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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

GP Memorável 71# - Argentina 1956


Meses depois da última prova da temporada de 1955, muita coisa havia se passado no período que dividiu ambas as temporadas, entre elas a saída da Mercedes-Benz de todas as competições automobilísticas e a "fuga" de Fangio para Ferrari e Moss para Maserati. De todos os construtores, incluindo também BRM, Gordini, Vanwall e Connaught, o favoritismo estava apenas nas equipes vindas da Itália, o que prometia deixar o campeonato bastante emocionante.

Com falta de finanças, apenas carros vermelhos estavam presentes para o GP da Argentina, mesmo com a Gordini fazendo uma inscrição de dois carros para Manzon e Bayol. Querendo peitar a rival conterrânea, a Maserati enviou nada menos nada mais do que oito 250F, a maior parte servindo a equipe oficial da marca: Officine Alfieri Maserati.

O italiano Luigi Piotti compareceu com um dos bólidos da equipe do tridente tendo uma inscrição particular, da mesma forma do uruguaio Alberto Uria, que chamou seu compatriota Oscar González para dividir um velho A6GCM que eles tinham. Já com seus 48 anos de idade, Chico Landi ainda foi convidado pela Maserati para guiar um de seus carros, mas, já se precavendo, a equipe italiana também chamou Gerino Gerini, caso o brasileiro não aguentasse a prova de 3 horas de duração.


Outros nomes que estariam guiando o 250F, além de Moss e Behra, eram José Froilán González e Carlos Menditeguy, para delírio dos torcedores argentinos. Mike Hawthorn foi mandado pela BRM para participar da prova, porém sem o novo P25, e sim com um 250F modificado incluindo freios a disco nas rodas.

Depois de testar vários modelos durante os treinos, a Ferrari finalmente decidira com qual configuração cada piloto seu iria correr, com destaque ao estreante belga Olivier Gendebien. Fangio, Castellotti e Musso correriam com o D50 equipado com um motor V8 2.5, enquanto Collis ficara com um antigo 555 usando um motor L4, com Gendebien utilizando o mesmo chassis porém o mesmo V8 usado pelo trio principal.


Na calorenta qualificação, Juan Manuel Fangio conseguiu a pole position com o tempo de 1:42.5, apenas 0.2s mais rápido do que Eugenio Castellotti. Luigi Musso e Jean Behra completavam a primeira fila, com González conquistando um quinto posto seguido por Menditeguy e Moss numa fila dominada por Maseratis. Mike Hawthorn era oitavo, Peter Collins e Olivier Gendebien mostravam o tão ruim era o 555 conquistando os últimos dois lugares no top ten.

Fechando a terceira fila, Chico Landi, com 1:57.9, deixando-o na frente de Luigi Piotti e do uruguaio Alberto Uria, que não treinou. Depois das absurdas temperaturas da edição anterior, o início da prova voltou a ser marcado às 16:00, programando um fim de corrida para as 19:00, quando a luz natural ainda seria boa o suficiente e as temperaturas aceitáveis.


Na largada, Luigi Musso toma a ponta com José Froilán González e Carlos Menditeguy seguindo o italiano que, ainda na primeira volta, perderia a liderança da prova para González. Castellotti e Fangio fizeram péssimas largadas e ocupavam a quarta e quinta colocação ao fim do primeiro giro, com Moss em sexto, Behra apenas na sétima posição e Hawthorn duelando com Collins pela oitava.

Chico Landi havia ultrapassado Olivier Gendebien, enquanto Alberto Uria seguia o brasileiro e segurava o estreante belga com Piotti ficando em último. Musso logo perderia a segunda colocação para o surpreendente e explosivo Menditeguy, com Eugenio Castellotti se aproveitando para também ultrapassar o companheiro. Andando mais do que seu eterno rival, Stirling Moss passa por Juan Manuel Fangio.


No fundo do pelotão, Gendebien consegue deixar Uria para trás, enquanto Collins e Hawthorn seguem disputando pela oitava colocação. Perseguindo o compatriota, Carlos Menditeguy tem sorte e vê González ter problemas logo em sua frente, deixando a liderança da prova para o companheiro. Decaindo, o "Touro dos Pampas" acompanha todas as manobras de Fangio para retomar a posição perdida para Moss além de ultrapassar Musso.

