quarta-feira, 27 de maio de 2015

A História de Nürburgring - Parte 1 - O Circuito Norte e Sul


Alemanha, sem dúvida ela é um dos maiores países do mundo, seja na economia, seja na importância. Você já deve ter falado de Karl Benz, o homem mais importante na história do automobilismo, não por ter participado de corridas, e sim por ter criado a sua principal ferramenta: o carro. O Benz Patent-Motorwagen era tão lento, que até pessoas poderia ir mais rápido do que ele. Mas esse não era o problema, agora os humanos poderiam se locomover sem se cansar.

Mal pensava Karl Benz, que sua criação se tornaria uma paixão mundial menos de meio-século depois. Muitas outras pessoas também queriam ter, e fazer, o seu próprio veiculo, com isso o número de carros pelo mundo acabou aumentando aos poucos durante a virada do século. As primeira ideias envolvendo os veículos eram a criação das corridas de automóveis, coisa que cresceu em países com EUA, Itália e principalmente Reino Unido.


Os carros alemães eram testados em Brooklands, na Inglaterra, que tem a fama de ser o primeiro autódromo criado. Logo os alemães também queriam ter seu próprio circuito de corrida, afinal, eles eram os criadores do automóvel. Surgiu então a ideia de criar um gigantesco circuito, que parecia um oval e usava uma autoestrada de Berlim. A Automobil Verkehrs und Übungs-StraBe, ou AVUS, foi idealizada em 1907, mas não saiu do papel.

Enquanto isso as competições de automóveis iam ganhando popularidade pelo mundo. A Alemanha, também queria sediar alguma corrida, por isso foi criada a Kaiserpreis, ou Prêmio do Imperador traduzido. A corrida teve uma extensão de 117Km, e foi vencido por Felice Nazzaro, com um Fiat, que completou o trajeto em 5:34:28.2. A Alemanha ainda queria ver alguma pista de corrida, por isso investiram para que AVUS fosse construído, só não imaginavam o inicio da Primeira Guerra Mundial...


Apenas depois desse triste evento, que durou anos, o circuito de AVUS foi construído, mas a história desse circuito fica para depois. Em 1925 a Alemanha já queria ter uma segunda pista de corrida, e não seria uma simples pista, com duas enormes retas e apenas duas curvas, como era AVUS. Dr. Otto Creuz propôs a criação de um circuito usando as autoestradas da cidade de Nürburg, e em abril daquele mesmo ano, a proposta foi aceita.

Konrad Adenauer, na época prefeito de Koln, foi um dos maiores apoiadores do projeto, tudo graças ao motivo da recessão econômica que a região passava, e com essa grande oportunidade de emprego, a sua administração seria muito mais elogiada. Logo o governo liberou 14,4 milhões de marcos para que o projeto de um circuito em Nürburg fosse realizado.


Agora chegamos em uma parte um pouco difícil de ser decifrada, com a Segunda Guerra Mundial, muitos documentos sobre a construção do circuito foram destruídos, dificultando o trabalho dos historiadores. Muito provavelmente 3 mil trabalhadores construíram o circuito, que foi dividido em duas partes, o Sul e o Norte. Acredita-se que o circuito Sul foi construído primeiro, e apenas depois de sua maior parte estar completa, o circuito norte começou a ser construído.

A obra havia começado no fim de setembro do ano de 1925, e apenas dois anos depois o circuito estava pronto. Os 28Km e 265m eram monstruosos. A maior parte do circuito era a região norte, que foi batizada de Nordschleife, enquanto a sul foi batizada de Sudschleife. As provas inaugurais aconteceram nos dias 18 e 19 de junho, primeiro Toni Ulmen foi o vencedor com as motos, e no dia seguinte foi a vez de Rudolf Caracciola vencer com um carro da Mercedes.


As primeiras provas eram feitas em ambos os circuitos, e apenas em 1928 a primeira corrida foi realizada em apenas uma dessas partes, a Sudschleife viu carros e motos largarem juntos e completarem a corrida. Logo outras provas foram sendo feitas no circuito sul, como as 220 Milhas, que conseguiram marcar um tempo quase abaixo dos 5 minutos, um recorde.

A pista era como um patrimônio para os alemães, um motivo de orgulho, mas, infelizmente, também aconteciam fatalidades. A primeira morte que aparece nos registros é do tcheco Cenek Junek, no dia 15 de junho de 1928. No dia seguinte houve mais uma fatalidade, a do alemão Ernst von Halle. A partir daí o circuito começaria a ter a fama de ser um dos mais assassinos de todos...


A Segunda Guerra chegou, e da mesma forma que fez em AVUS, destruiu o circuito de Nürburgring. Logo depois do fim desse outro triste evento, o circuito foi rapidamente recuperado, com as obras começando no Sudschleife. Depois que tudo terminou de ser reconstruído, as provas voltaram á acontecer, mas agora a importância de Sudschleife começaria a decair.

Estavam perto do fim da década de 40, e um novo tipo de Campeonato havia surgido, a Fórmula 1, com isso a Alemanha queria sediar um Grande Prêmio, da mesma forma que era feito por países com Reino Unido e Itália. Em 1950 isso não foi possível, mas já se sabia que em 1951 esse evento aconteceria em Nürburgring.


Por motivos desconhecidos, preferiram realizar a corrida no Nordschleife, ao invés de fazer um GP que a junção do anel norte com o sul. Começa agora, o esquecimento do circuito de Sudschleife, que era usado para Campeonatos menos importantes no automobilismo. Pelo menos, no motociclismo, o GP da Alemanha era feito no traçado sul....

