sábado, 6 de junho de 2015

TOP 10 - Equipes da F-1 - Minha Opinião


Hoje vou dar minha opinião sobre as maiores equipes da F-1 de todos os tempos. Gostaria de relembrar que essa é a minha opinião e também meus "termos" para entrar nessa lista, já que não me preocupei muito com a quantidade de títulos, pilotos, porcentagem de campeonatos conquistados, épocas douras entre outras. Espero que gostem, e também peço que deem sua opinião, para que ela possa sair aqui...

10 - Minardi F1 Team

Fundador: Giancarlo Minardi - Sede: Faenza - Primeira Corrida: GP Brasil 1985 - Última Corrida: GP China 2005 - Volta Mais Rápida: 0 - Títulos: 0 (7º Lugar em 1991) - Pole Position: 0 (P.Martini 2º GP EUA 1990) - Vitórias: 0 (P.Martini 4º GP San Marino 1991 - P.Martini 4º GP Portugal 1991 - C.Fittipaldi 4º GP África do Sul 1993)

Uma das equipes mais amadas da história da F-1, quase sempre produzindo carro belos... e lentos... Mesmo assim, a Minardi conquistou o coração de muita gente, á ponto de alguns chamarem a Toro Rosso de Minardi... Seus grande pilotos foram Christian Fittipaldi, Pierlugi Martini, que quase sempre correu na equipe, Alessandro Nannini, Fernando Alonso, Mark Webber, Jarno Trulli, Giancarlo Fisichella, Michele Alboreto, Gianni Morbidelli, Roberto Moreno e Andrea de Cesaris. Jamais subiu ao pódio, o máximo que conseguiu foi três 4º lugares, duas com Martini e uma com Chrstian. Não me preocupei com os resultados para coloca-la na lista, pois, pelo que eu saiba, todos amam uma equipe pequena....

9 - Équipe Renault Elf, Renault F1 Team, Renault Lotus GP

Sede: Viry-Châtillon, Enstone - Primeira Corrida: GP Grã-Bretanha 1977 - Última Corrida: GP Brasil 2011 - Volta Mais Rápidas: 31 - Pole Positions: 51 - Vitórias: 35 - Títulos: 2

Não sou muito fã da Renault, mas sei que ele teve uma grande importância para a história da categoria. Começando pela sua estreia, em 1977, introduzindo os motores turbo, que tinham muito mais potência do que os aspirados. Inicialmente essa tentativa era motivo de piada, já que nem sequer pontos eles conquistavam. Mas isso começou a mudar na virada da década de 70 para 80, quando a Renault se tornou uma equipe de ponta.

Mesmo conquistando vitórias ela não conseguia se aproximar do título, que poderia ter vindo em 1983, mas o azar mais uma vez prevaleceu na equipe de Viry-Châtillon. Depois de se retirar da F-1 em 1985, ela passou a focar no fornecimento de motores, para equipes como Lotus e Williams, mais tarde. Na década de 90, a Renault conquistou 4 títulos ao lado da Williams.


Seu retorno foi em 2002, após comprar a Benetton. Ela logo conseguiu superar equipes do meio do pelotão, e em 2003 já ameaçava os grandes, um exemplo disso foi a vitória de Alonso na Hungria. Em 2005, ela se viu no top da categoria, tendo o melhor carro e uma dos melhores pilotos, assim ficou fácil conquistar o primeiro título. Em 2006 o triunfo foi mais difícil, mas veio depois do motor Ferrari estourar. 

Em 2011 começou a usar a pintura preta e dourada, e no ano seguinte já não era considerada mais Renault. Seus grandes nomes foram: Jean-Pierre Jabouille, René Arnoux, Alain Prost, Eddie Cheever, Derek Warwick, Patrick Tambay, Jarno Trulli, Jenson Button, Fernando Alonso, Giancarlo Fisichella e Robert Kubica.

