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sábado, 21 de maio de 2016

TOP 10 - Pilotos mais velhos a vencer na F1


Muitos criticam o que a Fórmula 1 se tornou, em termos de idade de seus protagonistas, nos últimos anos. Já se foi a época na qual os pilotos tinham de passar por todos os degraus do automobilismo até chegar ao topo, ganhando anos e mais anos de suas vidas com experiência nas categorias de base. Apesar de ser vista, por muitos, como algo negativo, essa juventude que invadiu a F1 nas últimas décadas é um sinal de evolução.

Quando o campeonato foi criado, os únicos nomes que desfilavam nos autódromos pelo mundo eram de ex-consagrados dos tempos pré-Guerra, sendo eles os responsáveis por criar toda uma nova geração de pilotos oriundos de uma dura sobrevivência na II Guerra Mundial. Nas décadas seguintes criou-se um ciclo, na qual uma geração leva a outra na medida do envelhecimento dos ases.

O consequente aumento de velocidade dos carros, entre outros fatores, levaram os pilotos a se aposentarem mais cedo, e, assim, novas gerações conseguiram surgir com maior facilidade. Em cerca de vinte anos, a idade média de pilotos com sucesso a estrear na Fórmula 1 caiu substancialmente: Nigel Mansell começou aos 27, Stefan Bellof aos 26, Alain Prost e Ayrton Senna aos 24, enquanto Kimi Räikkönen e Jenson Button estrearam aos 20 anos de idade e Fernando Alonso aos 19. Entre eles, Michael Schumacher, que em 1991 tinha 22 anos.

Quando a barreira dos 18 anos parecia inquebrável, eis que a Toro Rosso anunciou a contratação de um menino de apenas 16 anos. Max Verstappen só estrearia em 2015, já aos 17, mais ainda muito criticado pela falta de experiência, tal como foi com Räikkönen em 2001.

Apenas um ano depois, o jovem holandês se tornaria o mais jovem piloto a vencer na Fórmula 1, com 18 anos, 7 meses e 15 dias...

Os tempo passou rápido, mas, mesmo com essa onda jovial que atinge a categoria, não devemos nos esquecer dos heróis do passado que fizeram a Fórmula 1 ser o que ela é. Sem nomes como Tazio Nuvolari, Jean-Pierre Wimille, Juan Manuel Fangio, Luigi Fagioli, Piero Taruffi, Felice Bonetto e Giuseppe Farina, ela não seria a mesma. E para lembrar dos "velhotes", que tal ver uma lista dos mais "experientes" pilotos a vencer na Fórmula 1?

10º lugar: Clay REGAZZONI - 39 anos, 10 meses e 9 dias
Quando o segundo piloto conquistou o direito do primeiro

Com 39 anos de idade, Clay Regazzoni ainda tentava se reerguer após sua cabisbaixa saída da Ferrari em 1976. Após passar por Ensign e Shadow, o suiço chegou a Williams com o status de segundo piloto, tendo a grande missão de ajudar Alan Jones a conquistar a primeira vitória do time britânico. No fim, foi ele próprio que acabou por dar essa alegria para Frank Williams, vencendo o GP da Grã-Bretanha de 1979 com 39 anos, 10 meses e 9 dias.

9º lugar: Graham HILL - 40 anos, 3 meses e 3 dias
Ah... o Mônaco...

Graham Hill ainda era o atual campeão quando conseguiu vencer o GP de Mônaco de 1969 com 40 anos, 3 meses e 3 dias. Após largar em quarto, o bicampeão precisaria apenas ultrapassar Jean-Pierre Beltoise, sendo o maior beneficiado dos abandonos de Chris Amon e Jackie Stewart. Ao fim das 80 voltas, Hill havia vencido pela quinta e última vez no principado. Haveria lugar melhor para o Mister Monaco conquistar sua última vitória?

