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terça-feira, 11 de outubro de 2016

OPINIÃO: O grid de 2017


Estamos nos aproximando da segunda metade do mês de outubro. O grid da Fórmula 1 continua com grandes lacunas para serem preenchidas. Quem ocupará as vagas restantes? Quem poderá retornar e quem poderá estrear em 2017? Estas são algumas questões que continuam sem respostas antes mesmo do fim dessa temporada. De modo oficial, onze das vinte e duas cadeiras do próximo ano continuam sem dono.

No fim de setembro de 2015, fiz um pequeno post mostrando quem ficaria com cada uma das vagas que restavam no grid para esse ano, e agora fica claro que não tive muitas dificuldades para apontar quem ficaria onde em 2016. Porém essa dificuldade aumentou nessa nova Silly Season. No último fim-de-semana surgiram rumores de que Hülkenberg poderá ir para a Renault, o que mexeu ainda mais com nosso amado programa de meio de temporada: "Dança das Cadeiras".

Vamos direto ao assunto:

Mercedes AMG Petronas Formula One Team
6 - Nico Rosberg
44 - Lewis Hamilton

Os atuais tricampeões manterão para 2017 sua atual dupla de pilotos. Depois de dois anos na sombra de Lewis Hamilton, Nico Rosberg pode ter finalmente encontrado o caminho para a glória, o que ajudou na sua renovação até 2018. Parece que, mesmo se a equipe enfrentar problemas para se adequar às novas regras no início da próxima temporada, Hamilton e Rosberg poderão correr ainda por mais um ano na equipe, antes de seguirem seus próprio caminhos.


Red Bull Racing
3 - Daniel Ricciardo
33 - Max Verstappen
A Red Bull se livrou de qualquer especulação ao rebaixar Daniil Kvyat ainda no início do ano. Os contratos de Daniel Ricciardo e Max Verstappen são longos e interessantes, já que a equipe poderá ser a grande rival da Mercedes em 2017. Esperemos para ver. Enquanto isso não acontece, é difícil imaginar quem poderá ficar com essas vagas a partir de 2019, caso o australiano e/ou o holandês sigam outros rumos.


Scuderia Ferrari
5 - Sebastian Vettel
7 - Kimi Räikkönen
Pelo segundo ano seguido, a Ferrari era um dos principais alvos da Silly Season. Mas, antes mesmo dela começar a esquentar, Kimi Räikkönen foi confirmado para 2017, e melhor, semanas após a confirmação surgiram novos rumores de que o finlandês poderá ficar por mais um ano, vindo se aposentar apenas no fim de 2018. Já a permanência de Vettel após o fim do atual contrato entrou em xeque por Maurizio Arrivabene. Nada que possa preocupar o tetracampeão. Italiano gosta mesmo é de causar de vez em quando, e sabemos como a Ferrari ama ser assim.

Caso Alonso saia, Button retornará em 2018

McLaren Honda Formula 1 Team
14 - Fernando Alonso
47 - Stoffel Vandoorne
A quarta e última equipe que já tem sua dupla confirmada para 2017 é a McLaren. Sendo a performance do time de Woking o mais promissor para a próxima temporada, Stoffel Vandoorne poderá ter uma estreia dos sonhos em 2017. Seu grande talento, já apresentado em Sakhir, será um dos grandes atrativos do ano que vem, sobretudo ao ser comparado ao de um bicampeão da estirpe de Fernando Alonso. Após duas temporadas na sombra, o espanhol poderá em 2017 ter sua grande chance na McLaren, exatos dez anos após passar pela primeira vez pela equipe.

Wehrlein e Ocon já testaram pela Force India

Sahara Force India Formula One Team
11 - Sergio Pérez
27 - Nico Hülkenberg* / 94 - Pascal Wehrlein / 31 - Esteban Ocon
Depois de meses de especulação, Sergio Pérez acabou confirmando sua permanência na equipe indiana por mais um ano, tendo seus olhos voltados para uma vaga na Ferrari em 2018 ou 2019. As aposentadorias de Button e Massa, misturadas com a renovação do mexicano, colocaram a Renault em maus bocados em busca de um piloto para 2017. Mas este problema pode ter sua solução ainda na Force India.