Amanhã continuo essa história, que tinha agora a F-1 como seu principal evento. Sei que estou esquecendo de alguma coisa, por isso amanhã veremos algumas provas que aconteceram no período sem F-1, ou pré-Guerra... Espero que gostem desse especial, que é o primeiro aqui no blog...

Imagens tiradas do Google Imagens

terça-feira, 26 de maio de 2015

Fórmula E - Berlim 2015 - Corrida 8


Nessa última prova vimos tudo o que não poderia acontecer com Lucas di Grassi, que deu show durante todas as voltas da corrida e no fim de tudo foi DSQ por uma irregularidade na asa. Com isso a disputa pelo título fica acirrada entre dois brasileiros e um suiço, Buemi, Piquet Jr e di Grassi. Como sempre, antes da corrida, acontecia o treino qualificatório, e dessa vez vimos uma grande surpresa.

Naquele sábado fazia-se 11 anos da única vitória de Jarno Trulli na F-1, e para "comemorar", o italiano conquistou uma façanha, a pole position. Lucas di Grassi largava ao lado do italiano, e a frente de Buemi, que alinhava ao lado de Nick Heidfeld. Abt era 5º ao lado dele Jerome, Prost era 7º e Duval o 8º, fechando o TOP TEN estavam Sarrazin e Vergne.


Jarno teria que fazer uma boa largada para ter alguma chance na corrida. Na largada o italiano se manteve na frente, com di Grassi em segundo. Logo na segunda curva, Abt rodou sozinho e foi para o fim do pelotão, e Trulli acabou ficando de lado, perdendo a ponta da corrida. Agora quem pressionava o italiano era Sebastien Buemi.

Lucas di Grassi começou a abrir uma gigantesca diferença para Trulli, que começava a sofrer com d'Ambrosio, Buemi e Heidfeld logo atrás, e quem estava se aproximando era Liuzzi, o seu companheiro, mostrando que Trulli estava sem ritmo de corrida, ou seu carro tinha algum problema. Ele foi ultrapassado por Buemi, que iniciaria sua caça á di Grassi, mas em vão, porque o brasileiro continuaria á abrir para o resto do pelotão.


Jarno foi ultrapassado por Heidfeld, e quem já veio logo atrás foi d'Ambrosio. Trulli era apenas o 5º agora, tendo Liuzzi disputando com ele. Voltas depois os pilotos da Trulli trocaram de posições, enquanto isso Nelsinho Piquet ia tentando recuperar as posições, depois de largar em uma terrível 13º colocação.

O belga que era 4º foi ao ataque do piloto da casa, Nick Heidfeld, que se surpreendeu em ver aquele carro fosco e cromado passando por ele. Logo as paradas começaria a agitar a prova, e antes que os lideres fossem para os boxes, d'Ambrosio assumiu a segunda colocação. O piloto da Dragon havia largado em 6º e já era 2º, agora era só ver se ele conseguiria tirar a imensa vantagem que di Grassi tinha.


Nelsinho brigava já entre as posições pontuáveis, e tinha a estratégia de parar uma volta depois de todo o resto, por isso estava em um ritmo tão lento. Quando ele parou, voltou para onde ele estava, mas agora poderia andar em um ritmo mais forte, para tentar chegar nos lideres, já que no líder era quase impossível.

Loic Duval foi para cima de Nick Heidfeld, que não estava tão bem na corrida. Logo o francês era o novo 4º colocado, e quem se aproximava para a disputa era Nelson Piquet Jr, que estava em uma ótimo ritmo. Enquanto isso, o piloto que eu estava torcendo, estava sendo engolido pela multidão, Jarno Trulli já estava entre os últimos, e era apenas uma questão de tempo para vê-lo em último.


di Grassi se aproximava das últimas voltas, e enquanto as Amlin Aguri eram punidas, Nelsinho Piquet tentava um 4º lugar, disputando com Loic Duval, que dificilmente seguraria o brasileiro, que acabou não conseguindo passa-lo ao fim das 33 voltas. Lucas parou seu carro logo depois da linha de chegada, e na hora pensei que isso poderia causar algum problema para ele, talvez uma DSQ...

Eu estava certo, mas não porque ele havia parado o carro, e sim porque tinha irregularidades na asa, era uma terrível noticia para Lucas, que viu Piquet ser 4º e Buemi segundo 2º. Quem vencia, com isso, era Jerome d'Ambrosio, que saiu lá de 6º e foi passando todo mundo até chegar no segundo posto. Quem foi o sortudo de conseguiu um pódio foi Duval, e aquele que arranjou um ponto foi Nico Prost.


RESULTADOS: 

  1. Jerome d'Ambrosio - Dragon Racing - 48:26.566 - 25pts
  2. Sebastien Buemi - e.dams Renault - +2.433s - 18pts
  3. Loic Duval - Dragon Racing - +3.508s - 15pts
  4. Nelson Piquet Jr - NEXTEV TCR - +3.975s - 14pts
  5. Nick Heidfeld - Venturi - +13.046s - 10pts
  6. Stephane Sarrazin - Venturi - +13.335s - 8pts
  7. Jean-Éric Vergne - Andretti - +13.678s - 6pts
  8. Sam Bird - Virgin Racing - +14.055s - 4pts
  9. Vitantonio Liuzzi - Trulli - +15.636s - 2pts
  10. Nicolas Prost - e.dams Renault - +16.602s - 1pt
  11. Antonio Felix da Costa - Amlin Aguri - +16.797s
  12. Jaime Alguersuari - Virgin Racing - +20.594s
  13. Scott Speed - Andretti - +21.149s
  14. Daniel Abt - Audi Sport ABT - +23.688s
  15. Charles Pic - NEXTEV TCR - +25.491s
  16. Salvador Duran - Amlin Aguri - +44.147s
  17. Bruno Senna - Mahindra Racing - +46.257s
  18. Karun Chandhok - Mahindra Racing - +52.703s
  19. Jarno Trulli - Trulli - +2 Voltas - 3pts
  20. Lucas di Grassi - Audi Sport ABT - DSQ
Esses foram os pilotos que participaram da corrida
Volta Mais Rápida: Nelson Piquet Jr - 1:24.435 - Volta 20


