terça-feira, 21 de julho de 2015

O Último Adeus...


Às 5 da manhã (horário de Brasília), Jules Bianchi foi velado em Nice. Era a volta de um acontecimento que ninguém imaginava que voltaria á acontecer: o enterro de um piloto da F-1 em atividade. Depois de fazer um "mini-especial" sobre Jules durante esse fim-de-semana, acho melhor deixa-lo em paz a partir de agora...


A falta de pilotos como Fernando Alonso, Kimi Räikkönen, Felipe Nasr, Will Stevens, Valtteri Bottas, Sergio Pérez, Max Verstappen e Carlos Sainz Jr foi suprida com o grande número de outros envolvidos na categoria á aparecer no funeral. Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Sebastian Vettel, Felipe Massa, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Nico Hülkenberg, Daniel Ricciardo, Daniil Kvyat, Jenson Button, Marcus Ericsson e Roberto Merhi, além de Adrian Sutil, Esteban Gutierrez, Alexander Rossi, Alexander Wurz, Pedro de la Rosa, Allan McNish e Max Chilton apareceram para acompanhar o velamento do colega e amigo Jules...


A dor era intensa, sendo compartilhada pela família e sendo passada, principalmente, para Felipe, Pastor e Jean, que foram os pilotos que mais choraram a perda do amigo. Jean e Nicolas Todt também apareceram para dar condolências á família. Outro nome que apareceu por lá foi o de Tambay, não o Patrick, mas seu filho, Adrien.


A Scuderia mandou uma comitiva liderada por Maurizio Arribavene, que contou também com Luca Baldisseri, Massimo Rivola e Alberto Antonini. A McLaren também teve outro representante, Éric Boullier. No funeral, os sinos tocaram ao lado da Hotel Califórnia, dos Eagles, deixando todos ainda mais emocionados.


Podemos ver também a diferença entre pessoas europeias e sul-americanas. Com ambos os pilotos representando a America chorando, e boa parte do resto do grid ficando com uma expressão triste e de cara fechada. No fim de tudo, uma homenagem, á alegria dos sorrisos de Jules Bianchi, com os pilotos 'comemorando' a alegria do francês, que jamais será esquecido pelo circo...


Vá com Deus, Jules...

Assim acabo esse post, dando um último "Adeus, Jules"..

Imagens tiradas do Google Imagens e br.motorsport.com

segunda-feira, 20 de julho de 2015

VÍDEO: Adeus, Jules


Mais uma grande obra de Boris Sljivic, agora com o tema de Jules Bianchi, que acaba de se tornar o nosso eterno #17. A decisão da FIA para alguns foi ruim, para outros boa, para mim ela fica no meio disso... e Senna que morreu com o 2#? Gilles que morreu com o #27? Eis que respondo assim: A época passou, antigamente os numerais não eram fixos e isso impossibilitava esse "tipo de homenagem"...

Apreciem...

domingo, 19 de julho de 2015

Piloto Memorável 17# - Jules Bianchi


É da maneira mais triste que escrevo esse post. Torcia para escreve-lo apenas daqui há algumas décadas, mas, infelizmente, não deu. Jules nasceu dia 3 de agosto de 1989, em Nice na França. Vindo de uma família com um histórico de automobilismo, era difícil não vê-lo correndo no futuro, e foi o que aconteceu. Depois de começar no kart estreou em 2007 nos monopostos.

Em treze corridas, venceu cinco em sua temporada de estreia na Fórmula Renault 2.0 Francesa, se tornando campeão. No ano seguinte esteve na ART, competindo na Fórmula 3, conquistando duas vitórias em 20 corridas e se sagrando terceiro colocado na classificação final. Já no seu segundo ano na categoria dominou boa parte das provas e se tornou, mais uma vez, campeão.


A ART não perdeu a chance de contrata-lo para correr na GP2 em 2010. Mesmo sem conquistar uma vitória sequer, Bianchi foi regular o suficiente para terminar na terceira colocação que seria repetida no ano seguinte, quando se tornou o piloto de testes da Ferrari. Em 2009 entrou pela primeira vez num carro de F-1, e logo na equipe que começaria a apoia-lo até seu último dia de vida...