A Autobild confirmou a ida de Nico Hülkenberg para o time de Enstone, sendo ele o primeiro piloto da equipe a partir do ano que vem, quando ainda estaria sob contrato da Force India. Caso o rumor se confirme, quem acabaria ganhando com a mudança, à curto prazo, seria o próprio time indiano, que receberia o dinheiro da multa além de ter dois jovens talentos para ocupar essa vaga.

Pascal Wehrlein seria o mais provável novo piloto da Force India, já que este se distanciou de uma das vagas da Williams. Porém, a equipe, que testou com o alemão e com seu companheiro de Manor, teria preferência por Esteban Ocon, sendo este, aos olhos do time, o mais talentoso, enquanto a alta cúpula da Mercedes prefere Wehrlein. Em ambos os casos, a Force India ganharia um bom desconto no preço dos motores alemães.


Williams Martini Racing
77 - Valtteri Bottas
    - Lance Stroll / Alex Lynn / 94 - Pascal Wehrlein / 12 - Felipe Nasr / 9 - Marcus Ericsson
Sequer Valtteri Bottas tem contrato assinado com a Williams para 2017, o que aumenta a quantidade de nomes em busca de uma vaga na equipe do "Tio Frank". De qualquer forma, o finlandês pediu que o novo contrato tivesse uma interessante cláusula: apenas Mercedes, Ferrari ou Red Bull poderiam tira-lo da equipe. Sua renovação parece certa.

Já no segundo cockpit do time britânico, Lance Stroll tem seu nome quase confirmado. A fortuna de seu pai, Lawrence Stroll, é um atrativo quase inegável para uma equipe que há tempos enfrenta problemas financeiros. Alex Lynn e Pascal Wehrlein perderam força na negociação.

Gasly é forte nome dentro da Red Bull

Scuderia Toro Rosso
55 - Carlos Sainz Jr
  - Pierre Gasly / 26 - Daniil Kvyat
Mesmo já tendo renovado com a equipe de Faenza, Carlos Sainz continuou a ser especulado em outras casas em 2017. Seu nome foi cotado, por exemplo, nas equipes Renault e Ferrari, mas, após longo período sem nenhuma novidade, acabou esfriando no mercado de pilotos dessa Silly Season. Já a segunda vaga na Toro Rosso ainda não está definida, com Kvyat lutando para se manter no grid da Fórmula 1.

É claro que o russo perdeu a motivação ao ser rebaixado, mas isso não o faz totalmente morto na briga por uma vaga na equipe. Sua confiança voltou no GP de Cingapura, quando o STR11 teve bom desempenho, e parte de sua antiga qualidade como piloto parece ter retornado após largar, com autoridade, duas vezes seguidas a frente de Sainz. Porém, Pierre Gasly continua sendo um nome que atormenta sua vaga. O francês é o atual vice-líder da GP2 e tem grande apoio interno da Red Bull. Esperemos para ver.


Sauber F1 Team
9 - Marcus Ericsson / 13 - Pastor Maldonado
12 - Felipe Nasr / 13 - Pastor Maldonado
Nenhum nome parece interessado nas vagas da equipe Sauber para 2017. Com a possibilidade de evolução após ser vendida, o time suíço parece ter tudo certo para manter Marcus Ericsson e Felipe Nasr pelo terceiro ano consecutivo. O brasileiro chegou a ser pintado na Renault, mas as negociações não se aprofundaram e parece mesmo que irá ficar por mais uma temporada na equipe. Já Ericsson, sem muitas portas abertas, deve ser figura carimbada no grid do próximo ano.

Pastor Maldonado (ele mesmo!) pode ter uma miníma chance de ficar com uma das vagas em 2017. Loucura minha? Deve ser, mas se não estou enganado, Nicolas Todt, empresário de Maldonado, foi visto nos boxes da Sauber num dos últimos fins de semana de GP. Pode ser impossível, mas seria interessante...


Haas F1 Team
8 - Romain Grosjean
21 - Esteban Gutiérrez
Outra equipe que não tem nenhum de seus pilotos confirmados para 2017 é a Haas. O time norte-americano tem tudo para manter Romain Grosjean por mais um ano, mas a vaga de Esteban Gutiérrez permanece em pauta. Depois que Charles Leclerc foi descartado por Günther Steiner, que afirmou ter preferência por pilotos experientes, parece que veremos o mexicano sofrendo novamente com um carro que nunca estará à altura de seu talento.