O Maestro vem fazendo prova fantástica e já se aproxima de Catellotti, ultrapassando o italiano antes de começar a ter problemas e perder várias posições. Inteligente, Stirling Moss se aproveita do ocorrido com o ex-companheiro para ultrapassar Eugenio e assumir a segunda colocação, com Menditeguy abrindo cada vez mais.


González ainda consegue retomar o rendimento de sua Maserati, se mantendo na quarta colocação. Fangio ainda tentaria de tudo para voltar a corrida com o mesmo carro #30 que iniciou, porém, em manobra rápida e esperta, o chefe de equipe, na ocasião Amarotti Ferrari, pede para que Luigi Musso venha aos boxes para substituição.

Na volta 30, o carro número #34 passa a ser do argentino, enquanto a prova já havia visto González ultrapassar Castellotti antes de abandonar e Musso perder a posição para Behra: Fangio teria trabalho pela frente. Menditeguy estava imparável na liderança, marcando volta mais rápida atrás de volta mais rápida, abrindo para Moss, mas agora Fangio entrou para rivalizar com o compatriota.


De maneira alucinante, um batalhava com o outro para conquistarem a melhor volta da prova, enquanto, voltas depois, Castellotti abandonou com problemas na sua caixa de câmbio, facilitando ainda mais a vida de Fangio que assumiu a terceira colocação depois de também passar Jean Behra. Lá na frente, Stirling Moss começa a ver fumaça saindo de seu motor, mas ainda se mantém na prova para assumir a liderança depois de Carlos Menditeguy ter problemas no semi-eixo.

Caso a conta de que 100 voltas fosse dividida, provavelmente haveria uma troca de pilotos entre as voltas de número 40 e 50, e é nessa altura que acredita-se que Landi foi substituído por Gerini, algo que nunca foi oficializado, mesmo sabendo que o italiano cruzou a linha de chegada no Maserati 250F. Mais ao fundo, Alberto Uria trocava com Oscar González.

Com fortes dores no braço, Gendebien faz boa prova de resistência na sétima colocação, evitando atrapalhar os ponteiros e não sendo pressionado por Piotti, que fez a maior marmelada da prova. Peter Collins, estreando na Ferrari com o terrível modelo Super Squalo, estava na quinta colocação antes de encontrar o italiano, que fechou e freou bruscamente em cima do britânico que acabou batendo e abandonando.


Alucinado, Fangio comete erros tentando se aproximar da Maserati de Moss que a cada volta solta mais fumaça de seu motor, com Behra em terceiro, Hawthorn numa fantástica quarta colocação e Gerini (ou seria Landi) guiando o mesmo bólido de Landi na quinta, e pontuável, posição.

As tentativas de manter a liderança chegavam ao fim, e Stirling Moss teve de ceder para Juan Manuel Fangio na volta 67, ainda se mantendo na segunda colocação por mais seis giros antes de ser ultrapassado por Jean Behra e abandonar. Depois de seu abandono, a classificação era a seguinte: Fangio em primeiro, Behra em segundo, Hawthorn em terceiro, Gerini (quem sabe Landi?) em quarto, Gendebien em quinto e González em sexto.

No carro #10, Chico Landi...

E com o grande número de abandonos, a organização decidiu dar a bandeirada na volta 98 ao invés da 100, talvez porque o herói local, Juan Manuel Fangio, começava a perder terreno para Jean Behra, que fechou o pódio com Mike Hawthorn conquistando um fantástico terceiro posto. Luigi Musso conquistou sua única vitória dessa forma, dividindo sua Ferrari com o companheiro.

Fechando os lugares pontuáveis, Gerini e Landi conquistaria 1,5 ponto pelo fantástico quarto lugar, dando ao Brasil seus primeiros pontinhos na categoria, enquanto Gendebien foi fantástico ao guiar com dores no braço e conquistar dois pontos logo em sua estreia em Grand Prixs...