Em 2012 correu na Fórmula Renault 3.5, onde terminou em segundo no fim da temporada. Seus desempenhos nos treinos de sexta-feira com a Force India foram o bastante para ser contratado pela Marussia em 2013. Começava agora sua, pequena, aventura na categoria máxima do automobilismo, tentando chegar ao estrelato sendo apoiado pela Ferrari...


Sua entrada foi polêmica. Quando Luiz Razia já tinha contrato assinado com a equipe, Jules, por ter uma situação monetária melhor, conseguiu tomar a sua vaga. Ao lado dele, Max Chilton, outro estreante. Nos seus primeiros treinos oficiais, mostrou ser o mais rápido dentro do limite de seu carro, superando o companheiro, van der Garde e Pic.

Na corrida, ele foi o único do "clube dos quatro" (vamos chamar assim as Marussias e Caterhams) á não levar 2 voltas do líder, terminando na 15º colocação. Na corrida seguinte, Bianchi mais uma vez é o mais rápido nos treinos, e repete o feito da primeira corrida, terminando na magnífica 13º colocação, que se tornaria seu melhor resultado no ano.


Semanas depois, na China, terminou na 15º posição. No Bahrein, se viu pela primeira vez superado por alguém do mesmo nível, Charles Pic largou e terminou na sua frente. Era a evolução da Caterham. Na Espanha foi o outro carro verde que superou ele, mas isso não se repetiu na corrida, quando o francês terminou em 18º.

Em Mônaco, enfrentou problemas nos treinos e na corrida, não resistindo ás 78 voltas. No GP do Canadá ele deu um belo show no seu clube, superando até Charles Pic que havia largado na frente de Romain Grosjean. Parecia que sua temporada inteira seria uma batalha com o compatriota, que largou e terminou na sua frente, novamente, em Silverstone.


As evoluções durante o ano estavam sendo positivas demais para a Caterham, deixando a Marussia para trás. Tudo que Bianchi conseguia era superar Chilton e Giedo, enquanto Pic conseguia escapar dele durante as provas. Na Alemanha, o motor Cosworth estourou na subida para a chicane, e, esquecendo de "puxar o freio de mão", o carro correu ladeira abaixo até parar... Esse foi seu momento mais marcante em sua primeira temporada.

Na Hungria, largou na última fila e fez uma prova apagada, não conseguindo superar nenhuma Caterham. Semanas depois, a categoria estava em Spa, onde a chuva finalmente apareceu para embaralhar o grid. Ambas as Marussias passaram para o Q2, mas acabaram não conseguindo superar o único carro verde que estava na sessão.


Na prova, Jules terminou no triste 19º posto. O fim da temporada se aproximava, e mais difícil ficava superar as Caterham, e até Max Chilton, que também tentava andar na frente de alguém. Nas 8 últimas corridas, seu momento mais marcante foi o acidente no GP do Japão, quando bateu em Giedo van der Garde, e o melhor resultado foi na Coréia do Sul, com o 16º lugar...

Manteve-se na equipe para 2014, mais uma vez ao lado de Chilton. Agora teria como maior rival Kamui Kobayashi, que voltava á F-1. Sua segunda temporada seria muito mais agressiva, cometendo certos erros que não havia cometido em 2013, como por exemplo, o acidente com Maldonado na Malásia. Nos treinos para o GP da Austrália, não conseguiu superar Chilton e teve um 18º lugar para a prova.


Os problemas eram vários, afinal, era a primeira vez dos motores turbo desde 1988. O motor Ferrari era muito ruim, e deixou o francês na mão na metade da corrida. Mesmo assim, Jules terminou a prova, em último, não sendo considerado classificado por estar 8 voltas atrás de Rosberg. No GP do Bahrein, ele voltou a normalidade, superando o companheiro e ficando no meio das Caterham.

Na corrida, a primeira disputada de noite em 2014, ele foi punido pelo toque em Adrian Sutil, que abandonou. No GP seguinte, conseguiu superar Koba na corrida, e terminou na 17º colocação. Na Espanha, o carro andou melhor do que os negros e verdes, dando a Bianchi a chance de uma melhor colocação, que veio com o 18º lugar...


Em Mônaco, Jules conseguiu o 19º lugar, mas saiu da 21º colocação por causa de uma punição, que não faria nenhuma diferença no fim das 78 voltas. Numa corrida fantástica, o francês fez grandes ultrapassagens e foi beneficiado pelos problemas de outros pilotos, inclusive alguns incidentes, como o de Räikkönen e Magnussen.