8º lugar: Maurice TRINTIGNANT - 40 anos, 6 meses e 18 dias
Na base da experiência, Trintignant deu show em cima de Ferraris e Vanwalls

Após largar em quinto no GP de Mônaco de 1958, a vitória parecia distante do experiente francês, já com seus 40 anos. A bordo de seu revolucionário Cooper com motor traseiro, Maurice Trintignant resistiu aos inúmeros problemas, que sempre marcavam os GPs de Mônaco na época, na base da experiência. Num fim-de-semana na qual Bernie Ecclestone se tornou um PILOTO de F1, Trintignant escreveria seu nome na história após superar os poderosos bólidos da Ferrari e da Vanwall.

7º lugar: Nigel MANSELL - 41 anos, 3 meses e 5 dias
O último rugido do Leão

Pela primeira vez desde 1958, a Fórmula 1 não tinha nenhum campeão mundial no grid, e, para solucionar o problema, a Williams decidiu chamar um velho conhecido do público para melhorar a imagem da categoria: Nigel Mansell, campeão da temporada de 1992. O Leão, claramente, não tinha mais condições físicas para vencer uma corrida, mas não seria preciso muito para que o britânico voltasse a escrever seu nome na história. Quando Schumacher e Hill bateram, o caminho ficou livre para que Mansell vencesse o GP da Austrália de 1994.

6º lugar: Sam HANKS - 42 anos, 10 meses e 17 dias
Após tentar 12 vezes sem sucesso, a vitória finalmente veio em 1957

Existem suspeitas de que Hanks é um parente distante de Abraham Lincoln, e que ele ainda seja o único piloto a participar da Indy 500 antes de 1939, servir na II Guerra e voltar a correr nas 500 Milhas nas décadas de 40 e 50. Todo seu sacrífico de participar 13 vezes de uma das provas mais importantes do automobilismo foi recompensado na edição de 1957, quando, com 42 anos, 10 meses e 17 dias, venceu a prova. 

5º lugar: Jack BRABHAM - 43 anos, 11 meses e 5 dias
Nas últimas, Brabham teve uma participação meteórica em 1970

Já consagrado com três títulos na Fórmula 1, Jack Brabham não tinha muito mais para ganhar em 1970, já com seus 43 anos. Mesmo assim, quando seu novo bólido, o BT33, mostrou ser "bem-nascido", Black Jack não perdeu a chance de conquistar mais uma vitória que colocava seu nome no hall dos pilotos mais velhos a vencerem na categoria. Assim, Jack Brabham venceu o GP da África do Sul de 1970 com 43 anos, 11 meses e 5 dias, e quase melhorou seu recorde em Mônaco, quando perdeu, na última volta, a vitória para Jochen Rindt.

4º lugar: Piero TARUFFI - 45 anos, 7 meses e 6 dias
Tempos em que um Fórmula 1 era na verdade um Fórmula 2

Com cabelos claros, nada parecia parar Piero Taruffi. Depois de dividir o carro com Juan Manuel Fangio no GP da Itália de 1950 e se tornar um piloto da jovem Scuderia Ferrari, Taruffi atingiu o pico de sua carreira na abertura da temporada de 1952 da Fórmula 1. Em Bremgarten, a Raposa de Prata não tinha a presença de Alberto Ascari para se preocupar, tomando a ponta logo após o abandono de Giuseppe Farina e resistindo às perigosas 62 voltas da prova. Com 45 anos, 7 meses e 6 dias, Piero Taruffi venceu o GP da Suiça de 1952.

3º lugar: Juan Manuel FANGIO - 46 anos, 1 mês e 11 dias
O último show do Maestro

Quem disse que é impossível dar show aos 40? Juan Manuel Fangio provou o contrário em 1957, quando, com uma estupenda vitória em Nordschleife, conquistou seu quinto e último título. Com uma ousada estratégia de uma parada para reabastecimento e troca de pneus, o argentino era obrigado a tomar a ponta logo na largada, algo que acabou não conseguindo. Para piorar, Fangio perdeu três voltas atrás de Collins e Hawthorn. Quando parou, os mecânicos da Maserati trabalharam da maneira mais rápida possível, mas nada capaz de evitar que Fangio ficasse 45s atrás dos lideres.