8 - Infiniti Red Bull Racing

Sede: Milton Keynes - Primeira Corrida: GP da Austrália de 2005 - Última Corrida: Ainda Em Atividade - Títulos: 4 - Vitórias: 50 - Pole Positions: 57 - Voltas Mais Rápidas: 44

Se tem alguma equipe que cresceu tão rapidamente sem ser de fábrica, essa é a Red Bull, e também o motivo dela estar nessa 8º colocação. Depois de comprar a Jaguar, a equipe começou até que bem em 2005, conquistando vários pontos nas primeiras corridas, mas o primeiro pódio só veio no ano seguinte, com David Coulthard. Em 2006 a temporada não foi aquelas coisas, marcando menos da metade dos pontos conquistados no ano anterior.

Com Mark Webber a equipe melhorou, e conquistou um 5º lugar na temporada de 2007. Na temporada seguinte, a Red Bull deu á Coutlhard seus últimos pontos e pódio, sem contar que acabou tendo uma temporada pior do que a Toro Rosso, que tinha Sebastian Vettel. Com a contratação do alemão, e a mudança das regras em 2009, começara a Era Red Bull.


O primeiro título veio de maneira fantástica em 2010, tal como em 2012, quando a equipe teve McLaren e Ferrari quase do mesmo nível. Em 2011 e 2013 ela acabou dominando totalmente a competição, e isso em menos de 10 anos de história. Esse domínio acabou tirando de muitos a simpatia com ela.

Em 2014 a equipe decaiu, Vettel não conseguiu acompanhar seu companheiro, e a Red Bull não conseguiu segurar a Mercedes. Nas últimas provas ainda foi superada pela Williams, mas ainda se segurou no 2º lugar. Nesse ano ela tenta se reerguer, com um motor que mais estoura do que anda, mas ainda tentando se aproximar da Williams.

7 - Alfa Romeo SpA, Autodelta, Marlboro Team Alfa Romeo, Benetton Team Alfa Romeo

Fundadores: Alexandre Darracq, Ugo Stella e Nicola Romeo - Sede: Milão - Primeira Corrida: GP Grã-Bretanha 1950 - Última Corrida: GP Austrália 1985 - Títulos: 2 - Vitórias: 10 - Pódios: 26 - Pole Positions: 12 - Voltas Mais Rápidas: 14

Nas duas primeiras temporadas da F-1, dois títulos, um com Nino e outro com o Maestro Fangio. Se ela estava dominando a categoria, por quê se retirou? O governo italiano negou a petição de eles financiarem um novo carro, para combaterem um conhecido chamado Enzo Ferrari, por isso eles acabaram saindo da competição.

Mesmo assim, a Alfa forneceu motores até a década de 1980, passando por equipes como Brabham e Ligier, mas sem muito sucesso. Seu retorno aconteceu em 1979, e logo no ano seguinte ela teve que enfrentar a morte de um de seus pilotos, Patrick Depailler. Ela ainda teve o MITO Andrea de Cesaris como piloto, na época em que se parecia mais com uma McLaren do que com um carro italiano.


Depois da saída de de Cesaris, eles acabaram sendo patrocinados pela Benetton, que esperava se tornar uma equipe no futuro. A Alfa nem lembrava o seu começo glorioso, tendo problemas de motor quase em toda a corrida, e estragando parte da carreira de dois bons pilotos, Riccardo Patrese e Eddie Cheever, que mesmo assim ainda arrancavam um TOP 6, ou até mesmo um pódio, como o italiano conseguiu em 1984. O sonho definitivamente acabou em 1985...

6 - Tyrrell Racing Organisation

Fundador: Ken Tyrrell - Sede: Ockham - Primeira Corrida: GP África do Sul 1968 - Última Corrida: GP Japão 1998 - Títulos de Construtores: 1 - Títulos de Pilotos: 3 - Vitórias: 23 - Pole Positions: 14 - Voltas Mais Rápidas: 20

Atualmente a Tyrrell é a Mercedes, que já vem com um título da Brawn antes desse conquistado no ano passado. Sinônimo de belos carros é Tyrrell, o azul, que sempre encanta qualquer pessoa, quase sempre estava nos carros do "Tio Ken", que com eles teve grandes nomes como: Jackie Stewart, François Cevert, Jody Schckter, Ronnie Peterson, Stefan Bellof, Martin Brundle, Michele Alboreto, Mark Blundell, Andrea de Cesaris e Stefano Modena.