  • MELHOR PILOTO: Jerome d'Ambrosio
  • SORTUDO: Nicolas Prost
  • AZARADO: Lucas di Grassi / Antonio Felix da Costa
  • SURPRESA: N/H
d'Ambrosio deu um belo show em Berlim, saindo de 6º o belga ficou na segunda colocação até o fim da prova, e logo depois foi proclamado o vencedor da corrida. Prost nem sequer iria pontuar se não fosse a DSQ de di Grassi, que foi um dos azarados porque ele perdeu a primeira e a segunda colocação no Campeonato, da Costa também vinha em uma ótima prova, até receber punição e ficar sem pontos. Agora é esperar a próxima corrida, que promete na disputa entre Lucas, Nelsinho e Sebastien.


Campeonato de Pilotos:
  1. Nelson Piquet Jr - NEXTEV TCR - 103pts
  2. Sebastien Buemi - e.dams Renault - 101pts
  3. Lucas di Grassi - Audi Sport ABT - 93pts
  4. Nicolas Prost - e.dams Renault - 78pts
  5. Jerome d'Ambrosio - Dragon Racing - 77pts

Campeonato de Construtores:
  1. e.dams Renault - 179pts
  2. Dragon Racing - 116pts
  3. Audi Sport ABT - 115pts
  4. NEXTEV TCR - 107pts
  5. Virgin Racing - 98pts
Imagens tiradas de Motosport.com

Por Quê Amamos Nürburgring?


Nürburgring. Esse é o nome de um dos maiores e grandiosos circuitos da história do esporte á motor, seja no tamanho, seja na fama. Apelidado de Inferno Verde por ter curvas cegas e freadas fortes, o circuito está no coração de cada amante de automobilismo. Já li uma vez que o Inferno Verde é considerado um paraíso para alguns, e me identifiquei com essa frase, porque, pelo menos para mim, essa pista é um paraíso.

Ela vem perdendo todo o seu brilho nos últimos anos, por ser uma pista com segurança precária, e como atualmente tudo que se pensa é em segurança, as corridas no imenso Nürburgring vem desaparecendo, á começar pela F-1. Tudo o que aconteceu depois daquele 1º de agosto de 1976, foi apenas a decadência total da pista alemã.


O acidente de Niki Lauda foi o motim que fez a categoria para de correr no belo Nürburgring, que queria voltar a sediar o GP da Alemanha, e para isso tiveram que sacrificar uma coisa que já não era tão importante naquela época, o traçado da Sudschleife. Há muitos anos o traçado do sul estava esquecido, e foi lembrado como uma solução da volta do circuito á F-1.

A demolição do Suds aconteceu em 1982, e no lugar ergueu-se o circuito que conhecemos atualmente, que sediou a F-1 já em 1984. A história da pista ainda não acabara, provas continuaram acontecendo em Nords, mas a categoria máxima do automobilismo jamais voltou á aquele local. Agora eu pergunto a todos: Por quê amamos Nürburgring? Por ele ser belo? Gigantesco? Fantástico? Tenebroso? Ou simplesmente porque amamos uma pista que oferece tudo que o automobilismo oferece de melhor? Perigo, velocidade, ultrapassagens, curvas cegas e muitas árvores, é isso que você encontra no Nürburgring.


Esse texto foi apenas escrito por um motivo, o meu amor ao automobilismo, que se tornou maior ainda depois de assistir ás 24 Horas de Nürburgring na semana passada. Estou até pensando em escrever sobre o circuito, mas isso só acontecerá com o decorrer de fatos... Espero que tenham gostado das imagens

Comente o por quê de você amar Nürburgring? Ou quem sabe, odiar...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Fórmula 1 - Mônaco 2015 - Corrida 6


Passaram duas semanas depois do GP da Espanha, e os pilotos estavam prontos para acelerarem nas ruas de Mônaco, que recebia mais uma vez a categoria. Como todos sabem, os treinos livres são realizados na quinta-feira, e não na sexta. A previsão era de chuva para esse fim-de-semana, começando na quinta e acabando no sábado. Depois de vermos uma Toro Rosso sendo muito rápida nos TLs, a previsão de chuva se estendeu para domingo, e a promessa de uma grande prova começava aí.

O treino teria mais um candidato á pole, Sebastian Vettel havia sido o mais rápido no TL3, e poderia surpreender as Mercedes, que mostraram que não ficariam sem a primeira fila. Logo no Q1 as Manor já ficaram pelo caminho, nada de muito diferente, agora era esperar saber qual era os outros 3 coitados a não se classificar para o Q2. A Williams não tinha um carro bom, e por isso viu Valtteri Bottas ficar apenas em 17º, atrás até mesmo de Felipe Nasr, que viu seu companheiro ser o 18º.


Agora o Q2 começava, e as expectativas eram ver Massa e as McLaren fora, e foi o que aconteceu. Alonso teve problemas e ficou com o seu primeiro tempo, que não foi lá aquelas coisas. Massa foi 14º, com Hülkenberg, Button e Grosjean á sua frente. Agora começavam os preparativos para o Q3, que tinha uma surpresa, Sergio Perez deu um belo show nos treinos e e teria a chance de brigar pela pole, teoricamente falando.

