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domingo, 27 de março de 2016

[We] Miss Long Beach Grand Prix

"E se eu morrer na corrida?"

Garotas e esporte à motor - existe uma combinação tão boa quanto essa para nós (homens) fãs? 

Seja no automobilismo, seja no motociclismo, as garotas sempre estarão lá dando um ar mais gostoso para o evento (como se não bastasse os barulhentos motores que realmente roncam e os belos carros).

Em sua passagem pela categoria, Long Beach recebeu o GP do Oeste dos EUA entre 1976 e 1983 tendo mudanças significativas em seu traçado nesses sete anos. O intenso troca-troca da Fórmula 1 na cidade norte-americana envolvendo pilotos, equipes e até mesmo a localização dos boxes, fez que as mulheres que participava do Miss Long Beach Grand Prix, realizado anualmente antes do Grande Prêmio, se tornasse a única coisa que realmente caracterizou a prova.

Como se já não bastasse as farras feitas no Brasil e na África do Sul, Long Beach também poderia se tornar ponto de loucuras feitas por pilotos caracterizados pelo seu estilo mulherengo, como James Hunt. Na primeira foto, você vê o inglês conversando com a ganhadora do Miss Long Beach GP de 1976, o que pode render boas e divertidas legendas.

E qual seria a grande falta que o GP do Oeste dos EUA traz à Fórmula 1? No mundo em que vivemos, caso alguém dissesse que são as mulheres, poderia facilmente ser taxado de 'machista'. Mas como qualquer circuito que agrade, ele não pode dar satisfação apenas fora dos carros, e sim, especialmente, dentro deles. Então qual foi o motivo de sua saída?

Reginaldo Leme explica no vídeo abaixo:


Há exatos 33 anos acontecia a última edição da prova, vencida surpreendentemente pela dupla da McLaren: John Watson (que partiu de 22º) em primeiro e Niki Lauda (que partiu de 23º) em segundo. E como havia sido em todas as sete edições anteriores, as garotas estavam no pódio ao lado dos três primeiros, recebendo mais destaque do nunca.

John Watson foi o vencedor que mais soube dar destaque para a vencedora da edição do Miss Long Beach GP, deixando-a ao seu lado o tempo todo durante a cerimônia do pódio.

(Você mesmo pode fazer um tira-teima com as fotos abaixo, comparando-as).

No fim, elas fazem tanta falta quanto o próprio circuito que mesmo não sendo tão belo como elas, nos leva à lembranças nostálgicas dos tempos dourados da Fórmula 1...

1977
1978
1979 - Cadê elas?
1981
1980
1982
1983

Gostaria de desejar-lhes:

Feliz Páscoa! (E que todos nós, cristãos, lembremo-nos do que realmente importa nessa data).

E que você tenha uma ótima semana...

Imagens tiradas do Google Imagens

quinta-feira, 10 de março de 2016

Lugares que a Fórmula 1 bem que poderia visitar... - Parte 2


Na segunda parte de uma série de posts que apresenta circuitos que a Fórmula 1 poderia visitar, muitas vezes em nossos sonhos, termino a sequência dos locais na qual a categoria já correu oficialmente, partindo assim para uma bela parte três amanhã. Lembrando que, você deve esquecer qualquer questão técnica, financeira e política para entender esta lista, que poderia ser a dos sonhos para muitos.

NÜRBURGRING NORDSCHLEIFE
Mais de 100 curvas e um desafio que parece interminável, apaixonante para alguns e tolo para outros, Nürburgring é um templo do automobilismo e ninguém discorda de tal. Ainda ocorrem provas no traçado que substituiu o "pequeno monstro" Sudschleife, mas muitos gostariam de ver o velho e bom Nordschleife de volta ao páreo. A presença de Nürburgring no calendário de 1977 era incerta, e o acidente de Lauda feio para fechar uma história incrível de um dos maiores autódromos do mundo na Fórmula 1.


