouille começa a se tornar um mero figurante no meio do grid. A falta de sorte, e provavelmente de motivação, tiravam ainda mais o posto de primeiro piloto conquistada por Jean-Pierre.

Com Arnoux conquistando interessantes pontos no meio da temporada, o GP da Áustria de 1980 voltou a levar a equipe ao topo da categoria, com ambos os pilotos protagonizando mais uma primeira fila e Jabouille reinando sobre René para conquistar sua segunda e última vitória na Fórmula 1.

A evolução ainda continuava, mas não era mais como antigamente, quando a equipe realmente precisava demonstrar forças para não estar ali só para fazer número. Com dois jovens nomes para 1981, depois do triste acidente de Jabouille no Canadá, a Renault finalmente poderia disputar um título, que infelizmente nunca veio até sua saída em 1985, quando a Fórmula 1 aderiu totalmente á moda turbo.

Alain Prost teve a maior chance de levar a Renault ao título em 1983.

Talvez, com sua saída cabisbaixa da categoria, mostrava que a missão havia sido fracassada, não se tornando a primeira equipe a conquistar um título com motor turbo...

Vinte anos depois, Fernando Alonso conquistaria um bicampeonato com uma equipe renovada, utilizando motores aspirados que não lembravam nem um pouco os antigos e estrondosos turbos da década de 70 e 80. Agora, a Renault tem a chance de se reconciliar com o passado...

Imagens tiradas do Google Imagens

domingo, 30 de agosto de 2015

GP Memorável 58# - Alemanha 1984


Dias depois do GP da Grã-Bretanha, em Brands Hatch, a F-1 chegava á Alemanha, para mais uma corrida em Hockenheimring. Nesses quinze dias que haviam se passado, o Caso Tyrrell ainda pegava mais fogo do que o motor BMW. Stefan Bellof, sabendo que isso daria com uma exclusão á Tyrrell, já nem queria mais saber da categoria, e por isso decidiu focar no Campeonato de Marcas, onde estava disputando pelo título.

Com isso, a Tyrrell perdeu um de seus pilotos, e por isso teve que correr atrás do atual líder do campeonato de Fórmula 2, Mike Thackwell. A Toleman ainda não arranjara um segundo piloto, já que ela não tinha um segundo chassis pronto. Mas a equipe já começava a sondar outro piloto, que poderia vim da equipe do "Tio Ken", quando ela não corresse mais naquela temporada.


Nos treinos, o motor seria fundamental, por isso não surpreenderia caso uma McLaren ou uma Brabham partisse da ponta. Prost sofreu para conseguir a ponta, não enfrentando Lauda ou Piquet, mas Elio de Angelis que foi fantástico com sua Lotus, para ser o segundo. As duas Renaults faziam a segunda fila, com Warwick afrente de Tambay. Piquet era apenas o quinto, tendo Michele Alboreto entre ele e Niki Lauda.

Teo Fabi se beneficiou do motor BMW e da experiência que vinha conquistando para largar em oitavo, na frente da Toleman de Ayrton Senna. Fechando o top ten, René Arnoux. Andrea era o 11º colocado, com Laffite e Winkelhock logo atrás. Na batalha interna da Arrows, Surer foi mais rápido do que Boutsen. Nigel Mansell era apenas décimo sexto, um mico para alguém que tinha um companheiro largando na primeira fila.


François Hesnault era o 17º, com Eddie Cheever ao seu lado. Keke Rosberg era apenas o 19º colocado, outro mico, mas que dessa vez não teve o piloto como culpado, mas o motor Honda, que não rendeu bem. Patrese foi um dos poucos homens a fazer no Q1 sua volta mais rápida, por isso era o vigésimo. Ghinzani conseguiu se classificar na frente de Alliot e Gartner, enquanto Huub Rothengatter "voou" com sua Spirit para largar na frente de Palmer, que por sua vez tinha ambas as Tyrrells atrás.

Stefan Johansson e Mike Thackwell sofreram muito, mas quem conseguiu tirar tudo do carro foi o sueco, que conseguiu o 26º tempo, eliminando seu companheiro neozelandês. No domingo, apesar de um templo nublado, a probabilidade era de uma corrida no seco, com boas chances de surpresa, já que o circuito de Hockenheimring permitia muitos abandonos.


Na largada, Piquet surpreendeu a todos a pular de 5º para 3º, superando as Renaults, que viram Elio de Angelis fazer uma saída excepcional e tomar a ponta de Alain Prost. Ayrton Senna também largou bem, de nono foi para sexto. O brasileiro da Toleman logo conseguiria passar por Tambay, indo em busca de um quarto lugar, que era de Derek Warwick.