Sua ultrapassagem em Kobayashi rendeu uma punição, mas não foi capaz de tirar alegria da Marussia no fim da prova. Jules cruzou em 8º, mas se classificou em 9º, conquistando seus primeiros dois pontos, da mesma forma de sua equipe, que comemorou mais do que um título... Era o começo do surgimento de uma grande temporada.


No Canadá, se classificou em 19º, mas não conseguiu terminar a corrida pois se envolveu num acidente com Max Chilton, que abandonou uma corrida pela primeira vez. Semanas depois, voltou a andar bem e terminar na fantástica 15º colocação, na frente dos pilotos da Caterham. No GP da Grã-Bretanha, a chuva apareceu para melhorar as chances de mais um ponto, mas no sábado...

No Q1, Jules foi o 4º colocado, colocando-se no Q2, onde mais uma vez fez um ótimo tempo, mas que não foi suficiente para passar pro Q3. A 12º posição já era ótima, e ficou melhor ainda depois da confusão na primeira volta, mas ele, infelizmente, ficou apenas na 14º colocação. Na Alemanha, mais uma vez foi o mais rápido do seu clube, seja nos treinos, seja na corrida.


Em Hungaroring, ele fez um Q1 fantástico, mesmo no seco conseguiu tirar Kimi da segunda parte dos treinos. Na corrida, foi o 15º. Em Spa, mais uma vez foi beneficiado pela chuva no sábado, mas na corrida nada o ajudou, tendo que abandonar nas últimas voltas. A volta de Kobayashi mostrava que ele voltaria a ter um adversário à altura, especialmente quando terminou atrás do japonês no fim da prova...

No GP da Cingapura, conseguiu um belo 16º posto, terminando na mesma volta do vencedor... infelizmente, foi a última vez que Jules terminou uma corrida... Semanas depois, os pilotos estavam em Suzuka, palco, mais uma vez, do GP do Japão. Eu aqui, entrei nos resultados da corrida e vejo ao lado do nome de Jules Bianchi: "Fatal accident"... é muito triste ver isso...


Nos treinos, o francês manteve a normalidade, conseguindo um 18º lugar. Herdou a 17º colocação depois da rodada de Marcus Ericsson e aos poucos foi fazendo uma prova de recuperação, chegando a estar na 3º COLOCAÇÃO, isso mesmo, 3º posição quando todos os pilotos estavam parando. Era mais uma corrida normal, tirando que era o primeiro GP embaixo de chuva intensa disputada por Jules.

Na volta 40, Sutil, que estava logo atrás do francês, rodou e bateu. Uma volta depois, a chuva estava muito mais intensa, e um trator retirava o carro do alemão da pista, e no meio de tudo isso.... Jules Bianchi perde o controle, escapa da pista e passa por baixo do guindaste, que quebrou o santantonio e fez com que o francês sofresse uma brutal desaceleração.


Ele fez uma cirurgia de emergência e se manteve no estado crítico durante 9 meses. Durante esse tempo, a angustia da família e dos amigos foi imensa, com Jules saindo do coma induzido e vindo a falecer na madrugada de sábado do dia 18 de julho de 2015, se tornando o primeiro piloto a morrer depois de Ayrton Senna...

É pessoal, foi difícil para mim escrever esse post, pois é a primeira morte que vejo acontecer na categoria máxima do automobilismo, que evoluiu muito desde os falecimentos de Ayrton e Roland..

Homenagem que fiz na escola, no último sábado...

Minha Opinião - 8,9: Sem dúvida tinha um talento para se tornar um futuro campeão, mas infelizmente, como pilotos como Stefan Bellof, Tony Brise, Tom Pryce e outros, não teve tempo para chegar lá... Para as pessoas que conheciam, Jules era uma pessoa carismática, respeitosa, confiante e contagiante. Penso que o circo da F-1 não perdeu mais um piloto, mas, mais um amigo...

Adeus, Jules...

Imagens tiradas do Google Imagens

19 de Julho


Esse dia ficará conhecido como o primeiro depois da morte de Jules Bianchi, mas não vim falar sobre ele. Há 6 anos morria Henry Surtees, filho de John Surtees, na Fórmula 2 em Brands Hatch. Um outro competidor escapou da pista, bateu nos pneus, e um deles acabou voltando para a pista, justamente para atingir a cabeça de Henry, que morreu um dia depois.