Renault Sport Formula One Team
20 - Kevin Magnussen / 26 - Daniil Kvyat
30 - Jolyon Palmer / 27 - Nico Hülkenberg / 31 - Esteban Ocon / Oliver Rowland / 12 - Felipe Nasr
Renault, onde qualquer um poderá correr em 2017. Sendo o principal alvo da Silly Season, a equipe francesa ainda não confirmou sua dupla de pilotos para a próxima temporada, o que abre um imenso leque de nomes para ocuparem essas duas vagas, muitos destes estão longe de conseguirem alguma coisa, já outros parecem próximos de um acordo.

Jolyon Palmer deve estar de saída, especialmente após passar por uma temporada cheia de problemas, e sem conseguir cumprir as expectativas, pondendo nunca mais voltar à F1. Nico Hülkenberg se tornou forte nome para ocupar sua vaga após Sainz e Pérez não avançarem na negociação, a ponto da Autobild confirmar sua ida para a equipe francesa no próximo ano.

Ainda existem outros dois interessantes nomes que podem ganhar um lugarzinho no time. Kevin Magnussen ainda não está confirmado, mas é quase certo que deva ficar mais um tempo na Renault, enquanto Esteban Ocon, francês de berço e sangue, protegido da Mercedes e da Renault, fique encostado na Manor por mais um ano antes de embarcar, por um alto preço, no navio amarelo.

Além de Ocon, quem pode cavar um lugar já em 2017 é Daniil Kvyat, lembrando que a Renault fornecerá motores para a Toro Rosso na próximo temporada, e, tal como a Ferrari fez para que Gutiérrez entrasse na Haas, mas agora ao contrário, Helmut Marko poderia colocar o russo numa das vagas do time francês. Parece improvável, mas numa vaga na qual já foi cotado Sergey Sirotkin tudo é possível.


Manor Racing MRT
94 - Pascal Wehrlein / 88 - Rio Haryanto
31 - Esteban Ocon / Jordan King
Manter um piloto do programa de desenvolvimento da Mercedes deve ser crucial para a Manor em 2017, com quase toda certeza de que este nome fará dupla com Rio Haryanto. Com uma quantidade enorme de fãs na Indonésia, o terceiro piloto da equipe britânica não teve carisma suficiente para atrair novos adeptos em âmbito internacional, mas isso não deve atrapalhar no seu quase certo retorno ao grid. Depois de Alexander Rossi confirmar que ficará na Indy por mais um ano, Jordan King se tornou o segundo nome mais forte para ocupar uma das vagas.


quinta-feira, 17 de março de 2016

Pré-GP: Austrália 2016 - Um fantasma para ser espantado


A nova temporada se aproxima com o retorno de dois nomes que marcaram um dos melhores períodos da história da categoria: Renault e Haas.

Ambos os times retornam à Fórmula 1 na mesma era em que viveram seus primeiros dias, marcados por muitos fracassos em busca do grande prêmio: os franceses introduziram os turbos, mas não foram capazes de conquistar um título, enquanto os estadunidenses tinham um gigantesco projeto, nunca conseguindo fazer valer todos os grandes nomes que passaram pela equipe.

Os fantasmas das duas equipes ainda pairam pelo ar, mas apenas uma delas viverá este momento de horror. Enquanto a nova Haas é comandada por Gene, a antiga foi comandada por Carl, que apesar do mesmo sobrenome não tem nenhum parentesco, deixando todo o duro trabalho de enfrentar fantasmas passados para a Renault.

A marca francesa tinha tudo para conquistar títulos ainda na primeira metade da década de 80, mas a velocidade no desenvolvimento dos motores turbo das outras equipes foi estupenda, o que acabou superando todo o trabalho do time da Renault, que, no fim, saiu da categoria sem mostrar nenhum brilho durante toda a temporada de 1985. Curiosamente, o mesmo país que viu a Renault se despedir da Era Turbo, vê a Renault voltar a ele trinta e um anos depois.


Os franceses continuaram a fornecer motores, se tornando campeões na década de 90 já na época dos motores aspirados, o que impulsionou um brilhante e vitorioso retorno no século XXI. Sua segunda despedida foi melhor do que a primeira, apesar da pouca audiência dada na época.