Assim começava a temporada de 1956 da Fórmula 1, que prometia ser bastante equilibrada.

RESULTADOS:
  1. 34 - ITA / ARG - Luigi Musso / Juan Manuel Fangio - Scuderia Ferrari - 3:00:03.7 - 4 / 5pts
  2. 4 - FRA - Jean Behra - Officine Alfieri Maserati - +24.4s - 6pts
  3. 14 - GBR - Mike Hawthorn - Owen Racing Organisation - +2 Voltas - 4pts
  4. 10 - BRA / ITA - Chico Landi / Gerino Gerini - Officine Alfieri Maserati - +6 Voltas - 1,5 / 1,5pt
  5. 38 - BEL - Olivier Gendebien - Scuderia Ferrari - +7 Voltas - 2pts
  6. 16 - URU / URU - Alberto Uria / Oscar González - A Uria - +10 Voltas
  7. 2 - GBR - Stirling Moss - Officine Alfieri Maserati - Motor - OUT
  8. 36 - GBR - Peter Collins - Scuderia Ferrari - Acidente - OUT
  9. 8 - ITA - Luigi Piotti - L Piotti - Acidente - OUT
  10. 6 - ARG - Carlos Menditeguy - Officine Alfieri Maserati - Semi-eixo - OUT
  11. 32 - ITA - Eugenio Castellotti - Scuderia Ferrari - Caixa de Câmbio - OUT
  12. 12 - ARG - José Froilán González - Officine Alfieri Maserati - Motor - OUT
  13. 30 - ARG - Juan Manuel Fangio - Scuderia Ferrari - Bomba de Combustível - OUT
  14. 18 - FRA - Robert Manzon - Equipe Gordini - DNA
  15. 20 - FRA - Elie Bayol - Equipe Gordini - DNA
Volta Mais Rápida: Juan Manuel Fangio - 1:45.3

Perceba a diferença das rodas de Hawthorn em comparação aos dos outros competidores

Curiosidades:
- 49º GP
- 1º GP de Olivier Gendebien
- 1º GP de Gerino Gerini
- 1º e único GP de Oscar González
- 1º e única vitória de Luigi Musso
- 18º vitória de Juan Manuel Fangio
- 21º vitória da Ferrari
- 20º pole position da Ferrari
- 21º vitória do motor Ferrari
- 20º pole position do motor Ferrari
- Último GP de Alberto Uria
- Último GP de Chico Landi
- Primeiros pontos de Chico Landi e Gerino Gerini na Fórmula 1
- Primeiros pontos do Brasil na Fórmula 1

  • MELHOR PILOTO: Carlos Menditeguy
  • SORTUDO: Juan Manuel Fangio
  • AZARADO: Eugenio Castellotti
  • SURPRESA: Olivier Gendebien
Carlos Menditeguy, em todos os seus GPs argentinos, este foi provavelmente o mais inspirado, liderando a corrida sem problemas e caminhando para uma vitória caso não tivesse quebrado sua Maserati. Fangio teve sorte em dividir o carro com Musso, se beneficiar de abandonos e arrancar uma surpreendente vitória no início da temporada: a Mercedes poderia ter ido embora, mas o Maestro continuava o mesmo. Castellotti poderia ter herdado a vitória caso não abandonasse no meio da prova. Mesmo com dores no braço, Gendebien fez grande prova para marcar seus primeiros pontos logo na estreia.


Campeonato de Pilotos
  1. FRA - Jean Behra - Officine Alfieri Maserati - 6pts
  2. ARG - Juan Manuel Fangio - Scuderia Ferrari - 5pts
  3. ITA - Luigi Musso - Scuderia Ferrari - 4pts
  4. GBR - Mike Hawthorn - Owen Racing Organisation - 4pts
  5. BEL - Olivier Gendebien - Scuderia Ferrari - 2pts
  6. BRA - Chico Landi - Officine Alfieri Maserati - 1,5pts
  7. ITA - Gerino Gerini - Officine Alfieri Maserati - 1,5pts

Imagens tiradas do Google Imagens e www.f1-web.com.ar/argentina56

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Escuderia Bandeirantes, e Seus Mistérios


Muitos se esquecem da enorme importância de pilotos como Chico Landi, Fritz d'Orey e Gino Bianco, que foram os pioneiros vindos do Brasil na F-1. Além disso, temos outro ponto muito esquecido, a que a Escuderia Bandeirantes foi a primeira equipe brasileira na categoria, sendo fundada por Francisco Landi. Mas temos uma mistério nessa história toda.