Keke Rosberg, que vinha lá de trás, fez uma ótima corrida. Em duas voltas, sua 19º colocação se tornou 12º. Outro piloto que se recuperava era Nigel Mansell, que atacava Laffite e Cheever. Na 4º volta, Ayrton roda e abandona após bater no guard-rail. Apesar do forte impacto, sai bravo e sem apresentar qualquer dor.

Antes desse abandono, Tambay já havia perdido posições Lauda, Fabi e Lauda, e agora para Keke Rosberg, que por sua vez passa por Teo e vai para cima do carro da McLaren, que também consegue fazer a manobra em cima da Renault de Warwick, que é mais uma vítima da fantástica recuperação do finlandês da Williams.


Na 7º volta, o turbo Renault da Lotus de de Angelis estoura, e lá se vai a chance de uma fantástica vitória do italiano, que, enquanto vai para os boxes recolher, vê Nelson Piquet passar por Alain Prost e tomar a ponta. Três voltas depois, foi a vez de Rosberg parar, mas com problemas elétricos, uma pena, já que o finlandês vinha muito bem...

Jacques Laffite, companheiro de Rosberg, vinha se recuperando bem também, mas, na mesma volta do finlandês teve problemas, quando era o 8º. Outros pilotos também faziam boa prova, Arnoux já tinha passado por Michele Alboreto, Mansell era o oitavo agora, Cheever, Boutsen e Hesnault passariam por de Cesaris e estariam a beira do top ten, que rapidamente poderia se tornar top six...


Até a 20º volta a classificação era: Piquet, Prost, Lauda, Warwick, Fabi, Tambay, Mansell, Arnoux, Cheever, de Cesaris, Hesnault, Winkelhock, Johansson e Rothengatter. Até então, o motor e o turbo eram as principais causas de abandonos, que já assolavam os carros de motores Alfa Romeo, Hart, Honda e até Ferrari, com a desistência de Alboreto...

Agora o motor BMW não aguentaria mais, infelizmente, e com isso Nelson Piquet perderia mais uma vitória por causa de seu motor. Com isso, Mansell já era o sexto, enquanto, caso não houvesse abandonado, Rosberg poderia ser o segundo. Na 28ª volta foi a vez de Teodorico Fabi parar por causa de seu motor alemão.


Eddie Cheever e Manfred Winkelhock seriam os últimos pilotos a abandonar, enquanto Prost e Lauda dominava a corrida lá na frente, sem nenhuma disputa. A maior disputa agora era entre as Ligiers, com Hesnault tomando a frente de de Cesaris duas vezes até o italiano parar de brincar e finalmente ficar com o sétimo lugar.

Na 33º volta, Nigel Mansell conseguiu passar Tambay no que foi a última ultrapassagem que valia pontos, já que ao fim de 44 voltas tudo acabou, com Alain Prost vencendo, seguido por Niki Lauda e Derek Warwick. E na última posição pontuável, René Arnoux, que ainda queria voltar a disputar um título...


RESULTADOS:
  1. 7 - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - 1:24:43.210 - 9pts
  2. 8 - Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - +3.149s - 6pts
  3. 16 - Derek Warwick - Renault Elf - +36.423s - 4pts
  4. 12 - Nigel Mansell - Lotus Renault - +51.663s - 3pts
  5. 15 - Patrick Tambay - Renault Elf - +1:11.949 - 2pts
  6. 28 - René Arnoux - Scuderia Ferrari - +1 Volta - 1pt
  7. 26 - Andrea de Cesaris - Ligier Renault - +1 Volta
  8. 25 - François Hesnault - Ligier Renault - +1 Volta
  9. 4 - Stefan Johansson - Tyrrell Ford - +2 Voltas
  10. 21 - Huub Rothengatter - Spirit Hart - +4 Voltas
  11. 14 - Manfred Winkelhock - ATS BMW - Câmbio - OUT
  12. 23 - Eddie Cheever - Benetton Team Alfa Romeo - Motor - OUT
  13. 2 - Teodorico Fabi - Brabham BMW - Turbo - OUT
  14. 1 - Nelson Piquet - Brabham BMW - Motor - OUT
  15. 22 - Riccardo Patrese - Benetton Team Alfa Romeo - Alimentação - OUT
  16. 24 - Piercarlo Ghinzani - Osella Alfa Romeo - Falha Elétrica - OUT
  17. 30 - Jo Gartner - Osella Alfa Romeo - Turbo - OUT
  18. 27 - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - Motor - OUT
  19. 10 - Jonathan Palmer - RAM Hart - Turbo - OUT
  20. 6 - Keke Rosberg - Williams Honda - Falha Elétrica - OUT
  21. 5 - Jacques Laffite - Williams Honda - Motor - OUT
  22. 18 - Thierry Boutsen - Arrows BMW - Motor - OUT
  23. 11 - Elio de Angelis - Lotus Renault - Turbo - OUT
  24. 9 - Philippe Alliot - RAM Hart - Temperatura - OUT
  25. 19 - Ayrton Senna - Toleman Hart - Acidente - OUT
  26. 17 - Marc Surer - Arrows BMW - Turbo - OUT
  27. 3 - Mike Thackwell - Tyrrell Ford - DNQ
Esses eram os pilotos inscritos para a corrida
Volta Mais Rápida: Alain Prost - 1:53.538 - Volta 31