FUJI
O circuito japonês sediou apenas quatro edições do GP do Japão, e todas elas foram marcantes! Então por que Bernie Ecclestone não volta para lá? O traçado passou por modificações desde a primeira vez que os carros da categoria andaram por lá, perdendo parte de sua essência, mas ganhando segurança. Se tem algum circuito na Ásia que respeito tanto quanto Suzuka, este é Fuji.

ESTORIL
Depois de Mosanto e Porto, a Fórmula 1 se viu de volta em Portugal em 1984, só deixando de lado o belo circuito do Estoril em 1996. Em apenas doze anos, Niki Lauda foi tri, Senna conquistou sua primeira vitória, Prost se tornou o maior vencedor da história da categoria, Ivan Capelli superou Ayrton, Mansell se atrapalhou, Berger deu show e Katayama capotou no Estoril. Infelizmente, sua volta ao calendário parece estar longe de ser concretizado.


ADELAIDE
Aquele que é considerado por muitos como o melhor circuito de rua do mundo ainda está em atividade, recebendo provas de diversas categorias de turismo. Infelizmente é quase impossível vermos um retorno da bela Adelaide ao calendário, já que Melbourne agradou suficientemente para que Ecclestone esquecesse a cidade que sediou durante dez anos o GP da Austrália, todos eles com emoção.


JEREZ
Local clássico de testes tanto quanto Montmeló e Paul Ricard, o circuito de Jerez de la Frontera já sediou algumas edições do GP da Espanha e da Europa, sendo muitas vezes lembrado pela clássica vitória de Ayrton Senna em 1986, o acidente de Martin Donneley em 1990 e o controverso fim de temporada em 1997. Ainda no ano passado serviu para testes da categoria, mas seu retorno oficial parece ser impossível.


SEBRING
O primeiro exemplo de loucura aqui na lista é o circuito de Sebring, que, com pouquíssima condição de sediar um grande prêmio de Fórmula 1 ainda está na mente de alguns fãs. Na única vez que a categoria veio até o complexo, a prova ficou marcada na história com a emocionante disputa pelo título em 1959 e pela primeira vitória do jovem Bruce McLaren.


DONINGTON PARK
Famoso, porém subestimado. O circuito de Donington Park era um dos mais lindos da Europa na década de 30, mas quando a Guerra devastou o lugar pareceu ser impossível uma imposição aos circuitos de Silverstone, Aintree e Brands Hatch. Apenas em 1993 Donington pode sentir como é ter um GP de Fórmula 1, com Ayrton Senna dando um show memorável para conquistar uma vitória fácil sobre as Williams.


MONT-TREMBLANT
Localizado no Quebec, Mont-Tremblant já recebeu dois GPs da Fórmula 1, nunca mais sendo cotado para um retorno. De qualquer forma, o circuito é belo e continua a ser frequentado por outras cinco categorias de automobilismo.


MOSPORT
Também localizado no Canadá, foi um dos motivos pelo desuso de Mont-Tremblant antes de ser substituído pelo autódromo de Montreal, tendo sediado oito provas oficias do campeonato mundial. Seu desafiador traçado, que já foi palco da morte de Manfred Winkelhock, ainda é provado por diversas categorias, entre elas a IMSA.


ZOLDER
Enquanto Spa-Francorchamps não tinha condições de receber a categoria, Zolder passou a ser o principal local para o GP da Bélgica para muitos pilotos, entre eles até Niki Lauda. Local da morte de Gilles Villeneuve, o circuito belga não tem um traçado tão chamativo, e nem mesmo desafiador, o que conta negativamente em seu curriculum.



LONG BEACH
Criticado até ser cortado de vez, o circuito de Long Beach mudou, se tornou um lugar mais tradicional e chamou a atenção de mais categorias pelo mundo nos últimos anos, o que nos leva a sonhar numa futura prova de Fórmula 1. Palco de disputas memoráveis como a de Rosberg com Villeneuve em 1982 e de performances surpreendentes como a vitória de Watson em 1983, Long Beach está esquecida no baú do velho Ecclestone.