Em 2016, com os espólios da Lotus, a Renault quer reescrever a história como equipe na Era Turbo, tendo um prazo de três anos para se desenvolver. Até lá, será impossível não lembrar-nos dos duros períodos de desenvolvimento com Jean-Pierre Jabouille na virada da década de 70 para 80.

Com aqueles anos de experiência conquistados a mais de 30 anos, a única grande lição que a Renault deve tirar de sua primeira passagem é: não desistir após a primeira tentativa.

Já o caso da antiga Haas é totalmente diferente, envolvendo os patrocinadores como os principais culpados pela saída após duas temporadas disputadas. Carl Haas já era um nome conhecido na América, tendo feito uma vitoriosa parceira com o ator Paul Newman para criar uma equipe na Indy. Os resultados agradaram, e a chegada da gigante Beatrice como patrocinadora colocou a Haas no rumo da Fórmula 1.

Como Jim Dutt, diretor da Beatrice, era amigo de Donald Peterson, diretor da Ford Motor Company, o ingresso de Carl Haas já estava basicamente comprado, especialmente com o grande objetivo de expandir a marca no âmbito internacional. 

Associando-se com um staff de se invejar, incluindo Teddy Mayer, Tyler Alexander, Neil Oatley e um jovem Ross Brawn, Carl Haas tinha tudo para estrear na Fórmula 1 no fim da temporada de 1985, algo que aconteceu com nada mais nada menos do que com um campeão mundial: o australiano Alan Jones. Mesmo assim, o início não foi bom.


O projeto que envolvia os motores turbo da Ford atrasou, com o fiasco do L4, fazendo Jones participar das últimas etapas sendo empurrado por um fraco motor Hart. O australiano sofreu em todas as provas, com exceção de uma.

Na estreia do Grande Prêmio da Austrália no calendário, Alan não queria fazer feio em casa, se beneficiando de um carro rápido nas ruas de Adelaide. Infelizmente, a alegria do campeão do mundo acabaria nas primeiras voltas, enquanto assumia a sexta colocação após enfrentar problemas na largada e cair para o último posto...

O velho chassis THL1 seria usado durante as primeiras etapas de 1986, ainda com o motor Hart, mas a chegada do THL2, programada para o GP de San Marino já com o V6t da Ford, animava toda a equipe.

O carro não era um desastre, pelo contrário, tinha um dos melhores chassis do grid. Em contrapartida, o motor era péssimo. Isso beneficiava a equipe em circuitos sinuosos, colocando Patrick Tambay em posições confortáveis no grid como o oitavo posto em Monte Carlo e no México além do sexto lugar na Hungria. Jones, que antes era a grande sensação, passara a ser mero figurante.

A falta de confiabilidade ousava tirar pontos precisos da dupla, que figurava o top six em certas ocasiões. O grande absurdo foi ver a Tambay e Jones andando entre Prost, Senna, Piquet e Mansell nas primeiras voltas do GP da Hungria, sendo que mais tarde não conquistariam sequer um ponto. Apesar da evolução evidente, o fim já estava encomendado desde o início da temporada, quando a KKR tomou o controle da Beatrice e rompeu o contrato com Carl Haas.


Mesmo no meio de tanta tristeza houveram surpresas, como os fantásticos desempenhos de Tambay e Jones nos GPs da Áustria e da Itália, curiosamente em circuitos velozes. O australiano chegou a estar numa posição que possibilitava um pódio antes de ser ultrapassado por Johansson em Österreichring, mas o quarto lugar ainda teve gosto de vitória, com Tambay terminando em quinto. Semanas depois, em Monza, o mesmo Jones tiraria um ponto do bolso após largar em décimo oitavo.

No último GP da Haas, logo na casa do campeão do mundo de 1980, os pontos voltam a ser possíveis. Porém, os problemas que Tambay sofria, impossibilitavam uma ajuda a um surpreendente Jones, que estava na oitava colocação após ultrapassar Philippe Streiff quando abandonou. O mesmo francês da Tyrrell completaria a penúltima volta em terceiro...

Agora, Gene Haas traz o nome de volta ao grid, com motores que realmente inspiram respeito e uma dupla tão interessante quanto aquela de 30 anos atrás... 