A chuva estava ameaçando começar no inicio do Q3, mas não apareceu, facilitando o decorrer dos fatos. Rosberg já havia errado na Saint-Devote, e sempre que tentava passar por lá estava fritando o pneu, sem dúvida isso o atrapalharia caso quisesse a pole da corrida. Hamilton cravou 1:15.098, quase 0.400s mais rápido do que o companheiro. Fechando o grid estavam Vettel em terceiro, Ricciardo e Kvyat logo atrás, Kimi ao lado de Perez, Sainz Jr, Maldonado, e Max Verstappen, que não ficou feliz com o resultado.

Preste atenção no capacete dele

Depois do treino veio o anuncio da punição de Carlos Sainz Jr, que deveria largar dos boxes, com isso Nasr largaria em 15º e Massa em 13º. E já se sabia que Grosjean também iria pagar uma punição de 5 posições, por isso Button, Massa, Hulkenberg, Alonso e Nasr ganharam mais uma posição. Agora todos esperava um domingo com chuva, para que a corrida viesse com muito mais emoção, porque todos devem saber que GP de Mônaco sem chuva não é aquela coisa.

Gostaria de relembrar uma coisa que nem todos perceberam. Sebastian Vettel é tão fanático para trocar de seu capacete, que, ao lado da Ferrari, achou uma brecha no regulamento para correr com um outro capacete, pouco gente percebeu, mas me lembrou o Arnoux. O alemão manteve a pintura, mas o formato do capacete, o tipo dele e a composição e os jeitos dos adesivos estavam alá anos 70 e 80, isso mesmo, anos 70 e 80. Um capacete totalmente redondo, com uma pintura simples. Na minha opinião ficou bonito, parece que não mudou, mas que percebe nos onboards acha bonito


Para a tristeza dos fãs, a manhã e o dia inteiro foram com sol em Mônaco, e as expectativas de uma boa corrida diminuíram de imediato. Logo no grid vimos uma diferença, cadê as grid girls? Aff, agora tem grid boys? Por favor, agora começaram a inventar isso, está destruindo a tradição. não que eu seja machista. Hamilton largou bem e se manteve na ponta, mas quem largou melhor ainda foi Kvyat, que passou por Ricciardo e foi surpreendido pela mudança brusca de direção por Sebastian Vettel, e quase vimos uma confusão na primeira curva...

Confusão na frente eu quis dizer, porque Felipe Massa conseguiu tocar em Hülkenberg na saída da Saint-Devote, e acabou destruindo sua corrida ali. Metros depois o alemão acabou sendo tocado por Fernando Alonso, e acabou no muro, mas rapidamente deu ré e voltou para a corrida sem o bico. Lá na frente Hamilton era o líder, Rosberg segundo, Seb era o terceiro, Kvyat o 4º e Ricciardo o 5º.

Mito Merhi mostrando que a aerodinâmica da Manor é melhor do que da Williams

Agora o britânico começaria a abrir uma enorme diferença para Nico Rosberg, deixando a corrida mais chata ainda. Max Verstappen estava disputando com Maldonado pela 8º colocação, a ponto de quase tocar nas saídas das curvas, e foi o que aconteceu na chicane no final do túnel, o holandês tocou e o MITO Maldo teve que abandonar novamente, mas não por causa do toque, e sim por problemas nos freios. Já tá parecendo o Andrea, que tinha a fama de seus acidentes, mas estava abandonando mais por causa dos acidentes do que por causa dos erros.

Enquanto isso a corrida prosseguia, com duas surpresas, as McLaren de Alonso e Button nos pontos. As paradas já haviam começado, e os retardatários estavam á aparecer, com Hamilton se livrando rapidamente e Rosberg lentamente. Hülkenberg e Sainz Jr estavam por ali, recuperando posições depois de terem ficado para trás na largada, mas Massa... o brasileiro sofreria para passar o Mito Stevens e o Mito Merhi.

Maldonado agora entra no Clube dos Mitos...

A diferença era grande, entre Hamilton e Rosberg, e mesmo com as paradas ela continuaria o mesmo. Fernando Alonso teve problemas no câmbio e abandonou na volta 41, ficando mais uma vez sem pontos. Nasr agora estava numa ótima posição pontuável, mas ele não seria a estrela da corrida, e sim o menino de 17 anos que é comparado com Schumacher e Senna.

Max Verstappen ia á caça em cima de Grosjean, e já havia tocado em Maldonado e tivera que parar para trocar o bico. O holandês voava na pista, e fez uma estratégia muito inteligente, á ponto de eu pensar que ele queria até passar por Vettel, mas isso era apenas tática. Enquanto o alemão passava pelos retardatário, Max passava pilotos como Bottas, de uma forma fantástica, mostrando que é digno de um futuro grande piloto.


Ele já estava colado em Grosjean quando Vettel deixou o francês para trás, agora era só esperar para o holandês passar pelo piloto da Lotus, que foi brilhantemente inteligente, mostrando que deve ser um piloto de equipe grande no futuro. Agora a disputa da corrida estava ali, entre Max e Romain, que entraram juntos em mais uma volta, e quando foram contornar a Saint-Devote...

O francês errou o ponto de freada ou freou forte demais, impossibilitando que Verstappen passasse por ele. A batida foi violenta, mas seria mais violenta ainda o impacto na barreira, por sorte Jos não enfrentou o mesmo problema que seu pai enfrentou 19 anos atrás, quando ele se deparou com uma barreira de pneus "mixuruca" logo na primeira volta.


A pancada foi forte, especialmente para as pernas, mas o garoto se levantou e falou que estava bem, isso é ótimo para quem é fã dele, como eu. Agora o VSC foi ativado, e Hamilton e a Mercedes acharam melhor ir para os boxes, estratégia errada, e no exato momento em que ele saia o SC foi acionado. Quem era líder agora era Rosberg, que tinha Vettel logo atrás, o alemão da Ferrari reclamou que Hamilton passou ele depois da saída dos boxes, coisa que não podia, já que ele voltou atrás do ferrarista.