Sua morte mostrou que a cabeça do piloto sempre será a parte mais sensível em qualquer competição de Opeen Wheel...


E por último, hoje faz 32 anos que Ayrton Senna fez seu primeiro teste na F-1, com a Williams de Keke Rosberg e Jacques Laffite em Donington Park. Esse era o começo de uma vitoriosa carreira na categoria...

Imagens tiradas do Google Imagens

sábado, 18 de julho de 2015

Minha Opinião: O Que A Morte de Jules Pode Significar?


Vou ser rápido e direto: Não muita coisa. Essa ideia minha não foi tomada porque ele era um piloto do fundo do pelotão e jamais havia ganhado um título, mas porque a Fórmula 1 evoluiu em quase tudo que é possível. Hoje vou dar minha opinião sobre a carreira do francês, sobre seu acidente, e sobre as prováveis medidas de segurança que poderão ser adotadas.

Sabe quando você tem uma afinidade com um piloto desde sua estreia? Essa era a minha pelo Bianchi, e aos poucos isso foi aumentando com seus grandes feitos com a Marussia, mais precisamente em 2014. O ápice da minha idolatria foi quando ele sofreu seu acidente no Japão, e sem ter internet, ficava louco á espera de notícias seja de onde viessem.


Um piloto de apenas 25 anos, que tinha um futuro tão grande pela frente, a ponto de lembrar que Senna tinha essa mesma idade em 1985, em sua segunda temporada na categoria, da mesma forma de Jules. Talentoso e respeitoso, Bianchi veio de uma família que vivia de automobilismo, desde suas gerações mais antigas, a ponto de algumas não serem francesas como o de Lucien Bianchi.

A F-1 perdeu uma parte de sua história, não a que já aconteceu, mas a que iria acontecer. O francês era apoiado pela Ferrari e tinha tudo para correr pela equipe em 2016, no lugar de Kimi Räikkönen, numa época de um reinício da equipe de Maranello na categoria. Seu futuro era tão promissor que é um dos melhores pilotos a jamais vencer uma corrida na categoria, agora, na minha opinião, ao lado de Stefan Bellof...


O acidente aconteceu no fatídico dia 5 de outubro de 2014... Na escola, cheguei a fazer um texto sobre esse dia, isso mesmo, fiz um texto na qual até a professora corrigiu e vistou... afinal, esse foi o pior dia da minha vida, em relação á categoria, já que me vi sofrendo pelo acidente de Jules, e dias depois sabendo da morte do MITO, Andrea de Cesaris. Eu estava sem internet naquela semana, por isso jamais escrevi sobre essa corrida, e sobre esse dia, na qual a história perdeu algumas de suas partes.


Depois de saber que a Marussia de de Villota travou em 2012, acabei colocando essa ideia para 2014, para o motivo de Bianchi não ter desacelerado suficientemente para evitar o terrível choque, que não aconteceu em sua cabeça, ao contrário de que muita gente acha. Não há nenhum risco sequer em seu casco, e podemos constatar isso nas imagens, mas a violência do impacto foi tanta que a desaceleração foi capaz de deixa-lo inconsciente.

A culpa foi dele? Essa é a falta de vergonha da FIA em falar isso, essa é minha sincera e humilde opinião. Os fatores que levaram o acidente foram vários, e não apenas um. Vamos começar com o fim-de-semana em Suzuka. Estava previsto um tufão para o dia da corrida, que se concretizou, mas por quê não adiar a corrida para alguma outra data entre o GP da Rússia e dos EUA?


O local do acidente foi também infeliz. Ali, outros dois fortes acidentes aconteceram na categoria, primeiro com Martin Brundle em 1994, 20 anos antes, com as condições semelhares. O britânico acabou atropelando um fiscal que retirava um carro de lá. Em 2001, foi ali que acabou a carreira de Jean Alesi e a passagem na Sauber de Kimi. A batida entre eles foi forte também, com o finlandês levantando voo na direção da cabeça do francês, que teve sorte, da mesma forma dos outros pilotos que estavam passando na pista no momento da batida...


O que um trator/guidaste estava fazendo ali? Aquele é um lugar de estar? É pessoal, essa é a pior pergunta para mim. Por quê não retirar o carro com um guindaste que esteja fora da pista? Por quê teve que ser um pequeno trator a fazer esse trabalho? A F-1 já não devia ter aprendido da burrada que fizeram em Nürburgring em 2007, quando colocaram um veículo pesado na curva em que vários pilotos estavam perdendo o controle?