No fim, acredito que essa temporada que marca o retorno da Renault e a estreia da equipe norte-americana servirão mais para espantar fantasmas que envolvem seus nomes do que para conquistar resultados realmente grandiosos...

Começaremos a descobrir como eles poderão ir durante o ano a partir do próximo domingo, quando a 67º temporada da história irá ser iniciada. Até lá, vivemos de histórias para pensar no futuro...

Imagens tiradas do Google Imagens e www.facebook.com/RenaultSportFormulaOneTeam

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O que podemos concluir com a primeira semana de testes?


Este é um post de comentários sem ter, como objetivo principal, informar o público sobre os eventos que ocorreram nos testes.

Não é possível fechar um verdadeiro veredito acompanhando apenas a primeira semana de testes, porém eles podem servir para dar-nos uma noção mínima do que está por vim nesta temporada, e é sobre isso que falo hoje.

RESUMO DOS TESTES:

Nesses quatro dias que se passaram, a Fórmula 1 esteve no circuito de Montmeló para seus primeiros testes de pré-temporada na qual todas as equipes, menos a Sauber, já tinham seus carros novos e prontos para correrem. O primeiro dia foi movimentado, com todos acompanhando a chegada das novatas e o provável potencial da Ferrari e da Mercedes.


Sebastian Vettel foi o mais rápido, com Lewis Hamilton sendo apenas segundo colocado tendo 0.470s de diferença para o ferrarista. O tricampeão foi o que mais correu ao final do primeiro dia, 156 voltas, o dobro do alemão. Quem andou bem foi Jenson Button, marcando o sexto melhor tempo enquanto Jolyon Palmer era a decepção do dia ao terminar na última colocação.

Na manhã do dia 22, Max Verstappen enfrentou problemas que comprometeram seus tempos, já que o holandês foi o último colocado mesmo tendo rodado 121 voltas, enquanto Palmer voltaria às últimas posições depois de abandonar ainda no início da tarde. A Mercedes, agora de Nico Rosberg, foi novamente a que mais rodou, sendo 172 giros. O melhor momento do segundo dia foi a estreia dos pneus ultramacios, com Vettel voltando a ser o mais rápido e Ricciardo seguindo-o sendo 0.715s mais lento.


Pascal Werhlein foi ótimo com seu novo carro, conquistando o oitavo melhor tempo a frente de Alonso, Palmer e Verstappen. Em falar na McLaren, o espanhol foi um dos que mais rodou, treinando a confiabilidade do carro da mesma forma da Williams, Mercedes e Toro Rosso. No terceiro dia foi a vez da Force India de Nico Hülkenberg aparecer nos holofotes.

Com Kimi Räikkönen sofrendo problemas no início da manhã (Vettel quebrou no fim do dia anterior), a Renault de Kevin Magnussen surpreendeu após dois dias de problemas, com o dinamarquês marcando um tempo entre os primeiros e andando 111 vezes no circuito catalão. Para poupar seus pilotos a Mercedes decidiu revezar, o que resultou numa quantidade de voltas semelhante aos que já haviam sido marcados. Rosberg quinto, Hamilton oitavo.


Carlos Sainz Jr voltou a andar no seu belo Toro Rosso pintado de azul, passeando 161 vezes pelo circuito de Montmeló. Daniil Kvyat, Felipe Massa, Felipe Nasr e Rio Haryanto finalmente estrearam, com os brasileiros testando a confiabilidade de seus bólidos e com o indonésio rodando para causar uma bandeira vermelha. Depois de dois dias fracos, a Haas conseguiu resolver os problemas na asa para colocar Romain Grosjean na fantástica segunda colocação, fechando o dia por ali mesmo.

Hoje a Mercedes trouxe novos aparatos aerodinâmicos (um deles chamado carinhosamente de Bruce), o que mostra a superioridade da equipe alemã sobre os outros times que ainda testam a confiabilidade. Nessa último dia, Kimi Räikkönen começou cauteloso antes de pegar os pneus ultramacios e cravar o melhor tempo, que se concretizou no resto da tarde com o finlandês enfrentando problemas no radiador.