De uma hora pra outra a corrida ficou emocionante, á ponto de, sim, eu compara-la com a edição de 1992, que teve uma corrida chata até suas voltas finais, e de uma hora para outra Mansell estava atrás de Ayrton Senna. Agora a espera era para a relargada, e podíamos estar vendo um reprise do final da edição de 1992, mas com 3 carros.


A corrida se iniciou, e Hamilton foi logo para cima, da mesma forma de Kimi Räikkönen, que continuava a atacar Kvyat, que foi resistente. Ricciardo havia parado, e por isso passou pelo finlandês, que ficou furioso com a forma que isso aconteceu, com o australiano quase destruindo a sua corrida. A Red Bull inventou mais uma de suas ordens de equipe, e mandaram Kvyat deixar seu companheiro passar, para ele brigar pelo pódio.

Agora a edição de 1992 ficava no chinelo, com 4 carros na briga, mas eu estava enganado, Rosberg já escapava na frente, com a disputa ficando apenas entre a Ferrari de Vettel, a Mercedes de Lewis e a Red Bull de Ricciardo, que se aproximou do britânico, a ponto dele se preocupar mais com o australiano do que com Vettel.


Hamilton perdia a chance de vencer, com Vettel segurando ele e Ricciardo o pressionando, e ainda por cima Rosberg aumentando a diferença, a corrida acabara para ele, que desistiu de qualquer outra coisa. No fim de tudo o alemão venceu mais uma na temporada, para colocar fogo nela, enquanto seu compatriota louco por capacetes foi o segundo e seu companheiro o terceiro.

Agora cadê o Ricciardo? Que coisa gentio que ele e a Red Bull fizeram, deixaram Daniil ser 4º, seu melhor resultado na categoria. Button fez um milagres com a McLaren que está melhorando, a ponto de começar a dar medo nas equipes grandes para o fim desse ano. Perez fez uma corrida melhor ainda, conseguindo um 7º posto com a Force India. E não poderia esquecer de outro 9º lugar de Nasr...


E ainda tivemos que ver Hamilton daquele jeito no pódio e no caminho até ele, eu sei que é feio, mas gostei, mostra que a rivalidade está aí, não há o que reclamar para as pessoas que dizem que F-1 não tem mais rivalidade com antes. Ele fez birra para entrar no túnel e para sair do carro, mas isso mostra a insatisfação de um grande piloto em perder um corrida que era sua, eu disse que essa corrida era dele, porque caso Rosberg já tivesse liderado e ele não, Lewis não teria um verdadeiro grande motivo para estar insatisfeito...


RESULTADOS:

  1. Nico Rosberg - Mercedes AMG - 1:49:18.420 - 25pts
  2. Sebastian Vettel - Scuderia Ferrari - +4.486s - 18pts
  3. Lewis Hamilton - Mercedes AMG - +6.053s - 15pts
  4. Daniil Kvyat - Red Bull Racing Renault - +11.695s - 12pts
  5. Daniel Ricciardo - Red Bull Racing Renault - +13.608s - 10pts
  6. Kimi Räikkönen - Scuderia Ferrari - +14.345s - 8pts
  7. Sergio Pérez - Force India Mercedes - +15.013s - 6pts
  8. Jenson Button - McLaren Honda - +16.063s - 4pts
  9. Felipe Nasr - Sauber Ferrari - +23.626s - 2pts
  10. Carlos Sainz Jr - Scuderia Toro Rosso Renault - +25.056s - 1pt
  11. Nico Hülkenberg - Force India Mercedes - +26.232s
  12. Romain Grosjean - Lotus Mercedes - +28.415s
  13. Marcus Ericsson - Sauber Ferrari - +31.159s
  14. Valtteri Bottas - Williams Mercedes - +41.789s
  15. Felipe Massa - Williams Mercedes - +1 Volta
  16. Roberto Merhi - Manor Ferrari - +2 Voltas
  17. Will Stevens - Manor Ferrari - +2 Voltas
  18. Max Verstappen - Scuderia Toro Rosso Renault - Acidente
  19. Fernando Alonso - McLaren Honda - Câmbio
  20. Pastor Maldonado - Lotus Mercedes - Freios
Esses foram os pilotos que participaram da corrida
Volta Mais Rápida: Daniel Ricciardo - 1:18.063 - Volta 74


Curiosidades:
- 922º GP
- 10º Vitória de Nico Rosberg
- 34º Vitória da Mercedes
- 120º Vitória do Motor Mercedes
- 41º Pole da Mercedes
- 32º Pódio de Nico Rosberg
- 76º Pódio de Lewis Hamilton
- 71º Pódio de Sebastian Vettel


  • MELHOR PILOTO: Max Verstappen
  • SORTUDO: Nico Rosberg / Sebastian Vettel
  • AZARADO: Lewis Hamilton
  • SURPRESA: Sergio Pérez
  • Prêmio Bônus - FEITO ESQUECIDO: Jenson Button
Verstappen deu um show em Mônaco, mostrou ser inteligente na hora de negociar as ultrapassagens, mas também mostrou que não tem frieza, mas não é nada que o tempo não resolva. Nico e Seb receberam de bandeja os dois primeiros lugares, depois do erro de estratégia de Hamilton, que não deve brigar apenas com a Mercedes, e sim com a falta de sorte que ele teve. Pérez não foi escolhido como o melhor piloto porque nem apareceu na transmissão ,mesmo assim fez muito e conquistou belos pontos para a Force India. Pelo menos para nós brasileiros, a repercussão do acidente de Max e Romain e a transmissão da Globo foram mais repercutidos do que os pontos de Button, que está sendo batalhador e mereceu esse 8º posto desde o inicio da temporada. Parabéns Jenson!


