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quinta-feira, 10 de março de 2016

Lugares que a Fórmula 1 bem que poderia visitar... - Parte 2


Na segunda parte de uma série de posts que apresenta circuitos que a Fórmula 1 poderia visitar, muitas vezes em nossos sonhos, termino a sequência dos locais na qual a categoria já correu oficialmente, partindo assim para uma bela parte três amanhã. Lembrando que, você deve esquecer qualquer questão técnica, financeira e política para entender esta lista, que poderia ser a dos sonhos para muitos.

NÜRBURGRING NORDSCHLEIFE
Mais de 100 curvas e um desafio que parece interminável, apaixonante para alguns e tolo para outros, Nürburgring é um templo do automobilismo e ninguém discorda de tal. Ainda ocorrem provas no traçado que substituiu o "pequeno monstro" Sudschleife, mas muitos gostariam de ver o velho e bom Nordschleife de volta ao páreo. A presença de Nürburgring no calendário de 1977 era incerta, e o acidente de Lauda feio para fechar uma história incrível de um dos maiores autódromos do mundo na Fórmula 1.


FUJI
O circuito japonês sediou apenas quatro edições do GP do Japão, e todas elas foram marcantes! Então por que Bernie Ecclestone não volta para lá? O traçado passou por modificações desde a primeira vez que os carros da categoria andaram por lá, perdendo parte de sua essência, mas ganhando segurança. Se tem algum circuito na Ásia que respeito tanto quanto Suzuka, este é Fuji.

ESTORIL
Depois de Mosanto e Porto, a Fórmula 1 se viu de volta em Portugal em 1984, só deixando de lado o belo circuito do Estoril em 1996. Em apenas doze anos, Niki Lauda foi tri, Senna conquistou sua primeira vitória, Prost se tornou o maior vencedor da história da categoria, Ivan Capelli superou Ayrton, Mansell se atrapalhou, Berger deu show e Katayama capotou no Estoril. Infelizmente, sua volta ao calendário parece estar longe de ser concretizado.


ADELAIDE
Aquele que é considerado por muitos como o melhor circuito de rua do mundo ainda está em atividade, recebendo provas de diversas categorias de turismo. Infelizmente é quase impossível vermos um retorno da bela Adelaide ao calendário, já que Melbourne agradou suficientemente para que Ecclestone esquecesse a cidade que sediou durante dez anos o GP da Austrália, todos eles com emoção.


JEREZ
Local clássico de testes tanto quanto Montmeló e Paul Ricard, o circuito de Jerez de la Frontera já sediou algumas edições do GP da Espanha e da Europa, sendo muitas vezes lembrado pela clássica vitória de Ayrton Senna em 1986, o acidente de Martin Donneley em 1990 e o controverso fim de temporada em 1997. Ainda no ano passado serviu para testes da categoria, mas seu retorno oficial parece ser impossível.


SEBRING
O primeiro exemplo de loucura aqui na lista é o circuito de Sebring, que, com pouquíssima condição de sediar um grande prêmio de Fórmula 1 ainda está na mente de alguns fãs. Na única vez que a categoria veio até o complexo, a prova ficou marcada na história com a emocionante disputa pelo título em 1959 e pela primeira vitória do jovem Bruce McLaren.


DONINGTON PARK
Famoso, porém subestimado. O circuito de Donington Park era um dos mais lindos da Europa na década de 30, mas quando a Guerra devastou o lugar pareceu ser impossível uma imposição aos circuitos de Silverstone, Aintree e Brands Hatch. Apenas em 1993 Donington pode sentir como é ter um GP de Fórmula 1, com Ayrton Senna dando um show memorável para conquistar uma vitória fácil sobre as Williams.


MONT-TREMBLANT
Localizado no Quebec, Mont-Tremblant já recebeu dois GPs da Fórmula 1, nunca mais sendo cotado para um retorno. De qualquer forma, o circuito é belo e continua a ser frequentado por outras cinco categorias de automobilismo.


MOSPORT
Também localizado no Canadá, foi um dos motivos pelo desuso de Mont-Tremblant antes de ser substituído pelo autódromo de Montreal, tendo sediado oito provas oficias do campeonato mundial. Seu desafiador traçado, que já foi palco da morte de Manfred Winkelhock, ainda é provado por diversas categorias, entre elas a IMSA.


ZOLDER
Enquanto Spa-Francorchamps não tinha condições de receber a categoria, Zolder passou a ser o principal local para o GP da Bélgica para muitos pilotos, entre eles até Niki Lauda. Local da morte de Gilles Villeneuve, o circuito belga não tem um traçado tão chamativo, e nem mesmo desafiador, o que conta negativamente em seu curriculum.