Também ajudado pelos novos compostos, Kvyat foi o segundo enquanto o jovem Alfonso Celis Jr, de pneus supermacios, conquistou um surpreendente terceiro posto, ultrapassando Kevin Magnussen que enfrentou problemas na parte final do dia. Mesmo assim, a Renault teve um 25 de fevereiro produtivo em busca de confiabilidade. Verstappen e Nasr fecharam em quinto e sexto, ambos ultrapassando a casa de 110 voltas rodadas.

Em busca de quilometragem, a Mercedes viu seus pilotos serem sétimo e oitavo colocados ao fim do dia, com Felipe Massa seguindo-os. Quem voltou a andar bem foi Esteban Gutiérrez que, apesar do décimo tempo, fez várias voltas com o novo carro da Haas. Por último, Haryanto rodou pela segunda vez em dois dias, dessa vez acabando no muro de pneus, e Alonso não conseguiu marcar tempos...


O QUE PODEMOS CONCLUIR?

Primeiramente gostaria de dar ênfase que não há uma conclusão completa formada apenas depois da primeira semana de testes, porém é possível já ter uma miníma noção do que pode vim pelo ano. A Mercedes está um passo na frente das outras equipes, isso, para mim, ficou óbvio ao fim desses quatro dias rodando o equivalente a mais de 10 GPs da Espanha sem nenhum problema ou decepção enfrentado pela equipe, porém, para sabermos o verdadeiro potencial da nova Flecha de Prata, deveremos esperar até semana que vem..

A Ferrari, como no ano passado, veio forte logo na primeira semana de testes, o que por um lado é meio que um blefe. Quando Vettel tentou um longo stint o carro acabou quebrando, enquanto Räikkönen enfrentou problemas na manhã do dia 3 e na tarde do dia 4. Se é para evoluir, um dos quesitos que mais faltou na equipe italiana até agora é confiabilidade. Porém acredito que eles possam crescer ainda mais na próxima semana.


A Williams não fez muito em Montmeló, focando mais nos testes de confiabilidade do que nos tempos, porém Felipe Massa fez algumas críticas sobre esse fraco último dia. Acredito que pouco mudará em relação á 2015, já que a equipe tem um carro quase que idêntico, pelo menos esteticamente, ao do ano passado. O único grande problema que poderá ser enfrentado é uma provável melhora da Red Bull.

A equipe austríaca também não teve tanto destaque, mas Ricciardo foi segundo colocado no dia 2 e Kvyat também terminou na segunda posição ao fim do último dia, o que mostra que a equipe tem um carro em boas condições. O motor até agora não abriu o bico, mostrando que o trabalho da TAG Heuer já vem surtindo efeito.


Já a Force India fez o absurdo de colocar um jovem Alfonso Celis Jr no lugar de sua dupla titular, o que faz eles perderem ainda mais tempo de testes. Quando pegaram o carro, Pérez e Hülkenberg foram bem, inclusive com o alemão liderando o terceiro dia, porém será extremamente importante anotarem pontos no início da temporada, já que a equipe enfrenta problemas financeiros desde o ano passado e isso vem piorando a cada mês que se passa.

Se tem uma equipe que me chamou atenção foi a Toro Rosso, correndo com um lindo carro azul que andou muito bem tanto com Carlos Sainz Jr como com Max Verstappen, que só enfrentou problemas na manhã do segundo dia. Foram ótimas 447 voltas rodadas, deixando o time italiano atrás apenas da Mercedes, o que mostra que a Toro Rosso tem um carro mais confiável do que o do ano passado e talvez mais rápido, já que agora são empurrados com motores Ferrari. Esperemos pela pintura oficial.


A estreante Renault enfrentou problemas nos quatro dias, mais profundamente com Jolyon Palmer, que foi o piloto que menos rodou nessa primeira semana. Com a entrada de Kevin Magnussen no carro, parece que o R.S.16 tem certo potencial para disputar pelas primeiras posições, mas, infelizmente, os tempos marcados na pré-temporada só servem de mera especulação. A grande deficiência da Renault continua sendo o seu motor...

A Sauber acabou correndo com o carro antigo, o que acaba destruindo a chance de se especular sobre seu real potencial. Mas quem sabe, com a ótima captação de informações por parte de Nasr e Ericsson eles possam fazer um bólido melhor do que esperamos. Quem realmente andou bem foi a Manor, com seu MRT05 pintado com as cores da Spirit (1983), ou da Pepsi para alguns, ou até mesmo daquelas borrachas que usamos na escola para outros...