Logo no seu segundo ano ela conquistou seu primeiro título, com um chassis da Matra usado por Stewart, que ainda voltaria ser campeão pela equipe em 1971 e 1973, quando ela já produzia seus próprios carros. O primeiro baque da equipe veio no fim da temporada de 1973, a última do escocês, e provavelmente o começo de uma nova era na equipe, a de François Cevert, que infelizmente perdeu a vida em Watkins Glen...

As inovações marcaram a história da Tyrrell, como os aerofólios na parte lateral do carro, a asa traseira bumerangue, e o mais incrível, um carro com 6 rodas, o P34. Claro que havia dificuldades de se trabalhar com um carro com 4 rodas na frente, especialmente na hora das paradas, mas o carro era ótimo, tinha uma boa direção que beneficiava os pilotos em pistas mais travadas como Mônaco.


Na década de 1980, as últimas alegrias vieram com Alboreto, ambas nos EUA, além de outros dois baques. O primeiro ocorreu em 1984, quando a equipe foi sumariamente excluída da competição, depois de conter um série de irregularidades graves. No ano seguinte, o promissor Stefan Bellof perdeu a vida em Spa. Ele ainda perderia outros dois pilotos, Brundle e Capelli, que saíram da equipe.

Na década de 90 o último pódio veio com Mark Blundell, em uma época em que a Tyrrell tinha que sobreviver com pilotos pagantes. Mas ela não resistiria por muito tempo, e com isso foi comprada pela BAT, que se tornou BAR em 1999. Mais tarde, a equipe BAR virou a Honda, de Honda para Brawn, e depois disso veio a época da Mercedes...

5 - Team Lotus

Fudandor: Colin Chapman - Sede: Hethel - Primeira Corrida: GP Mônaco 1958 - Última Corrida: GP Austrália 1994 - Títulos de Construtores: 7 - Títulos de Pilotos: 6 - Vitórias: 73 - Pole Positions: 102 - Voltas Mais Rápidas: 65

A Lotus é uma equipe que sempre teve grandes inovações tecnológicas, como o monocoque e o carro asa, mas mesmo assim sofreu muito com as dividas, até quebrar em 1994, quando ela não tinha Colin Chapman há 12 anos. Com os grandes nomes como Moss, Clark e Hill, a Lotus acabou crescendo muito na década de 60, vendo seus pilotos dividirem títulos entre si, enquanto a concorrência tentava fazer alguma coisa.

A morte de Jim Clark sem dúvida foi um lado negativo para a equipe, que tinha ele como estrela. Depois disso ela teve que buscar alguém para colocar no lugar da dupla Clark-Hill, e uma ótima dupla de pilotos jovens que encontraram foi Rindt-Fittipaldi. O austríaco dominou a temporada de 1970, a ponto de ser campeão mesmo morto...


Depois de perder Jochen, Colin focou mais no brasileiro, que deu ao Brasil seu primeiro título em 1972. Mas logo, Ronnie Peterson começou a ser beneficiado, contribuindo para a saída de Emmo. O sueco também acabou saindo da equipe, que teve que ficar na busca de um piloto que podia desenvolver um novo tipo de carro...

Logo eles tinham Gunnar Nilsson e Mario Andretti. O sueco foi diagnosticado com câncer, e Peterson voltou para substitui-lo, mas também para morrer em 1978, quando o carro já era o melhor do mundo, dando á Andretti seu único título. Nos anos seguintes a equipe decaiu, saiu da frente do pelotão para ir no meio dele.

Tendo Elio de Angelis e Nigel Mansell, a equipe ainda esperava voltar a crescer, coisa que só aconteceu em 1984, mas antes disso... de Angelis deu á Colin Chapman sua última vitória enquanto vivo. Infelizmente, Chapman morreu no fim de 1982, de um ataque cardíaco. Mansell começou a crescer muito, e se tornar um dos melhores pilotos do Mundo, mas ele acabou não conseguindo a tão sonhada primeira vitória na Lotus.