LONG BEACH
Criticado até ser cortado de vez, o circuito de Long Beach mudou, se tornou um lugar mais tradicional e chamou a atenção de mais categorias pelo mundo nos últimos anos, o que nos leva a sonhar numa futura prova de Fórmula 1. Palco de disputas memoráveis como a de Rosberg com Villeneuve em 1982 e de performances surpreendentes como a vitória de Watson em 1983, Long Beach está esquecida no baú do velho Ecclestone.


MAGNY-COURS
Já se passam anos sem um GP da França, e o último lugar a sediar um foi logo Magny-Cours, pouco amado pelos fãs, mas que já fez parte da história da Fórmula 1 pelo simples fato de Michael Schumacher se igualar em número de títulos com Juan Manuel Fangio em 2002. Outra edição memorável do grande prêmio francês ocorrido em Magny-Cours é o de 1999, quando Barrichello quase levou sua primeira vitória.


INDIANAPOLIS
Bastando pelo nome, Indianapolis deveria estar no calendário da categoria em todos os anos. Depois de ver muitas edições das 500 Milhas contarem para a classificação geral na década de 50, a Fórmula 1 tentou um retorno no século XXI. Tudo estava indo certo, com algumas provas marcantes e interessantes, mas tudo começou a mudar quando os pneus passaram a estourar...


ANDERSTORP
Outro local que está longe de ser adequado para receber um GP é Anderstorp. Porém não vale nada sonhar. Após sediar algumas edições do GP da Suécia na década de 70, o velho circuito escandinavo caiu no esquecimento do público e da própria categoria, mostrando que, não são nomes que podem salvar a existência de um GP. Tempos atrás, Marcus Ericsson comentou sobre a chance de um GP da Suécia voltar a acontecer, mas tudo não passou de mera especulação...

Amanhã veremos mais locais que levam nós, meros fãs, a sonhar em ver categoria máxima do automobilismo correndo por suas magníficas curvas e retas. E para você, qual circuito a Fórmula 1 poderia visitar?

Imagens tiradas do Google Imagens e F1-History.deviantart.com

sábado, 12 de dezembro de 2015

GP Memorável 62# - EUA 1959


Depois do cancelamento do GP do Marrocos, que seria realizado em outubro, a Fórmula 1 só retornou depois de quase três meses entre os GPs da Itália e dos EUA. O ano que acabaria se tornando o único a não ter nenhum campeão participando das provas, chegara a sua última etapa, em Sebring, na Flórida com três pilotos disputando o título, algo inédito até então.

Tony Brooks havia sofrido uma quebra em Monza, e por isso acabara perdendo a segunda colocação na tabela de pilotos para Stirling Moss, que era o mais próximo de ameaçar Jack Brabham na batalha pelo título nos EUA. Para ser campeão, o australiano precisava ser primeiro ou segundo com Moss atrás dele, sendo possível também uma terceira colocação, mas com a volta mais rápida (que valia pontos) enquanto o britânico era segundo. Caso abandonasse, Jack ainda poderia ser campeão com Brooks em segundo e Moss em terceiro.

Já o piloto de Rob Walker precisava de uma vitória, mas ainda com chances caso terminasse em segundo com Jack Brabham atrás dele e Brooks não marcando a volta mais rápida. Já para o britânico de Maranello, a situação era mais difícil, com ele precisando de uma vitória com a volta mais rápida e Brabham fora do segundo posto...


O sonho de Alec Ulmann se tornava realidade com 19 pilotos se inscrevendo para o primeiro Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1. Seis desses bravos homens eram estadunidenses, o que deixava Ulmann ainda mais orgulhoso do evento. Sem nenhum campeão na pista, o carro número acabou ficando para Rodger Ward, vencedor das 500 Milhas naquele ano, com seus Kurtis Kraft-Offy.

Existe uma historieta interessante sobre a entrada do estadunidense no GP. Ulmann, louco para chamar pilotos de casa para a corrida, ligou para o campeão e ofereceu uma vaga na prova e um pouco de dinheiro, algo inegável para alguém como Ward. Em sua autobiografia, John Cooper conta: Na noite anterior dos treinos livres, John Cooper e seus pilotos encontraram com Rodger no hotel, que disse que estava no GP para correr com um carro de pista de terra.

Jack Brabham perguntou atônito: "No Grande Prêmio?"

Ward respondeu: "Claro. E vocês terão uma surpresa os esperando! Porque, vou joga-los para fora da pista em todas as curvas!"

O estadunidense continuou: "... Eu sei que isso (seu carro) pode fazer uma curva mais rapidamente do que qualquer outro carro esporte que vocês tem na Europa. Vocês podem ser mais rápidos nas retas, mas quando se trata de curvas vocês não terão chance. Sebring tem várias curvas, não é?"