MAGNY-COURS
Já se passam anos sem um GP da França, e o último lugar a sediar um foi logo Magny-Cours, pouco amado pelos fãs, mas que já fez parte da história da Fórmula 1 pelo simples fato de Michael Schumacher se igualar em número de títulos com Juan Manuel Fangio em 2002. Outra edição memorável do grande prêmio francês ocorrido em Magny-Cours é o de 1999, quando Barrichello quase levou sua primeira vitória.


INDIANAPOLIS
Bastando pelo nome, Indianapolis deveria estar no calendário da categoria em todos os anos. Depois de ver muitas edições das 500 Milhas contarem para a classificação geral na década de 50, a Fórmula 1 tentou um retorno no século XXI. Tudo estava indo certo, com algumas provas marcantes e interessantes, mas tudo começou a mudar quando os pneus passaram a estourar...


ANDERSTORP
Outro local que está longe de ser adequado para receber um GP é Anderstorp. Porém não vale nada sonhar. Após sediar algumas edições do GP da Suécia na década de 70, o velho circuito escandinavo caiu no esquecimento do público e da própria categoria, mostrando que, não são nomes que podem salvar a existência de um GP. Tempos atrás, Marcus Ericsson comentou sobre a chance de um GP da Suécia voltar a acontecer, mas tudo não passou de mera especulação...

Amanhã veremos mais locais que levam nós, meros fãs, a sonhar em ver categoria máxima do automobilismo correndo por suas magníficas curvas e retas. E para você, qual circuito a Fórmula 1 poderia visitar?

Imagens tiradas do Google Imagens e F1-History.deviantart.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

40 Anos - O Anúncio do Calendário de Provas de 1976

Os restos do banking de Fuji...

Poucos percebem, mas a história da temporada de 1976 da Fórmula 1 poderia ser diferente mesmo com Niki Lauda sofrendo seu acidente na Alemanha. E se o GP da Argentina fosse realizado? É isso mesmo! O GP da Argentina estava no anúncio do calendário da temporada sendo a primeira corrida a receber os pilotos, no dia 11 de janeiro, porém, por motivos financeiros, não recebeu o GP.

Depois de uma temporada com apenas 14 provas, a categoria máxima do automobilismo migrou para um calendário de 17, algo espantoso para uma época em que era quase inimaginável passar da marca de 15 corridas em um ano. Você confere o calendário original da temporada abaixo:

Oscar Galvez, 1975

  1. GP da Argentina - 11 de janeiro
  2. GP do Brasil - 25 de janeiro
  3. GP da África do Sul - 6 de março
  4. GP do Oeste dos EUA (Long Beach)* - 28 de março
  5. GP da Espanha - 2 de maio
  6. GP da Bélgica - 16 de maio
  7. GP de Mônaco - 30 de maio
  8. GP da Suécia - 13 de junho
  9. GP da França - 4 de julho
  10. GP da Grã-Bretanha - 18 de julho
  11. GP da Alemanha - 2 agosto
  12. GP da Áustria - 15 de agosto
  13. GP da Holanda - 29 de agosto
  14. GP da Itália - 12 de setembro
  15. GP do Canadá - 3 de outubro
  16. GP dos EUA - 10 de outubro
  17. GP do Japão (Fuji)* - 24 de outubro.
As provas marcadas com "*" significam que estreavam no calendário, ou seja, Long Beach e Fuji receberiam suas primeiras provas de Fórmula 1.

Long Beach, 1975

Para muitos, a temporada de 1976 foi a que teve o calendário mais diversificado da história da categoria, indo a vários extremos: no veloz circuito argentino, no técnico traçado de Interlagos, no rápido Kyalami, nas apertadas ruas da bela Long Beach, no sol de Jarama, entre as árvores de Zolder, desfilando perto do mar, indo até a Escandinávia para correr num aeroporto, no perigoso Paul Ricard, na segurança de Brands Hatch, em Nürburgring (precisa de palavras?), nas montanhas da Áustria, no desafiador Zandvoort, na veloz Monza, nas subidas e descidas de Mosport e Watkins Glen, e entre o Monte Fuji...

No dia 27 de novembro de 1975, começava toda a história da temporada de 1976 da Fórmula 1...

Imagens tiradas do Google Imagens