Ayrton Senna chegou para dar á Lotus suas últimas alegrias, voando com os carro preto e dourado, quase vencendo todas as primeiras corridas da temporada de 1985. Depois que ele saiu... Piquet veio para substitui-lo, mas o carro já estava ultrapassado, sem chances de dar qualquer chance de vitória ao tricampeão. A última grande estrela da equipe foi Mika Häkkinen, que ainda conseguia tirar algumas coisa na temporada de 1991.

Tudo acabou no fim de 1994, com a marca quase falindo... mesmo tendo uma história tão rica em títulos, inovações e pilotos: Stirling Moss, Graham Hill, Jim Clark, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, Mario Andretti, Jacky Ickx, Gunnar Nilsson, Carlos Reutemann, Nigel Mansell, Elio de Angelis, Ayrton Senna, Nelson Piquet, Mika Häkkinen e Johnny Herbert...,

4 - McLaren Racing Limited

Fundador: Bruce McLaren - Sede: Woking - Primeira Corrida: GP Mônaco 1966 - Última Corrida: Ainda Em Atividade - Título de Construtores: 8 - Título de Pilotos: 12 - Vitórias: 182 - Pole Positions: 155 - Voltas Mais Rápidas: 152

Equipe amada por muitos brasileiros, afinal, Ayrton Senna conquistou seus três títulos lá. O começo dela não foi aquelas coisas, e, infelizmente, só após a morte de Bruce McLaren a equipe começou a comemorar e muito. Primeiro investiu em trazer Emerson Fittipaldi para a equipe, que conseguiu segurar o brasileiro por duas temporadas e ainda conquistar seu primeiro título.

Além de se tornar campeã pela primeira vez, a McLaren ainda descobriu uma grande rival, a maior de todas, a Ferrari. Eles protagonizariam pegas nos anos de 1974 até 1976, com Emerson, Clay, Niki e James disputando por títulos. Apenas o suiço acabou ficando sem nenhum, enquanto a disputa entre McLaren x Ferrari esquentava com a batalha Lauda x Hunt.

Depois da saída do playboy britânico, a equipe decaiu, a ponto de só conquistar vitórias com a habilidade braçal de John Watson, que conseguia largar nas últimas filas e terminar á frente de outros grandes nomes com grandes carros. A virada da década de 70 para 80 foi difícil, mesmo tendo Watson e Lauda a equipe não conseguia se aproximar dos títulos.


No meio da década de 80, a equipe começaria a entrar para história. Com um carro arrasador, Niki Lauda conquistou seu último título, e ainda Prost seus dois primeiros. Depois de uma vitoriosa parceira com a TAG-Porsche, a equipe começou a correr com os motores Honda a partir de 1988, formando uma das duplas mais vitoriosas de todos os tempos. Senna e Prost dominaram o fim da década de 80, dividindo títulos e criando uma gigantesca rivalidade...

Com a saída de Prost, a equipe focou em Senna, que conquistou mais dois títulos sem o francês ao seu lado. Depois da saída de Ayrton e da Honda, a equipe voltou a ser uma mera figurante do meio do pelotão, apenas surpreendendo aos poucos com duplas como Häkkinen e Brundle. A nova parceira com a Mercedes prometia trazer de volta a marca alemã á F-1, mas isso não acabou dando certo de imediato, e olha que o começo foi bom.

Com o bicampeonato de Häkkinen em 1998 e 1999, a equipe começaria a perder para a Ferrari, não conseguindo seguir os passos da equipe que dominaria o começo do novo milênio. Tudo começou a mudar a partir de 2005, quando Kimi ainda tentou disputar o título com Alonso, mas sem sucesso. Na temporada de 2007 eles trouxeram um garoto britânico chamado Lewis Hamilton, que começou de forma estupenda na categoria.

O título com Lewis seria conquistado apenas em 2008, um ano depois de ter criado toda uma má relação com Alonso, e ainda a espionagem em cima da Ferrari. Depois de 2009 a equipe não foi a mesma, mesmo com vitórias de Button e Hamilton, a McLaren nunca mais voltou a disputar um título de igual para igual. Atualmente tenta reerguer a parceria com a Honda...