Há 10 voltas do fim, o argentino iniciou a mais espetacular recuperação da história da Fórmula 1, tirando cerca de 10s por volta de Hawthorn e Collins e cravando voltas cerca de 8s mais rápidas do que seu tempo de pole. Restando apenas dois giros, os britânicos já estavam na alça de mira do argentino, que efetuou as ultrapassagens para seguir seu caminho até a vitória. Assim, Juan Manuel Fangio venceu o GP da Alemanha de 1957 com 46 anos.

2º lugar: Giuseppe FARINA - 46 anos, 9 meses e 3 dias
Farina conseguiu colocar mais de 1 minuto sobre Fangio

Quarenta e um inscritos com 34 pilotos partindo no momento da largada. O GP da Alemanha de 1953 é definitivamente um recordista em número de participantes, mas será que é só apenas nesse quesito que a prova se destaca? Já com uma mão na taça, Alberto Ascari enfrentou problemas quando era líder, dando ao jovem Mike Hawthorn a ponta enquanto Farina e Fangio batalhavam pelo segundo posto.

Tão talentoso quanto o argentino, Farina, mesmo alguns anos mais velho, surpreendentemente derrotou Fangio. E depois que Hawthorn enfrentou problemas, nada pode atrapalhar o "velhote" italiano de vencer aos 46 anos de idade, se tornando o mais velho piloto a vencer sozinho um Grande Prêmio de Fórmula 1. E tudo isso colocando mais de 1 minuto sobre Fangio...

1º lugar: Luigi FAGIOLI - 53 anos e 22 dias
Com o #8...

Fagioli é talvez o piloto que, com mais desgosto, conquistou a vitória de toda a nossa lista. Na terceira fila com seu sétimo posto conquistado nos treinos, Luigi tinha a dura missão de ajudar Fangio e Farina a superar os carros da Ferrari, sendo o piloto mais velho do trio mais experiente da história da Fórmula 1. Para piorar as coisas, Fagioli caiu para nono na largada, mas, com um equipamento superior, logo se recuperou.

Após Ascari quebrar, Juan Manuel Fangio assumiu a ponta, enquanto o experiente italiano pressionava José Froilán González na disputa pelo quarto lugar. Porém, o imprevisto aconteceu e Fangio começou a ter problemas em seu bólido de número #4, sendo obrigado a fazer uma parada de emergência. Mesmo com Farina na liderança, a Alfa Romeo não se contentou em ver Fagioli tomar o terceiro posto de González, e chamou o italiano para a parada.

Nos boxes, um inconformado e furioso italiano saia de seu carro número #8 para a entrada do Maestro. Luigi ainda poderia tomar o bólido do argentino, mas, enquanto o mesmo apresentasse problemas, não poderia ir para pista. Resultado? Fagioli voltou 20 voltas atrás do líder, na última posição.

E com o #4...

Se beneficiando dos problemas enfrentados pelos bólidos ferraristas e pelo companheiro Nino Farina, Juan Manuel Fangio conseguiu tomar a ponta e vencer a prova, assumindo a liderança do campeonato de pilotos. Enquanto isso, Fagioli terminaria a prova na 11º e última colocação, mais de 20 voltas atrás do argentino.

Mesmo furioso com o resultado, Luigi Fagioli havia entrado para a história como o piloto mais velho a vencer uma corrida de Fórmula 1, aos 53 anos e 22 dias...

O resistente italiano morreria pouco mais de um ano depois, após se acidentar num treino com carros de turismo.

Imagens tiradas do Google Imagens e F1-History.deviantart.com

sábado, 12 de dezembro de 2015

GP Memorável 62# - EUA 1959


Depois do cancelamento do GP do Marrocos, que seria realizado em outubro, a Fórmula 1 só retornou depois de quase três meses entre os GPs da Itália e dos EUA. O ano que acabaria se tornando o único a não ter nenhum campeão participando das provas, chegara a sua última etapa, em Sebring, na Flórida com três pilotos disputando o título, algo inédito até então.