Além de tudo isso, é claro, por quê Jules não freou o bastante? Teria travado o carro, como aconteceu com Maria em 2012? Será que desmaiou? Tentou ver um espaço para não bater no trator, mas calculou mal? São perguntas que, como as outras, só podem ser respondidas por Deus. Jamais saberemos as respostas delas, nem se buscarmos incansavelmente...


Agora minhas resoluções sobre o acidente? As mesmas sobre a do Alonso... jamais saberemos, como disse no último paragrafo, porque nem a FIA, nem a Marussia saberão explicar corretamento ao público... Ficaremos assim, da mesma forma que ficamos da morte de Senna e de Ratzenberger, sem saber a causa certeira do acidente, apenas nas teorias...

Por último, o que sua morte pode significar para a categoria, alguma mudança? Alguma nova medida de segurança? Carros com cockpits fechados? Vamos lá! As mudanças poderão não ser tão grandes, talvez a maior seja na hora de colocar o SC e o local de deixar os guindastes, de forma acessível para qualquer acidente ser resolvido da maneira mais rápida possível.


A maneira de como a corrida na chuva pode ocorrer também será diferente, só torço para que tenha corridas embaixo de chuva, pois são absolutamente mais emocionantes. O grande problema é quando a organização coloca vidas em risco pelo nome do dinheiro, que sempre falou, e infelizmente, sempre falará mais alto do que a vida de um qualquer. A corrida nem sequer devia acontecer, pois as condições meteorológicas indicavam um tufão, não uma chuva qualquer, que possibilitaria o acontecimento da prova.


A Fórmula 1 só tem a aprender com essa mais nova fatalidade. Só espero que saibam como colocar em prática essas lições, e não fazendo me**** "em nome da segurança" como seria colocar um cockpit fechado nos carros, pois isso é um absurdo. A F-1 sempre foi assim, e sempre terá que ser assim, independentemente do que aconteça. Clark e Senna morreram e não fizeram isso, tomara que continuem assim, pois se você quer ver uma carapuça cobrindo os carros, vá assistir WEC, Turismo e Stock Car...

Em breve um post mais detalhado do por quê de eu não querer ver carros com cockpits fechados na categoria. Essa foi a postagem de hoje, dando algumas opinião sobre quem foi, o que aconteceu, e o que poderá acontecer com o nome de Jules Bianchi...


Essa é a primeira vez que vejo uma morte na F-1, e sem dúvida dessa geração também, todos nós estamos muitos arrasados. Quando soube da notícia, meu coração de disparou e não consegui aguentar... agora acho que é a melhor hora para pilotos como Emmo, Jackie, Jody e Niki se manifestarem, apoiando a todos nós, que enfrentamos isso pela primeira vez...

Adeus, herói, que conseguiu MITAR com uma Marussia, e morreu tentando ser campeão, ficando feliz com isso da mesma forma que disse a frase... #ThaksJules

Dou meus pêsames a toda a família e aos amigos de Jules..

Adeus, Jules...

Termino agora, ouvindo a música 'Show Must Go On', de Queen, na qual represente o que deve acontecer de agora em diante, o show deve continuar...

Imagens tiradas do Google Imagens e Motorsport.com

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Que Uma Fronteira Faz Para 20 Anos


Meio estranho esse título, mas aos poucos você irá entender. Hoje voltei da escola já sabendo que se faz 20 anos que perdíamos Juan Manuel Fangio, na minha opinião, o melhor piloto da história da Fórmula 1. Torcia para que houvesse alguma postagem sobre ele em algum grande site brasileiro, de notícias em geral, e o que eu encontro? Nada.

Para mim isso é um terrível mico, mostrando que tudo que fazem é pachequismo, como por exemplo quando entupiram os sites no ano passado falando sobre a morte de Senna, #Senna20Anos... E assim vai... Esquecer do Fangio é esquecer do automobilismo, lembrar de Ayrton é lembrar de automobilismo, mas quando não se trata de VERDADEIROS fãs do automobilismo, é tudo pacheco...

Qual sua opinião sobre isso? E mais uma vez vemos a imprensa mostrando ser totalmente injusta com um verdadeiro guerreiro que foi Juan Manuel Fangio, deixou saudades, Maestro...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quiz 2# - Campeonato Europeu

Belo sorrido Pastor... quer dizer, Tazio...