Segundo os registros, ou seja, o que sobrou, a Bandeirante foi sim uma equipe brasileira, mas por quê nenhum piloto canarinho correu na estreia? Landi e Philippe Étancelin estavam inscritos para a corrida, mas apenas o francês fez a prova, a única, por sinal, disputada por ele na escuderia. A primeira aventura deu no que deu, 8º lugar.


Antes de continuar, vou explicar um pouco mais a história. Landi, quando foi correr na Europa, chamou a atenção de Enzo Ferrari, que teve ele com um de seus pupilos, mas por pouco tempo, talvez por perceber seu fiel patriotismo, a ponto de querer pintar sua Ferrari de amarelo. Depois de mostrar-se alguém que queria ter a própria equipe, ele perdeu a força em Maranello, e por isso teve que procurar carros na rival, Maserati, que vendeu três A6GCM.

Ao invés de deixar o carro da Europa, ele foi mandado para o Brasil, misteriosamente. A pintura já se sabia qual seria, amarela, com rodas verdes e com uma traseira tendo a bandeira do Brasil (isso segundo a viúva de um ex-piloto). Depois de saber disso fiquei na dúvida quais devem ser mais patriotas, estadunidenses ou brasileiros?

Étancelin ao fundo

Chico já negou várias vezes, mas acho um pouco difícil o governo de Getúlio Vargas não ter ajudado, mas caso tivesse verdadeiramente ajudado, por quê não obrigou a equipe a ter pilotos brasileiros logo de cara? Além disso, por quê a escolha de Philippe Étancelin como piloto? Será que o francês só queria participar da corrida em casa e jamais voltar a ver aquela Maserati amarela em suas mãos? Nunca saberemos as respostas, afinal, poucos envolvidos nessa empreitada ainda estão vivos, e esses envolvidos nem sequer devem ter visto o carro andar...

Na corrida seguinte, em Silverstone, Gino Bianco e Eitel Cantoni estavam inscritos para correr com carro verde e amarelo, e conseguiram, ambos. Logo na primeira volta, o uruguaio abandonou com problemas nos freios, e daí você pode pensar: "Ah, esse é só mais um piloto que correu pela Escuderia Bandeirantes". Engano seu, pois Eitel era, provavelmente, o fundador da equipe.


Então foi Cantoni quem fundou? É meus amigos, essa confusão toda poderia ser mais uma loucura brasileira, agora uruguaia-brasileira. Lembram-se da Forti Corse? Aquela aventura ítalo-brasileira da década de 90, então, esse pode ser um exemplo mais atual do que aconteceu com a Escuderia Bandeirantes, mas por quê ela é brasileira, e não uruguaia? Oh confusão...

Bem, não se sabe muito da vida de Eitel Cantoni depois de sua saída da categoria, mas acredita-se que ele tenha vido morar no Brasil. Bianco e Landi simplesmente ajudaram-o, monetariamente, a fundar a equipe, e por isso devem ser chamados de co-fundadores, mas por quê foi Landi que comprou os carros da Maserati, inscrevendo-os, muitas vezes, em seu nome?

Eitel Cantoni no centro

É uma história louca mesmo, não? Deixo a vocês decidirem as respostas de cada pergunta. Agora voltando as corridas... A equipe também aparecia várias vezes em provas extra-campeonato, mas, muitas vezes, apenas estava inscrita, pois não aparecia no fim-de-semana. Na prova seguinte, no lindo e perigoso "Paraíso Verde", os mesmos pilotos estavam inscritos.