Para a surpresa dos europeus, o carro de Rodger estava dentro das especificações e iria correr, mas durante a primeira volta dos treinos, era visível a semelhante velocidade dos carros com motor traseiro da Cooper com o de motor dianteiro da Kurtis Kraft. Depois disso, Ward foi conversar com a equipe britânica: "Eu preciso falar a você. Esses buggies europeus sem dúvida fazem curvas rápidas!".

Com um carro fraco, Ward estaria ali apenas para fazer número, saindo da última colocação do grid. Lá na frente, Stirling Moss havia marcado a pole position com um tempo de 3:00.0, seguido por Jack Brabham e Tony Brooks numa configuração de grid 3-2-3. De uma hora para outra, o terceiro lugar foi herdade por Harry Schell, o que causou um grande furor nos boxes da Ferrari que reclamaram do feito do estadunidense que havia, misteriosamente, perdido seis segundos de seu tempo. O feito, mais tarde, foi descoberto ao saberem que Shell havia cortado a pista, herdando a primeira fila de maneira irregular.


Os protestos foram em vão, com Harry Schell e seu Cooper a saírem da primeira fila. Fechando o grid estavam Maurice Trintignant em quinto, Wolfgang von Trips em sexto, Cliff Allison em sétimo, Phil Hill em oitavo, Innes Ireland em nono, Bruce McLaren em décimo, Roi Salvadori em décimo primeiro, Alan Stacey em décimo segundo, Bob Said em décimo terceiro, Alessandro de Tomaso em décimo quarto, George Constantine em décimo quinto, Harry Blanchard em décimo sexto, Fritz d'Orey em décimo sétimo, Phil Cade em décimo oitavo e Rodger Ward em último.

Na largada, Moss e Brabham pulam na frente, com Schell caindo para o nono posto e Bruce McLaren, se beneficiando da confusão no acidente entre von Trips e Brooks, companheiros de Ferrari que se tocaram na primeira curva (o que afundava as chances de título do britânico), pulando para a terceira colocação.


Hill era quarto para a alegria dos norte-americanos, mas por pouco tempo, já que Ireland e Allison ultrapassariam-o. Lá atrás, Brooks agora tentaria remar a partir da décima quinta colocação para conquistar alguma posição honrosa mesmo sabendo que suas chances de título se esvaziaram. Ward havia assumido a décima quarta posição e vinha fazendo prova consistente. O único brasileiro na prova, Fritz d'Orey, era o décimo segundo.


Stirling Moss abria muito em relação á Jack Brabham, mas na volta cinco viu seu câmbio quebrar e suas chances de título mais uma vez acabarem. Brooks foi para o nono posto depois de passar por d'Orey, Schell, Constantine, Ward e de Tomaso. Lá na frente, o ferrarista Cliff Allison tomava a terceiro colocação sendo fortemente ameaçado por Wolfgang von Trips e Maurice Trintignant.

Com problemas no clutch, o britânico começa a perder desempenho caindo para a quinta colocação. Tony Brooks, que também já havia passado por Roi Salvadori, agora tinha na mira seu companheiro de equipe, que não dificultou a passagem do compatriota. von Trips batalhava bravamente para se manter na terceira colocação, mas a superioridade dos carros de motor traseiro da Cooper colocaram o experiente Trintignant no pódio.


Jack Brabham começa a ter problemas mecânicos em seu Cooper, mas seu leal companheiro Bruce McLaren se mantém como escudeiro na segunda colocação. Depois da grande burrada que havia feito, Wolfgang von Trips se via na frente de Tony Brooks, que pouco tinha chances de superar o companheiro a não ser que um problema o assolasse, coisa que aconteceu. Brooks quarto.

Há um pouco mais de 500 metros da linha de chegada, na última volta, Jack Brabham vê seu Cooper começar a parar, sem combustível, o que faz a equipe se contorcer de dor depois de ter avisado o australiano que deveria ter enchido mais o tanque. Companheiro, escudeiro e amigo fiel, Bruce McLaren começa a diminuir também para tentar ajudar Brabham, que sinaliza como louco, balançando os braços e a cabeça para que McLaren voltasse a acelerar para vencer a prova.

"And there comes the CHAMPION!!"

Trintignant estava muito próximo do jovem Bruce, que conseguiu se safar e terminar na primeira colocação há meros 0.6s do francês. Mesmo cansado, Jack pula de seu Cooper e começa a empurra-lo para a linha de chegada, mas antes perdendo o pódio para Brooks que se safou por cerca de 1 minuto e 57 segundos em relação ao australiano que conseguiu o quarto lugar de maneira fantástica.

E depois de 23 anos, o mundo voltava a ver um carro com motor traseiro ganhando um campeonato, agora com o Cooper de Jack Brabham depois da Auto Union de Bernd Rosemyer. A alegria era enorme nos boxes de John Cooper, que acreditou no projeto ao lado de seus dois pilotos que fizeram uma fantástica temporada.