Tony Brooks havia sofrido uma quebra em Monza, e por isso acabara perdendo a segunda colocação na tabela de pilotos para Stirling Moss, que era o mais próximo de ameaçar Jack Brabham na batalha pelo título nos EUA. Para ser campeão, o australiano precisava ser primeiro ou segundo com Moss atrás dele, sendo possível também uma terceira colocação, mas com a volta mais rápida (que valia pontos) enquanto o britânico era segundo. Caso abandonasse, Jack ainda poderia ser campeão com Brooks em segundo e Moss em terceiro.

Já o piloto de Rob Walker precisava de uma vitória, mas ainda com chances caso terminasse em segundo com Jack Brabham atrás dele e Brooks não marcando a volta mais rápida. Já para o britânico de Maranello, a situação era mais difícil, com ele precisando de uma vitória com a volta mais rápida e Brabham fora do segundo posto...


O sonho de Alec Ulmann se tornava realidade com 19 pilotos se inscrevendo para o primeiro Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1. Seis desses bravos homens eram estadunidenses, o que deixava Ulmann ainda mais orgulhoso do evento. Sem nenhum campeão na pista, o carro número acabou ficando para Rodger Ward, vencedor das 500 Milhas naquele ano, com seus Kurtis Kraft-Offy.

Existe uma historieta interessante sobre a entrada do estadunidense no GP. Ulmann, louco para chamar pilotos de casa para a corrida, ligou para o campeão e ofereceu uma vaga na prova e um pouco de dinheiro, algo inegável para alguém como Ward. Em sua autobiografia, John Cooper conta: Na noite anterior dos treinos livres, John Cooper e seus pilotos encontraram com Rodger no hotel, que disse que estava no GP para correr com um carro de pista de terra.

Jack Brabham perguntou atônito: "No Grande Prêmio?"

Ward respondeu: "Claro. E vocês terão uma surpresa os esperando! Porque, vou joga-los para fora da pista em todas as curvas!"

O estadunidense continuou: "... Eu sei que isso (seu carro) pode fazer uma curva mais rapidamente do que qualquer outro carro esporte que vocês tem na Europa. Vocês podem ser mais rápidos nas retas, mas quando se trata de curvas vocês não terão chance. Sebring tem várias curvas, não é?"


Para a surpresa dos europeus, o carro de Rodger estava dentro das especificações e iria correr, mas durante a primeira volta dos treinos, era visível a semelhante velocidade dos carros com motor traseiro da Cooper com o de motor dianteiro da Kurtis Kraft. Depois disso, Ward foi conversar com a equipe britânica: "Eu preciso falar a você. Esses buggies europeus sem dúvida fazem curvas rápidas!".

Com um carro fraco, Ward estaria ali apenas para fazer número, saindo da última colocação do grid. Lá na frente, Stirling Moss havia marcado a pole position com um tempo de 3:00.0, seguido por Jack Brabham e Tony Brooks numa configuração de grid 3-2-3. De uma hora para outra, o terceiro lugar foi herdade por Harry Schell, o que causou um grande furor nos boxes da Ferrari que reclamaram do feito do estadunidense que havia, misteriosamente, perdido seis segundos de seu tempo. O feito, mais tarde, foi descoberto ao saberem que Shell havia cortado a pista, herdando a primeira fila de maneira irregular.


Os protestos foram em vão, com Harry Schell e seu Cooper a saírem da primeira fila. Fechando o grid estavam Maurice Trintignant em quinto, Wolfgang von Trips em sexto, Cliff Allison em sétimo, Phil Hill em oitavo, Innes Ireland em nono, Bruce McLaren em décimo, Roi Salvadori em décimo primeiro, Alan Stacey em décimo segundo, Bob Said em décimo terceiro, Alessandro de Tomaso em décimo quarto, George Constantine em décimo quinto, Harry Blanchard em décimo sexto, Fritz d'Orey em décimo sétimo, Phil Cade em décimo oitavo e Rodger Ward em último.