3 - Williams Grand Prix Engineering Limited

Fundadores: Frank Williams, Patrick Head - Sede: Grove - Títulos de Construtores: 9 - Títulos de Pilotos: 7 - Vitórias: 114 - Pole Positions: 128 - Voltas Mais Rápidas: 133

Seu início aconteceu na década de 1960, com Frank Williams comprando chassis de outras equipes para colocar seu piloto, Pier Courage para correr. Mas, oficialmente, sua estreia aconteceu em 1977. Depois de fazer várias corridas, quase sempre no fim do pelotão, Frank Williams começou a construir seus próprios carros, até ter sua primeira vitória em 1979, com Clay Regazzoni em casa...

Aquela corrida marcava o começo de uma Era. No ano seguinte, a dupla de pilotos da equipe dominou a temporada, com Alan Jones se sagrando campeão, mas logo essa parceira virou rivalidade. Em 1981, o "Tio Frank" teve que enfrentar a inimizade de Reutemann com o australiano, que saiu da F-1 por certo tempo.


Depois da saída de Reutemann e de Jones, Frank Williams apostou em um jovem finlandês, Keke Rosberg, que logo conquistou outro título para a equipe britânica, e com apenas uma vitória. Dois anos depois desse título, a equipe começou uma vitoriosa parceria com a Honda, que sofria nos primeiros anos, mas depois conseguiu dar títulos como o de 1986 e 1987.

Com a ida japonesa para a rival McLaren, a equipe sofreu com o fraco Judd em 1988, mas logo se recuperou quando começou a utilizar os franceses da Renault. A parceira Williams-Renault rendeu á ambos 4 títulos de pilotos e 5 de construtores, isso tudo na década de 90. A Renault saiu da F-1, pelo menos oficialmente, e agora a Williams teria dois péssimos anos antes de iniciar a parceria com a BMW.


A disputa pela vitória no começo desse século era entre Ferrari, McLaren e Williams, que voltou a se tornar equipe grande, mas por pouco tempo. Depois de 2004 houve apenas tristezas para a equipe do "Tio Frank". Com um jejum de vitórias, e carro pouco competitivos, a Williams colecionou fracassos até 2012, quando, com Pastor Maldonado, conquistou mais uma vitória...

A volta por cima da equipe veio em 2014, com os motores Mercedes, e uma boa dupla, um piloto jovem e outro experiente, Felipe e Valtteri. Até agora a equipe só perdeu para a Ferrari, e ganhou o terceiro lugar da Red Bull, mas ainda quer se aproximar da escuderia italiana, que já conquistou uma vitória nessa época de domínio.

Agora você pensa: Por quê Williams á frente de McLaren? A verdade é que a Williams conseguiu inventar o carro mais tecnologicamente evoluído de toda a história da F-1, o Williams FW15 de 1993... que deu á Alain Prost seu último título...

2 - Scuderia Ferrari

Fundador: Enzo Ferrari - Sede: Maranello - Primeira Corrida: GP Mônaco 1950 - Última Corrida: Ainda Em Atividade - Títulos de Construtores: 16 - Títulos de Pilotos: 15 - Vitórias: 222 - Pole Positions: 207 - Voltas Mais Rápidas: 231

Eis a equipe mais tradicional da F-1. Muitos não sabem, mas ela não participou de todas as corridas da história da categoria. A sua história de altos e baixos, tristezas e felicidades, então vou contar resumidamente. Depois de se separar da Alfa Roemo, Enzo Ferrari conseguiu se focar na produção de seus próprios carros, para combaterem os compatriotas.


Na década de 50, a equipe conseguiu dominar quase tudo ao lado de seus compatriotas da Alfa e da Maserati, mas logo começaria a perder terreno para os carros britânicos, que focava na aerodinâmica ao invés da força do motor. A Ferrari teve que se adaptar á nova tendencia, e rapidamente voltou a ponta do automobilismo, especialmente em 1961, quando dominou a temporada.