É pessoal, outro quiz, agora do Campeonato Europeu de Automobilismo, que foi o precursor da Fórmula 1. Disputado entre 1931 e 1939, o Campeonato teve grandes nomes como Rudi Caracciola e Tazio Nuvolari, e também equipes como Mercedes-Benz, Auto Union e Alfa Romeo. Sem dúvida era fantástico ver as disputas que aconteciam durantes as corridas...

Eis o link aqui, nas letras azuis

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Escuderia Bandeirantes, e Seus Mistérios


Muitos se esquecem da enorme importância de pilotos como Chico Landi, Fritz d'Orey e Gino Bianco, que foram os pioneiros vindos do Brasil na F-1. Além disso, temos outro ponto muito esquecido, a que a Escuderia Bandeirantes foi a primeira equipe brasileira na categoria, sendo fundada por Francisco Landi. Mas temos uma mistério nessa história toda.

Segundo os registros, ou seja, o que sobrou, a Bandeirante foi sim uma equipe brasileira, mas por quê nenhum piloto canarinho correu na estreia? Landi e Philippe Étancelin estavam inscritos para a corrida, mas apenas o francês fez a prova, a única, por sinal, disputada por ele na escuderia. A primeira aventura deu no que deu, 8º lugar.


Antes de continuar, vou explicar um pouco mais a história. Landi, quando foi correr na Europa, chamou a atenção de Enzo Ferrari, que teve ele com um de seus pupilos, mas por pouco tempo, talvez por perceber seu fiel patriotismo, a ponto de querer pintar sua Ferrari de amarelo. Depois de mostrar-se alguém que queria ter a própria equipe, ele perdeu a força em Maranello, e por isso teve que procurar carros na rival, Maserati, que vendeu três A6GCM.

Ao invés de deixar o carro da Europa, ele foi mandado para o Brasil, misteriosamente. A pintura já se sabia qual seria, amarela, com rodas verdes e com uma traseira tendo a bandeira do Brasil (isso segundo a viúva de um ex-piloto). Depois de saber disso fiquei na dúvida quais devem ser mais patriotas, estadunidenses ou brasileiros?

Étancelin ao fundo

Chico já negou várias vezes, mas acho um pouco difícil o governo de Getúlio Vargas não ter ajudado, mas caso tivesse verdadeiramente ajudado, por quê não obrigou a equipe a ter pilotos brasileiros logo de cara? Além disso, por quê a escolha de Philippe Étancelin como piloto? Será que o francês só queria participar da corrida em casa e jamais voltar a ver aquela Maserati amarela em suas mãos? Nunca saberemos as respostas, afinal, poucos envolvidos nessa empreitada ainda estão vivos, e esses envolvidos nem sequer devem ter visto o carro andar...

Na corrida seguinte, em Silverstone, Gino Bianco e Eitel Cantoni estavam inscritos para correr com carro verde e amarelo, e conseguiram, ambos. Logo na primeira volta, o uruguaio abandonou com problemas nos freios, e daí você pode pensar: "Ah, esse é só mais um piloto que correu pela Escuderia Bandeirantes". Engano seu, pois Eitel era, provavelmente, o fundador da equipe.


Então foi Cantoni quem fundou? É meus amigos, essa confusão toda poderia ser mais uma loucura brasileira, agora uruguaia-brasileira. Lembram-se da Forti Corse? Aquela aventura ítalo-brasileira da década de 90, então, esse pode ser um exemplo mais atual do que aconteceu com a Escuderia Bandeirantes, mas por quê ela é brasileira, e não uruguaia? Oh confusão...

Bem, não se sabe muito da vida de Eitel Cantoni depois de sua saída da categoria, mas acredita-se que ele tenha vido morar no Brasil. Bianco e Landi simplesmente ajudaram-o, monetariamente, a fundar a equipe, e por isso devem ser chamados de co-fundadores, mas por quê foi Landi que comprou os carros da Maserati, inscrevendo-os, muitas vezes, em seu nome?

Eitel Cantoni no centro

É uma história louca mesmo, não? Deixo a vocês decidirem as respostas de cada pergunta. Agora voltando as corridas... A equipe também aparecia várias vezes em provas extra-campeonato, mas, muitas vezes, apenas estava inscrita, pois não aparecia no fim-de-semana. Na prova seguinte, no lindo e perigoso "Paraíso Verde", os mesmos pilotos estavam inscritos.