Na largada, Moss e Brabham pulam na frente, com Schell caindo para o nono posto e Bruce McLaren, se beneficiando da confusão no acidente entre von Trips e Brooks, companheiros de Ferrari que se tocaram na primeira curva (o que afundava as chances de título do britânico), pulando para a terceira colocação.


Hill era quarto para a alegria dos norte-americanos, mas por pouco tempo, já que Ireland e Allison ultrapassariam-o. Lá atrás, Brooks agora tentaria remar a partir da décima quinta colocação para conquistar alguma posição honrosa mesmo sabendo que suas chances de título se esvaziaram. Ward havia assumido a décima quarta posição e vinha fazendo prova consistente. O único brasileiro na prova, Fritz d'Orey, era o décimo segundo.


Stirling Moss abria muito em relação á Jack Brabham, mas na volta cinco viu seu câmbio quebrar e suas chances de título mais uma vez acabarem. Brooks foi para o nono posto depois de passar por d'Orey, Schell, Constantine, Ward e de Tomaso. Lá na frente, o ferrarista Cliff Allison tomava a terceiro colocação sendo fortemente ameaçado por Wolfgang von Trips e Maurice Trintignant.

Com problemas no clutch, o britânico começa a perder desempenho caindo para a quinta colocação. Tony Brooks, que também já havia passado por Roi Salvadori, agora tinha na mira seu companheiro de equipe, que não dificultou a passagem do compatriota. von Trips batalhava bravamente para se manter na terceira colocação, mas a superioridade dos carros de motor traseiro da Cooper colocaram o experiente Trintignant no pódio.


Jack Brabham começa a ter problemas mecânicos em seu Cooper, mas seu leal companheiro Bruce McLaren se mantém como escudeiro na segunda colocação. Depois da grande burrada que havia feito, Wolfgang von Trips se via na frente de Tony Brooks, que pouco tinha chances de superar o companheiro a não ser que um problema o assolasse, coisa que aconteceu. Brooks quarto.

Há um pouco mais de 500 metros da linha de chegada, na última volta, Jack Brabham vê seu Cooper começar a parar, sem combustível, o que faz a equipe se contorcer de dor depois de ter avisado o australiano que deveria ter enchido mais o tanque. Companheiro, escudeiro e amigo fiel, Bruce McLaren começa a diminuir também para tentar ajudar Brabham, que sinaliza como louco, balançando os braços e a cabeça para que McLaren voltasse a acelerar para vencer a prova.

"And there comes the CHAMPION!!"

Trintignant estava muito próximo do jovem Bruce, que conseguiu se safar e terminar na primeira colocação há meros 0.6s do francês. Mesmo cansado, Jack pula de seu Cooper e começa a empurra-lo para a linha de chegada, mas antes perdendo o pódio para Brooks que se safou por cerca de 1 minuto e 57 segundos em relação ao australiano que conseguiu o quarto lugar de maneira fantástica.

E depois de 23 anos, o mundo voltava a ver um carro com motor traseiro ganhando um campeonato, agora com o Cooper de Jack Brabham depois da Auto Union de Bernd Rosemyer. A alegria era enorme nos boxes de John Cooper, que acreditou no projeto ao lado de seus dois pilotos que fizeram uma fantástica temporada.

Brabham foi campeão, mas o vencedor da prova foi Bruce McLaren, o mais jovem piloto da história da categoria a vencer uma prova oficial, aos 22 anos e 104 dias, feito que só foi superado duas vezes, uma por Alonso em 2003 e outra por Vettel em 2008. O neozelandês, mesmo recebendo uma coroa de laranjas, tinha o que comemorar ao beijar a Miss Sebring...