Bianco fez um belo treino e largou em 16º dos 31 participantes, enquanto Cantoni sofria com o fim do grid, talvez pilotando apenas por diversão, já que, provavelmente, se dava mais bem como diretor do que como piloto. Na corrida, o brasileiro não durou nem a primeira volta, enquanto o uruguaio foi até a 4º de 18 voltas.


A próxima corrida, em Zandvoort, teria três carros da equipe serem inscritos, agora sem Eitel e com Chico e Jan Flinterman. Da mesma forma de Cantoni, Landi não se mostrava muito talentoso, especialmente em treinos, quando apanhava do promissor Gino Bianco, que mais uma vez ficou pelo caminho no começo da corrida. Depois de algumas voltas, Chico se via como o único piloto de sua equipe a correr, mas logo isso mudou, quando ele fez a troca com Jan Flinterman, que corria em casa.

Na Itália eles só não queriam repetir a última colocação de Zandvoort, e por isso voltaram a inscrever 3 carros, e agora com Cantoni. Trinta e cinco pilotos estavam inscritos, mas apenas 24 largariam, e por sorte a equipe viu seus pilotos dentro do limite, com Eitel e Gino sendo os últimos colocados. A corrida foi ótima, com os carros resistindo quase até o fim, mas quase.


Cantoni e Bianco abandonaram, enquanto Landi, que andou melhor do que eles na semana inteira, terminou na fantástica 8º colocação, o melhor resultado da equipe. Agora era esperar o ano de 1953, para colocar as novas experiências obtidas em jogo. Mas isso não aconteceu do jeito "planejado". Com a mudança do calendário, o GP da Argentina foi introduzido logo no começo da temporada, e como o país fica ao lado do Brasil, era provável ver a equipe por lá, e é que isso não aconteceu.

Parecia que a equipe sumiu do mapa, não há muitas informações sobre Eitel Cantoni e Gino Bianco, mas parece que Landi ainda tentava levar o nome da Escuderia Bandeirantes paras as corridas, sem exito. A temporada estava quase acabando quando, finalmente, Chico se inscrevera ao lado de sua equipe para o GP da Suiça.
Esse rosto me lembrou o de... Pastor Maldonado

Havia 20 pilotos que iriam participar da corrida, e adivinhe quem largou em último? Chico Landi, que mesmo assim não manchou a honra brasileira e foi atrás de algum ponto milagroso. Talvez o clima iria ajudar, já que o sol era escaldante e os problemas poderiam aparecer, até no defasado Maserati verde e amarelo.

Aos poucos a corrida foi fazendo suas vítimas, até a volta 54, de 65, quando um piloto se tornou o último a abandonar, e esse piloto era Francisco, que teve problemas na sua caixa de câmbio e perderam a chance, de quem sabe, pontuar com a equipe brasileira. A próxima corrida seria em Monza, onde, mais uma vez, Landi tentaria a sorte.

O carro da Escuderia abandonado

O tailandês Prince Bira tinha muito dinheiro, pois era um monarca, e é claro que equipes que sofriam carência de dinheiro queriam ter-lo, entre eles a Escuderia Bandeirates. Entre as corridas da Itália e da Suiça, ele e Chico conversaram, e entraram num acordo. Esse acordo finalizava os projetos da equipe brasileira, para tudo isso ser transferido para a Scuderia Milano, que iria participar de sua última corrida.

O brasileiro abandonou na volta 18, enquanto Bira terminou em 11º, fechando, completamente, a Escuderia Bandeirantes, que nessa corrida correu com o nome de Scuderia Milano e pintada de vermelho, com alguns detalhes, dizem, em amarelo... Mas agora vem outra pergunta: Se a equipe mudou de nome, por quê Prince não conversou com Cantoni, que é o suposto fundador?


É muita pergunta para um post só. Acabei minha postagem aqui, relembrando a vocês: Quais são as suas respostas para essas perguntas? E pensar que se a Escuderia Bandeirantes é misteriosa, imagine outras equipes mais obscuras da categoria. É.... a Fórmula 1 tem tanta história para contar, que se ela fosse uma pessoa, mal saberia de onde começar...

Imagens tiradas do Google Imagens