Curiosidades:
- 399º GP
- 13º Vitória de Alain Prost
- 4º E Último Pódio de Derek Warwick
- 37º Vitória da McLaren
- 20º Pole Position da McLaren
- 25º Melhor Volta da McLaren
- 7º Vitória do Motor TAG-Porsche


  • MELHOR PILOTO: Nigel Mansell / Keke Rosberg
  • SORTUDO: Alain Prost
  • AZARADO: Nelson Piquet / Elio de Angelis
  • SURPRESA: N/H
Mansell fez uma corrida fantástica, saindo da 16º colocação, escalar o grid, até chegar ao fantástico 5º posto, entre as Renaults. Rosberg então nem se fala, fazendo uma linda corrida até onde seu carro resistiu, o que não foi muito... Alain Prost, teve sorte, pois se Elio de Angelis e Nelson Piquet não tivessem problemas terminariam no pódio.


Campeonato de Pilotos:
  1. 7 - Alain Prost - McLaren TAG-Porsche - MP4/2 - 43,5pts
  2. 8 - Niki Lauda - McLaren TAG-Porsche - MP4/2 - 39pts
  3. 11 - Elio de Angelis - Lotus Renault - 95T - 36,5pts
  4. 28 - René Arnoux - Scuderia Ferrari - 126C4 - 24,5pts
  5. 16 - Derek Warwick - Renault Elf - RE50 - 23pts
  6. 6 - Keke Rosberg - Williams Honda - FW09/FW09B - 20pts
  7. 1 - Nelson Piquet - Brabham BMW - BT53 - 18pts
  8. 27 - Michele Alboreto - Scuderia Ferrari - 126C4 - 11pts
  9. 15 - Patrick Tambay - Renault Elf - RE50 - 9pts
  10. 12 - Nigel Mansell - Lotus Renault - 95T - 9pts
  11. 19 - Ayrton Senna - Toleman Hart - TG183B/TG184 - 8pts
  12. 3 - Martin Brundle - Tyrrell Ford - 012 - 8pts
  13. 4 - Stefan Bellof - Tyrrell Ford - 012 - 5pts
  14. 5 - Jacques Laffite - Williams Honda - FW09/FW09B - 4pts
  15. 2 - Teodorico Fabi - Brabham BMW - BT53 - 3pts
  16. 22 - Riccardo Patrese - Benetton Team Alfa Romeo - 184T - 3pts
  17. 23 - Eddie Cheever - Benetton Team Alfa Romeo - 184T - 3pts
  18. 26 - Andrea de Cesaris - Ligier Renault - JS23 - 2pts
  19. 24 - Piercarlo Ghinzani - Osella Alfa Romeo - FA1F - 2pts
  20. 18 - Thierry Boutsen - Arrows Ford/BMW - A6/A7 - 1pt

Campeonato de Construtores:
  1. Marlboro McLaren International - McLaren TAG-Porsche - MP4/2 - PRO/LAU - M - 82,5pts
  2. Scuderia Ferrari SpA SEFAC - Ferrari - 126C4 - ALB/ARN - G - 35,5pts
  3. John Player Team Lotus - Lotus Renault - 95T - ANG/MAN - G - 35,5pts
  4. Équipe Renault Elf - Renault - RE50 - TAM/WAR - M - 32pts
  5. Williams Grand Prix Engineering - Williams Honda - FW09/FW09B - LAF/ROS - G - 24pts
  6. MRD International - Brabham BMW - BT53 - PIQ/TFA/CFA - M - 21pts
  7. Tyrrell Racing Organisation - Tyrrell Ford - 012 - BRU/JOH/BEL/THA - G - 13pts
  8. Toleman Group Motorsport - Toleman Hart - TG183B/TG184 - G - 8pts
  9. Benetton Team Alfa Romeo - Alfa Romeo - 184T - PAT/CHE - G - 6pts
  10. Ligier Loto - Ligier Renault - JS23 - HES/CES - M - 2pts
  11. Osella Squadra Corse - Osella Alfa Romeo - FA1F - P - 2pts
  12. Barclay Nordica Arrows BMW - Arrows Ford/BMW - A6/A7 - SUR/BOU - G - 1pt
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