RESULTADOS:

  1. 9 - NZE - Bruce McLaren - Cooper Car Company- Cooper Climax - 2:12:35.7 - 8pts
  2. 6 - FRA - Maurice Trintignant - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - +06s - 7pts
  3. 2 - GBR - Tony Brooks - Scuderia Ferrari - Ferrari - +3:00.9s - 4pts
  4. 8 - AUS - Jack Brabham - Cooper Car Company - Cooper Climax - +4:57.3s - 3pts
  5. 10 - GBR - Innes Ireland - Team Lotus - Lotus Climax - +3 Voltas - 2pts
  6. 4 - ALE - Wolfgang von Trips - Scuderia Ferrari - Ferrari - Motor
  7. 17 - EUA - Harry Blanchard - Blanchard Automobile Co. - Porsche - 4 Voltas
  8. 3 - GBR - Cliff Allison - Scuderia Ferrari - Ferrari - Embreagem - OUT
  9. 12 - GBR - Roi Salvadori - High Efficiency Motors - Cooper Maserati - Transmissão - OUT
  10. 1 - EUA - Rodger Ward - Leader Cards Inc. - Kurtis Kraft Offenhauser - Embreagem - OUT
  11. 14 - ARG - Alejandro de Tomaso - OSCA Automobili - Cooper OSCA - Freios - OUT
  12. 5 - EUA - Phil Hill - Scuderia Ferrari - Ferrari - Embreagem - OUT
  13. 15 - BRA - Fritz d'Orey - Camoradi USA - Tec-Mec Maserati - Vazamento de Óleo - OUT
  14. 7 - GBR - Stirling Moss - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - Transmissão - OUT
  15. 19 - EUA - Harry Schell - Ecurie Bleue - Cooper Climax - Embreagem - OUT
  16. 16- EUA- George Constantine - Taylor-Crawley Racing Team - Cooper Borgward - Superaquecimento-OUT
  17. 11 - GBR - Alan Stacey - Team Lotus - Lotus Climax - Embreagem - OUT
  18. 18 - EUA - Bob Said - Connaught Cars-Paul Emery - Connaught Alta - Acidente - OUT
  19. 22 - EUA - Phil Cade - Phil Cade - Maserati - DNS
Volta Mais Rápida: Maurice Trintignant - 3:05.0 - Volta 39

Curiosidades: 
- 84º GP
- 1º Vitória de Bruce McLaren
- Vitória Mais Jovem da História
- 1º e Única Melhor Volta de Maurice Trintignant
- 7º Vitória da Cooper
- 7º Vitória do Motor Climax
- 1º Título de Jack Brabham
- Última Corrida Até o GP de Mônaco de 1994 Sem Nenhum Campeão


  • MELHOR PILOTO: Bruce McLaren / Tony Brooks
  • SORTUDO: Jack Brabham
  • AZARADO: Stirling Moss / Tony Brooks
  • A HONRA: Bruce McLaren
Brooks foi o melhor piloto e poderia ter levado o título caso não tivesse o azar de ser atingido por von Trips, enquanto Moss novamente perdeu a chance de ser campeão, agora por problemas em seu próprio carro. Brabham teve sorte em ver seus dois rivais terem problemas, pois, quem sabe, poderia ter perdido o título por falta de combustível. E por último, o mais honroso dos prêmios vai para Bruce McLaren, que mostrou como os mais jovens respeitavam os mais velhos antigamente, sendo fiel ao seu companheiro de equipe.


Campeonato de Pilotos:
  1. AUS - Jack Brabham - Cooper Car Company - Cooper Climax - 31 pontos (34 pontos)
  2. GBR - Tony Brooks - Scuderia Ferrari - Ferrari - 27 pontos
  3. GBR - Stirling Moss - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - 25,5 pontos
  4. EUA - Phil Hill - Scuderia Ferrari - Ferrari - 20 pontos
  5. FRA - Maurice Trintignant - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - 19 pontos
Campeonato de Construtores:
  1. Cooper Climax - 40 pontos (53 pontos)
  2. Ferrari - 32 pontos (40 pontos)
  3. BRM - 18 pontos
  4. Lotus Climax - 5 pontos
Imagens tiradas do GPExperts.com - Google Imagens