Campeonato de Pilotos:
  1. Lewis Hamilton - Mercedes AMG - 126pts
  2. Nico Rosberg - Mercedes AMG - 116pts
  3. Sebastian Vettel - Scuderia Ferrari - 98pts
  4. Kimi Räikkönen - Scuderia Ferrari - 60pts
  5. Valtteri Bottas - Williams Mercedes - 42pts
  6. Felipe Massa - Williams Mercedes - 39pts
  7. Daniel Ricciardo - Red Bull Racing Renault - 35pts
  8. Daniil Kvyat - Red Bull Racing Renault - 17pts
  9. Felipe Nasr - Sauber Ferrari - 16pts
  10. Romain Grosjean - Lotus Mercedes - 16pts
  11. Sergio Pérez - Force India Mercedes - 11pts
  12. Carlos Sainz Jr - Scuderia Toro Rosso Renault - 9pts
  13. Nico Hülkenberg - Force India Mercedes - 6pts
  14. Max Verstappen - Scuderia Toro Rosso - 6pts
  15. Marcus Ericsson - Sauber Ferrari - 5pts
  16. Jenson Button - McLaren Honda - 4pts
  17. Fernando Alonso - McLaren Honda - 0pts
  18. Roberto Merhi - Manor Ferrari - 0pts
  19. Will Stevens - Manor Ferrari - 0pts
  20. Pastor Maldonado - Lotus Mercedes - 0pts
  21. Kevin Magnussen - McLaren Honda - 0pts

Campeonato de Construtores:
  1. Mercedes AMG Petronas F1 Team - Mercedes - F1 W06 Hybrid - 242pts
  2. Scuderia Ferrari - Ferrari - SF15-T - 158pts
  3. Williams Martini Racing - Williams Mercedes - FW37 - 81pts
  4. Infiniti Red Bull Racing - Red Bull Renault - RB11 - 52pts
  5. Sauber F1 Team - Sauber Ferrari - C34 - 21pts
  6. Sahara Force India F1 Team - Force India Mercedes - VJM08 - 17pts
  7. Lotus F1 Team - Lotus Mercedes - E23 Hybrid - 16pts
  8. Scuderia Toro Rosso - Toro Rosso Renault - STR10 - 15pts
  9. McLaren Honda - McLaren Honda - MP4-30 - 4pts
  10. Manor Marussia F1 Team - MR03 - 0pts
São tantas boas imagens, que deixo aí uma pequena galeria:


Agora tchau Mônaco, e olá Montreal
Imagens tiradas do GPUpdate.net - Motorsport.com - Continentalcircus.blogspot.com

sábado, 23 de maio de 2015

MotoGP - França 2015 - Corrida 5


Agora a categoria mais rápida do motociclismo chegava ao circuito de Le Mans, que já foi palco de corridas de F-1. Só para constar ele é diferente do traçado usado nas 24 Horas, que utiliza o circuito de La Sarthe. Valentino Rossi era o líder no inicio da prova, e ainda manteria o primeiro lugar depois dela. Jorge Lorenzo vinha com a vitória na Espanha, e estava disposto a tirar mais ainda a diferença para o companheiro.

Nos treinos, Márc Marquez mostrou que ainda está vivo na disputa e colocou sua Honda na pole, com um tempo de 1:32.246, mais de meio segundo mais rápido do que Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo. Cal Crutchlow colocou sua LCR Honda na segunda fila, ao lado de Andrea Iannone e Bradley Smith. Valentino Rossi estava apenas na 3º fila, na 7º colocação, ao lado de Dani Pedrosa, que voltava á categoria, Fechando o TOP TEN, Danilo Petrucci e Aleix Espargaró.


O domingo era de sol, e a promessa de uma grande corrida foi se cumprindo com o passar das voltas. Andrea Dovizioso pulou bem, e assumiu a liderança na reta, enquanto isso Marquez largou mau, foi tocado por Iannone, que por sua vez foi tocado por Lorenzo. O nº 93 retardou a freada na primeira curva, e reassumiu a ponta de maneira incrível, mas ele acabou sendo ultrapassado novamente por todos os que estavam no TOP 3.

Valentino Rossi também largou de uma forma fantástica, saiu de 7º e já estava colado em Márc Marquez. Agora veriam uma sequência de várias quedas. Aleix Espargaró começou a ter problemas em sua Suzuki, e logo depois Dani Pedrosa caiu de sua Honda. Stefan Bradl caiu na curva 6, e voltas depois foi a vez di Meglio e Scott Redding também irem ao chão.


No mesmo tempo Valentino Rossi passou por Marquez e foi a guerra em cima dos três primeiros, que era Lorenzo, Dovi e Iannone. Marc Marquez havia começado a perder rendimento, e sua Honda começou a apresentar problemas, logo atrás dele aparecia Bradley Smith e Cal Crutchlow. Smith passou espanhol, que facilmente seria ultrapassado por Cal, que por sua vez, acabou caindo quando tentava ser o mais rápido possível na entrada da La Chapelle.

Agora a disputa estava nas primeiras posições, envolvendo Jorge Lorenzo, os dois Andrea e Valentino Rossi, que chegou muito rápido em Iannone, que havia deslocado o ombro em um teste da Ducati. Com os 4 primeiras tendo a mesma diferença entre si, Rossi quis fazer diferente e atacar um deles para ver o que dava, e deu no que deu. O italiano agora estava no pódio, enquanto Iannone começaria a perder o ritmo.