Pascal Wehrlein foi muito bem, além de elogiar o carro e dizer que pontos são possíveis já na estreia em Melbourne. Enquanto isso, Rio Haryanto vem cumprindo as expectativas de muitos: rodou duas vezes em dois dias. Algo que gostaria de destacar sobre a Manor foi dita por um de seus diretores: "Nós nunca vamos ser uma equipe grande - nós não queremos ser uma equipe grande". Que ótimo! Uma nova Minardi para torcermos...

Quem foi destaque apenas por ser novata foi a Haas, que, além de perder o bico em plena reta no primeiro dia, teve como melhor momento o segundo lugar conquistado por Romain Grosjean no terceiro dia. Alguns problemas normais de serem enfrentados por estreantes aconteceram, mas isso não diminuiu as expectativas da equipe e menos ainda as expectativas do paddock, já que Franz Tost, chefe da Toro Rosso, espera por um briga direta com a equipe americana.


No fim, a McLaren andou menos do que a Haas, com Fernando Alonso dando apenas três voltas no último dia antes de enfrentar problemas. Se bobear, até a Renault vai conseguir superar a equipe de Woking em 2016. A demissão tardia de Yasuhisa Arai do comando da Honda mostra o caos que deve estar dentro da montadora japonesa. Lamentável...

Para terminar, quero deixar claro que muito disso poderá ser considerado mera especulação, mas se existe alguma coisa que podemos concluir sobre essa primeira semana, eu acabei de comentar com vocês. Obrigado por ler!

Imagens tiradas da página da FIA

domingo, 21 de fevereiro de 2016

LANÇAMENTO: Haas Ferrari


A Haas prometeu que entrará forte em 2016, e com uma interessante dupla formada por Romain Grosjean e Esteban Gutierrez, pontos podem ser possíveis durante todas as 21 etapas programadas. O VF-16 foi revelado há pouco, com uma surpreendente pintura que mistura branco e preto com alguns detalhes em vermelho.

Mais algumas imagens:

Imagens tiradas do Twitter da Haas.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Notícia: Grosjean na Haas


Se foi uma ótima escolha feita pelo francês veremos, mas a escolha feita pelos estadunidenses foi ótima, especialmente por se tratar de um jovem talento que ainda quer mostrar que não deve ser mais lembrado pelos seus acidentes. De qualquer modo, agora é esperar pelo anúncio do segundo piloto, que poderá ser Vergne ou Gutiérrez.

E eu já comecei acertando nas minhas previsões...

Imagens tiradas do Google Imagens

domingo, 27 de setembro de 2015

Minha Opinião: As Duplas de 2016


Com as últimas notícias, finalmente cheguei ao ponto de fazer um post sobre as prováveis duplas de 2016. Vejam, logo abaixo, a minha lista enquanto aproveito para perguntar: E o grid de vocês? Como deverá ficar? Espero que gostem:

Mercedes AMG Petronas F1 Team:
44 - Lewis Hamilton
6 - Nico Rosberg
A dupla já foi confirmada há tempos, e o que podemos esperar, no máximo, é uma recuperação de Rosberg para que ele volte a animar a disputa pelo título. Para 2016, se espera outro grande pulo da equipe alemã, que agora vai ficar mais preocupada com a Ferrari, que evoluiu muito desde o fim de 2014 e continua evoluindo.


Scuderia Ferrari:
5 - Sebastian Vettel
7 - Kimi Räikkönen
A Ferrari era o alvo da Silly Season, com especulações envolvendo Bottas no lugar de Räikkönen que se aposentaria. Mas como nada disso foi confirmado, a equipe italiana foi na onda dos pedidos de Vettel e manteve o finlandês, que precisará mostrar serviço na próxima temporada, para nos alegrar numa provável batalha interna ou até mesmo contra as Mercedes, o que seria ótimo.


Williams Martini Racing:
77 - Valtteri Bottas
19 - Felipe Massa
A dupla mais cornetada pelos brasileiros continuará a mesma para 2016. O maior desafio da Williams será, primeiro, melhorar seu trabalho nos boxes, e, segundo, ter um carro que ande melhor em pistas sinuosas como Mônaco, Hungaroring e Marina Bay. Na melhor das hipóteses, pode até disputar com a Ferrari.