Brabham foi campeão, mas o vencedor da prova foi Bruce McLaren, o mais jovem piloto da história da categoria a vencer uma prova oficial, aos 22 anos e 104 dias, feito que só foi superado duas vezes, uma por Alonso em 2003 e outra por Vettel em 2008. O neozelandês, mesmo recebendo uma coroa de laranjas, tinha o que comemorar ao beijar a Miss Sebring...


RESULTADOS:

  1. 9 - NZE - Bruce McLaren - Cooper Car Company- Cooper Climax - 2:12:35.7 - 8pts
  2. 6 - FRA - Maurice Trintignant - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - +06s - 7pts
  3. 2 - GBR - Tony Brooks - Scuderia Ferrari - Ferrari - +3:00.9s - 4pts
  4. 8 - AUS - Jack Brabham - Cooper Car Company - Cooper Climax - +4:57.3s - 3pts
  5. 10 - GBR - Innes Ireland - Team Lotus - Lotus Climax - +3 Voltas - 2pts
  6. 4 - ALE - Wolfgang von Trips - Scuderia Ferrari - Ferrari - Motor
  7. 17 - EUA - Harry Blanchard - Blanchard Automobile Co. - Porsche - 4 Voltas
  8. 3 - GBR - Cliff Allison - Scuderia Ferrari - Ferrari - Embreagem - OUT
  9. 12 - GBR - Roi Salvadori - High Efficiency Motors - Cooper Maserati - Transmissão - OUT
  10. 1 - EUA - Rodger Ward - Leader Cards Inc. - Kurtis Kraft Offenhauser - Embreagem - OUT
  11. 14 - ARG - Alejandro de Tomaso - OSCA Automobili - Cooper OSCA - Freios - OUT
  12. 5 - EUA - Phil Hill - Scuderia Ferrari - Ferrari - Embreagem - OUT
  13. 15 - BRA - Fritz d'Orey - Camoradi USA - Tec-Mec Maserati - Vazamento de Óleo - OUT
  14. 7 - GBR - Stirling Moss - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - Transmissão - OUT
  15. 19 - EUA - Harry Schell - Ecurie Bleue - Cooper Climax - Embreagem - OUT
  16. 16- EUA- George Constantine - Taylor-Crawley Racing Team - Cooper Borgward - Superaquecimento-OUT
  17. 11 - GBR - Alan Stacey - Team Lotus - Lotus Climax - Embreagem - OUT
  18. 18 - EUA - Bob Said - Connaught Cars-Paul Emery - Connaught Alta - Acidente - OUT
  19. 22 - EUA - Phil Cade - Phil Cade - Maserati - DNS
Volta Mais Rápida: Maurice Trintignant - 3:05.0 - Volta 39

Curiosidades: 
- 84º GP
- 1º Vitória de Bruce McLaren
- Vitória Mais Jovem da História
- 1º e Única Melhor Volta de Maurice Trintignant
- 7º Vitória da Cooper
- 7º Vitória do Motor Climax
- 1º Título de Jack Brabham
- Última Corrida Até o GP de Mônaco de 1994 Sem Nenhum Campeão


  • MELHOR PILOTO: Bruce McLaren / Tony Brooks
  • SORTUDO: Jack Brabham
  • AZARADO: Stirling Moss / Tony Brooks
  • A HONRA: Bruce McLaren
Brooks foi o melhor piloto e poderia ter levado o título caso não tivesse o azar de ser atingido por von Trips, enquanto Moss novamente perdeu a chance de ser campeão, agora por problemas em seu próprio carro. Brabham teve sorte em ver seus dois rivais terem problemas, pois, quem sabe, poderia ter perdido o título por falta de combustível. E por último, o mais honroso dos prêmios vai para Bruce McLaren, que mostrou como os mais jovens respeitavam os mais velhos antigamente, sendo fiel ao seu companheiro de equipe.


Campeonato de Pilotos:
  1. AUS - Jack Brabham - Cooper Car Company - Cooper Climax - 31 pontos (34 pontos)
  2. GBR - Tony Brooks - Scuderia Ferrari - Ferrari - 27 pontos
  3. GBR - Stirling Moss - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - 25,5 pontos
  4. EUA - Phil Hill - Scuderia Ferrari - Ferrari - 20 pontos
  5. FRA - Maurice Trintignant - Rob Walker Racing Team - Cooper Climax - 19 pontos
Campeonato de Construtores:
  1. Cooper Climax - 40 pontos (53 pontos)
  2. Ferrari - 32 pontos (40 pontos)
  3. BRM - 18 pontos
  4. Lotus Climax - 5 pontos
Imagens tiradas do GPExperts.com - Google Imagens