Logo depois de deixar para trás um dos pilotos da Ducati, Valentino foi para cima do ouro "ducateiro", Andrea Dovizioso resistiu bem ao ataques do compatriota, mas depois de um tempo não houve como não deixar passar. A diferença entre as Yamaha era de mais de 1s, mesmo assim Rossi ainda acreditava em uma vitória. O nº 46 começou a tirar a diferença, mas lentamente e sem consistência.

Andrea Iannone ficou para trás, e vinha sendo pressionado por Bradley Smith, que logo depois começou a ser pressionado por Márc Marquez. Agora os olhares estavam na disputa pela 4º colocação, enquanto Lorenzo conseguia escapar de Rossi e Dovi ficava para trás. Faltavam 6 voltas para o fim, e logo na abertura da volta, Smith foi tentar passar Iannone, coisa que conseguiu, mas não imaginava o mesmo de Marquez, que assumiu a 4º colocação.


Andrea saiu bem da curva 4 e deixou para trás ambos novamente. Agora a disputa ficaria entre Iannone e Marquez, que dividiriam curva a curva, com o italiano levando vantagem nas retas, e desvantagem nas curvas, que eram feitas de maneira fantástica pelo espanhol, que depois de 3 voltas assumiu definitivamente o 4º posto. Iannone ainda se manteve na 5º colocação com Smith na sua cola.

Após 28 voltas, Jorge Lorenzo venceu pela segunda vez consecutiva, e mostrou que não só Rossi está na briga pelo título na Yamaha. Valentino e Dovi fecharam o pódio, enquanto Marquez, Iannone e Smith fecharam o TOP 6. Pol Espargaró foi o 7º, Hernandez o 8º, Viñales o nono e Petrucci fechando os dez melhores. Fechando os lugares pontuáveis ficaram Hayden, Baz, Barberá, Laverty e Bautista.


RESULTADO:

  1. Jorge Lorenzo - Yamaha - 43:44.143 - 25pts
  2. Valentino Rossi - Yamaha - +3.820s - 20pts
  3. Andrea Dovizioso - Ducati - +12.380s - 16pts
  4. Márc Marquez - Honda - +19.890s - 13pts
  5. Andrea Iannone - Ducati - +20.237s - 11pts
  6. Bradley Smith - Tech3 Yamaha - +21.145s - 10pts
  7. Pol Espargaró - Tech3 Yamaha - +35.493s - 9pts
  8. Yonny Hernandez - Pramac Ducati - +39.601s - 8pts
  9. Maverick Viñales - Suzuki - +41.571s - 7pts
  10. Danilo Petrucci - Pramac Ducati - +42.789s - 6pts
  11. Nicky Hayden - Aspar Honda - +53.636s - 5pts
  12. Loris Baz - Forward Yamaha - +1:00.617s - 4pts
  13. Hector Barberá - Avintia Ducati - +1:04.272s - 3pts
  14. Eugene Laverty - Aspar Honda - +1:05.259s - 2pts
  15. Álvaro Bautista - Aprilia Gresini - +1:05.515s - 1pt
  16. Dani Pedrosa - Honda - +1:20.907s
  17. Marco Melandri - Aprilia Gresini - +1:21.663s
  18. Alex de Angelis - Ioda ART - +1 Volta
  19. Jack Miller - LCR Honda - OUT
  20. Karel Abraham - AB Honda - OUT
  21. Cal Crutchlow - LCR Honda - OUT
  22. Scott Redding - Marc VDS Honda - OUT
  23. Mike di Meglio - Avintia Ducati - OUT
  24. Aleix Espargaró - Suzuki - OUT
  25. Stefan Bradl - Forward Yamaha - OUT
Esses foram os pilotos que participaram da corrida
Volta Mais Rápida: Valentino Rossi - 1:32.879

  • MELHOR PILOTO: Valentino Rossi
  • SORTUDO: Jorge Lorenzo
  • AZARADO: Marc Marquez
  • SURPRESA: N/H
Rossi deu mais um show, saiu de 7º, recuperou posições e só não venceu porque Lorenzo havia aberto uma grande vantagem. Marc poderia ter conseguido a vitórias, mas problemas em sua Honda tiraram sua chance de vitória.

Campeonato de Pilotos:
  1. Valentino Rossi - Yamaha - 102pts
  2. Jorge Lorenzo - Yamaha - 87pts
  3. Andrea Dovizioso - Ducati - 83pts
  4. Márc Marquez - Honda - 69pts
  5. Andrea Iannone - Ducati - 61pts
Campeonato de Construtores:
  1. Yamaha - 116pts
  2. Ducati - 86pts
  3. Honda - 85pts
  4. Suzuki - 38pts
  5. Yamaha Forward - 6pts

Campeonato de Equipes:
  1. Movistar Yamaha MotoGP - 189pts
  2. Ducati Team - 144pts
  3. Repsol Honda Team - 84pts
  4. Monster Yamaha Tech 3 - 81pts
  5. Team Suzuki Ecstar - 58pts
Imagens tiradas do Motorsport.com

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os Jejuns da F-1

Fisico comemora sua última vitória na F-1, na Malásia em 2006
Vou fazer mais um post para hoje, falando sobre o jejum, seja de título, seja de vitória de alguns países. É claro que os brasileiro reclamam por não ver um outro BR vencer o Mundial, mas eles deveria agradecer por não estar em um jejum como o dos italianos ou dos argentinos.

Itália: Quando se fala da Itália na F-1, a primeira coisa que vem na mente é a Ferrari, mas em relação aos pilotos, que atualmente o país nem tem no grid, mau lembramos de alguns, talvez de Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella. O último grande nome que poderia ter dado um título ao seu país foi Michele Alboreto, que em 1985 chegou a liderar o campeonato.