Bianco fez um belo treino e largou em 16º dos 31 participantes, enquanto Cantoni sofria com o fim do grid, talvez pilotando apenas por diversão, já que, provavelmente, se dava mais bem como diretor do que como piloto. Na corrida, o brasileiro não durou nem a primeira volta, enquanto o uruguaio foi até a 4º de 18 voltas.


A próxima corrida, em Zandvoort, teria três carros da equipe serem inscritos, agora sem Eitel e com Chico e Jan Flinterman. Da mesma forma de Cantoni, Landi não se mostrava muito talentoso, especialmente em treinos, quando apanhava do promissor Gino Bianco, que mais uma vez ficou pelo caminho no começo da corrida. Depois de algumas voltas, Chico se via como o único piloto de sua equipe a correr, mas logo isso mudou, quando ele fez a troca com Jan Flinterman, que corria em casa.

Na Itália eles só não queriam repetir a última colocação de Zandvoort, e por isso voltaram a inscrever 3 carros, e agora com Cantoni. Trinta e cinco pilotos estavam inscritos, mas apenas 24 largariam, e por sorte a equipe viu seus pilotos dentro do limite, com Eitel e Gino sendo os últimos colocados. A corrida foi ótima, com os carros resistindo quase até o fim, mas quase.


Cantoni e Bianco abandonaram, enquanto Landi, que andou melhor do que eles na semana inteira, terminou na fantástica 8º colocação, o melhor resultado da equipe. Agora era esperar o ano de 1953, para colocar as novas experiências obtidas em jogo. Mas isso não aconteceu do jeito "planejado". Com a mudança do calendário, o GP da Argentina foi introduzido logo no começo da temporada, e como o país fica ao lado do Brasil, era provável ver a equipe por lá, e é que isso não aconteceu.

Parecia que a equipe sumiu do mapa, não há muitas informações sobre Eitel Cantoni e Gino Bianco, mas parece que Landi ainda tentava levar o nome da Escuderia Bandeirantes paras as corridas, sem exito. A temporada estava quase acabando quando, finalmente, Chico se inscrevera ao lado de sua equipe para o GP da Suiça.
Esse rosto me lembrou o de... Pastor Maldonado

Havia 20 pilotos que iriam participar da corrida, e adivinhe quem largou em último? Chico Landi, que mesmo assim não manchou a honra brasileira e foi atrás de algum ponto milagroso. Talvez o clima iria ajudar, já que o sol era escaldante e os problemas poderiam aparecer, até no defasado Maserati verde e amarelo.

Aos poucos a corrida foi fazendo suas vítimas, até a volta 54, de 65, quando um piloto se tornou o último a abandonar, e esse piloto era Francisco, que teve problemas na sua caixa de câmbio e perderam a chance, de quem sabe, pontuar com a equipe brasileira. A próxima corrida seria em Monza, onde, mais uma vez, Landi tentaria a sorte.

O carro da Escuderia abandonado

O tailandês Prince Bira tinha muito dinheiro, pois era um monarca, e é claro que equipes que sofriam carência de dinheiro queriam ter-lo, entre eles a Escuderia Bandeirates. Entre as corridas da Itália e da Suiça, ele e Chico conversaram, e entraram num acordo. Esse acordo finalizava os projetos da equipe brasileira, para tudo isso ser transferido para a Scuderia Milano, que iria participar de sua última corrida.

O brasileiro abandonou na volta 18, enquanto Bira terminou em 11º, fechando, completamente, a Escuderia Bandeirantes, que nessa corrida correu com o nome de Scuderia Milano e pintada de vermelho, com alguns detalhes, dizem, em amarelo... Mas agora vem outra pergunta: Se a equipe mudou de nome, por quê Prince não conversou com Cantoni, que é o suposto fundador?


É muita pergunta para um post só. Acabei minha postagem aqui, relembrando a vocês: Quais são as suas respostas para essas perguntas? E pensar que se a Escuderia Bandeirantes é misteriosa, imagine outras equipes mais obscuras da categoria. É.... a Fórmula 1 tem tanta história para contar, que se ela fosse uma pessoa, mal saberia de onde começar...

Imagens tiradas do Google Imagens