Infiniti Red Bull Racing
3 - Daniel Ricciardo
26 - Daniil Kvyat
Tenho dó da dupla, que pode ficar a pé no meio de críticas que sua equipe vem sofrendo não arranjando um bom motor, pelo menos em condições, para 2016. A conversa com a Mercedes era boa, mas segundo Lauda, eles não voltaram depois das primeiras negociações. Agora, com a Ferrari, a Red Bull quer receber o mesmo motor da equipe de Maranello... um absurdo, para os italianos...

Sahara Force India F1 Team:
27 - Nico Hülkenberg
11 - Sergio Pérez
Uma das minhas duplas preferidas se manterá a mesma no ano que vem. Segundo o próprio Mallya, o objetivo maior da equipe será ingressar no pelotão da frente em 2017, já que haverá uma grande mudança nas regras. Só falo isto: Torço.


Lotus F1 Team:
13 - Pastor Maldonado
     - Jolyon Palmer / Esteban Ocon / Oliver Rowland
Apenas o MITO das alegrias da atualidade está confirmado, e por isso se abrem algumas possibilidades de quem poderá ocupar a segunda vaga, que certamente não será de Grosjean. Lembrando que a equipe se tornará Renault em 2016, o que pode afetar na contratação de um outro piloto, e até mesmo na vaga de Maldonado. Mas no momento, muito se fala de Jolyon Palmer, que é o terceiro piloto, e Esteban Ocon, que corre na GP3. Quero ainda avisar de uma mínima chance de Oliver Rowland compor o futuro time francês no ano que vem.


Scuderia Toro Rosso:
33 - Max Verstappen
55 - Carlos Sainz Jr
Ainda não vimos a confirmação do companheiro de Max Verstappen, mas tudo indica é a continuação de Carlos Sainz Jr na equipe, que também vem fazendo ótimo trabalho. 

Sauber F1 Team:
12 - Felipe Nasr
9 - Marcus Ericsson
Nenhuma novidade. Só esperamos que o carro seja bem nascido em 2016, para que possamos ver Nasr e Ericsson tendo condições de pontos mais regularmente.


McLaren Honda:
14 - Fernando Alonso
22 - Jenson Button
Acabou o mimimi depois de Ron Dennis anunciar a continuação de Jenson Button com a equipe de Woking em 2016. Mesmo assim, já dou alguns chutes para um futuro não muito longe de uma dupla composta de Alonso e Vandoorne, ou até mesmo de Vandoorne com Magnussen, que também mostrou ter talento em 2014.


Manor Marussia F1 Team:
     - Pascal Wehrlein 
28 - Will Stevens / 98 - Roberto Merhi / 53 - Alexander Rossi
Com o anúncio de Lauda, a Mercedes fornecerá motores para a Manor em 2016, o que poderá abrir uma boa porta para o talentoso alemão Pascal Wehrlein, que conseguiu a façanha de marcar tempos à bordo de uma Force India e de uma Mercedes no mesmo dia na pré-temporada. Com isso, a disputa por ser o segundo piloto esquentou, com Stevens tendo mais chances graças ao dinheiro, mas, caso o que contasse para a Manor fosse o talento, a disputa estaria entre Rossi e Merhi.


Haas F1 Team:
8 - Romain Grosjean
21 - Esteban Gutierrez / 25 - Jean-Éric Vergne
Com Grosjean fora da Lotus, a maior porta que se abriu em 2016 foi na Haas, que anunciará seus pilotos nesta terça, ás 11 horas. A disputa mais quente durante esse tempo todo será entre Esteban e Jean-Éric, que já estiveram na Fórmula 1, com o francês conseguindo resultados mais expressivos do que o mexicano, que terá o dinheiro ao seu lado.

Para terminar o post, quero adicionar outros nomes que poderão fazer parte da Fórmula 1 até 2019: Felix Rosenqvist, Luca Ghiotto, Antonio Giovinazzi, Charles Leclerc, Sergio Sette Camara, Marvin Kirchhöfer, Emil Bernstorff, Sergey Sirotkin, Rio Haryanto, Mitch Evans e Raffaele Marciello. Esses são nomes que eu guardarei para o futuro, pois, quem sabe, possam chegar na Fórmula 1 em breve.

Imagens tiradas do Google Imagens