A última vitória do país dos tifosi foi em 2006 com Giancarlo Fisichella no GP da Malásia, e o último título foi em 1953, isso mesmo, há 61 anos, com Alberto Ascari. Então você deve pensar na tristeza dos italianos em relação aos seus pilotos, mas pelo menos eles tem a Ferrari para se alegrar.

José Froilan Gonzalez conquistando a primeira vitória da Ferrari na F-1

Argentina: Para nós brasileiros, a Argentina é nosso rival, nosso inimigo, mas é porque somos o "país do futebol", onde a rivalidade é tão pequena quanto a repercussão. Mas fora do futebol, Brasil e Argentina poderiam se considerar amigos, porque quase tudo que aprendemos sobre o automobilismo veio dos hermanos. Atualmente nós temos Nasr e Massa, mas a Argentina não tem nem sequer um piloto na categoria máxima do automobilismo.

O último deles foi Gáston Mazzacane, que correu a temporada de 2000 pela Minardi e apenas 4 provas pela Prost em 2001, depois disso jamais vimos um argentino passar perto de colocar seu carro na F-1. A última vitória veio com Carlos Reutemann no GP da Bélgica de 1981, ou seja, há 34 anos. Agora vamos para o último título, que é claro, foi conquistado por Juan Manuel Fangio em 1957, há meros 58 anos atrás.

E pensar que já houve uma década dominada por argentinos e italianos, Juan Manuel Fangio, José Froilan Gonzalez, Onofre Marimon, Giuseppe Farina, Alberto Ascari e Luigi Fagioli. Todos disputando títulos e vitórias, sem temer nenhum britânico ou alemão, quanto menos brasileiros ou filandeses.

Olivier Panis no GP de Mônaco de 1996, última vitória francesa na F-1
França: França no futebol é um dos maiores, senão o maior, carrasco do Brasil. A França na F-1 é rival do Brasil, graças á uma disputa. Atualmente a França tem Romain Grosjean como representante, mas já houve uma época em que os franceses duelavam com os britânicos para ver que tem mais pilotos na F-1.

A última vitória completou 19 anos há alguns dias, no GP de Mônaco de 1996, com Olivier Panis levando sua Ligier á uma fantástica vitória quase que em casa. O último título foi conquistado por Alain Prost, em 1993, há 22 anos atrás. Depois disso o país ainda vibrou com a vitória de Alesi no Canadá e do próprio Panis em Mônaco, só! Agora eles esperam que a sorte sorria para Grosjean, e que ele consiga arrancar uma vitória o mais rápido possível.

Nelson Piquet, o primeiro tricampeão brasileiro

Brasil: O nosso "brasilzão" também está em jejum, não é verdade? Tendo Felipe Massa e Felipe Nasr nessa temporada, os brasileiros não veem uma sequer vitória em mais de 5 anos, e a última não nem sequer conquistada por Massa, e sim por Barrichello, no GP da Itália de 2009. As nossas esperanças estão em três nomes, sendo que dois deles são famosos. Felipe Nasr, Pietro Fittipaldi e Pedro Piquet.

O Brasil tem 8 títulos na categoria, dois de Fittipaldi em 1972 e 1974, três de Piquet em 1981, 1983 e 1987 e outros três de Senna em 1988, 1990 e 1991, esse último se tornou o último do Brasil na categoria. Já chegamos perto de ser campeões novamente, com o Massa em 2008, mas isso já virou passado, devemos olhar para o futuro e se preocupar com o que vai vim adiante.

Dan Gurney

Estados Unidos: Ok, os EUA não são não ligados com a F-1, mas mesmo assim contam, especialmente por causa de um nome: Mario Andretti. É claro que eles já tiveram pilotos como Phil Hill e Dan Gurney, mas Mario é mais famoso por ser o campeão mais novo e também pelo modo que foi. O último piloto do país da América do Norte foi Scott Speed, que correu na Toro Rosso.

A última vitória foi conquistada com o próprio Mario Andretti na Holanda em 1978, o mesmo ano do último título da "américa" na F-1. De resto, os EUA abandonaram a categoria, e o último piloto mais decente que passou por ela foi Eddie Cheever, que como Andretti, tinha vários laços com a Itália.

Ronnie Peterson no GP da Áustria de 1978, última vitória sueca

Suécia: Nesse ano, Marcus Ericsson levou sua país de volta aos pontos depois de 21 anos de jejum. Mas ele dificilmente conseguirá um pódio com seu carro da Sauber. Os três grandes nomes suecos da história da F-1 são Ronnie Peterson, Gunnar Nilsson e Stefan Johansson, e apenas um deles venceu algum Grande Prêmio, e foi o nosso querido Ronnie, que há 37 anos venceu o GP da Áustria de 1978.

O último pódio da Suécia foi com Johansson, e de maneira incrível. Depois de correr pela Ligier em 1988, ele partiu para a estreante Onyx em 1989. O carro não era aquelas coisas, mas quando eles chegaram no meio da temporada a equipe deu um boom e começou a crescer, á ponto de superar a Brabham. O pico de crescimento foi em Portugal, quando Stefan foi o 3º...

Jack Brabham, o primeiro campeão (tricampeão) australiano

Austrália: Nos últimos anos ela teve um piloto no primeiro pelotão, Mark Webber, e agora tem Daniel Ricciardo. Eles viram seu piloto do grande sorriso comemorar três vezes no ano passado, mas ele passou longe de um título. A última vez em que um australiano chegou na última corrida com chances de título foi Mark Webber em 2010, e a última vez que conquistaram o título foi com Alan Jones em 1980... E pensar que o país tem 4 títulos.

Esses são alguns paises que estão em jejum na F-1, espero que tenham gostado, se lembrar de mais algum comente... e quem sabe sai a parte 2?

Imagens tiradas do Google Imagens