A década de 1960 não foi das mais especiais para a Scuderia, que viu seus rivais garagistas dominarem a competição. Além disso, a Ferrari já havia perdido pilotos promissores como Wolfgang von Trips e Lorenoz Bandini. Por cerca de 10 anos, a Ferrari não foi a uma equipe que sempre disputava títulos, isso durou até 1974, quando a equipe tinha uma boa dupla com um ótimo carro.


Clay Regazzoni e Niki Lauda duelaram com Emerson Fittipaldi e James Hunt no meio dos ano 70. O suiço perdeu sua única chance de ser campeão, enquanto o austríaco conquistou o título em 1975, e quase morreu em 1976... Mesmo assim, Lauda voltou a correr, e ainda mostrou que tinha forças para ser bicampeão, coisa que aconteceu em 1977.

Depois de terminar o casamento com Lauda, a Ferrari acabou ficando atrás no desenvolvimento de carros, mas logo se recuperou, e dominou a temporada de 1979, com Jody Schckter sendo campeão com Gilles Villeneuve sem segundo. O canadense começaria a ser simpatizado por todos os italianos, e por muitos no Mundo, mas infelizmente perdeu a vida de 1982, o primeiro ano depois da conquista do sul africano em que a Ferrari tinha um carro competitivo.


Ainda em 1982, eles viram Didier Pironi quase perder a vida, e ao mesmo tempo o título. Eles começavam um grande jejum. Alboreto ainda tentou conquistar o título em 1985, mas a McLaren era superior, junto á Williams, deixando a Scuderia como terceira força por um tempo na década de 1980. No ano de 1989 eles criaram o câmbio semi-automático, que revolucionou a categoria, pena que eles ainda não conseguiam superar a McLaren, até mesmo quando tinham Prost.

O francês foi demitido, e com isso a equipe focou no desenvolvimento para Alesi, que teve azar em escolher a Ferrari naquela época. Depois de passar mais alguns anos sem conquistar nada de incrível, a Ferrari fez uma grande contratação. Depois de von Trips, e quase Bellof, agora Michael Schumacher era a estrela alemã na Scuderia.


Os primeiros anos não foram aquela coisa, com duas pernas quebradas, um vice e uma DSQ. Apenas em 2000 que Schummy começaria a detonar, depois de quebrar o jejum ferrarista, ele foi campeão nos 4 anos seguintes. Depois ele ainda bateu na trave em 2006, ano de sua primeira aposentadoria. Agora com Kimi e Massa a Ferrari disputou com a McLaren os títulos de 2007 e 2008.


Primeiro, Räikkönen saiu vencedor, e depois, Felipe Massa perdeu sua maior chance de ser campeão do Mundo. A Ferrari viu a fita de fatalidades passar pela cabeça em 2009, quando o brasileiro sofreu um terrível acidente na Hungria. Mas ele conseguiu se recuperar e voltar a correr pela Scuderia, que tinha agora Fernando Alonso, que bateu na trave em 2010 e 2012...

Massa, e Alonso acabaram saindo da Ferrari depois de não conseguirem o que queriam, e agora a equipe tem, novamente, Kimi, e mais uma estrela alemã, Sebastian Vettel. Agora é esperar ver como vai ser esse casamento, que já rendeu uma vitória nessa ano...

1 - Mercedes AMG

Fundadores: Karl Benz e Gottlieb Daimler - Sede: Brackley - Primeira Corrida: GP França 1954 - Última Corrida: Ainda Em Atividade - Títulos de Construtores: 1 - Títulos de Pilotos: 3 - Vitórias: 34 - Pole Positions: 41 - Voltas Mais Rápidas: 29

Eis um nome que dá até arrepio em falar, caso você entenda de história e saiba a gigantesca importância da marca por você estar lendo isso nesse momento... Karl Benz, o homem que criou o primeiro carro, e com isso a nossa paixão pelo automobilismo, foi também quem fundou a marca alemã, ao lado dele Gottlieb Daimler.

Como qualquer descendente de alemão, amo esse país e suas marcas, e ainda sendo um grande fã de automobilismo, coloco as marcas Mercedes, BMW, Audi, VW, Porsche ao lado de outras como Ferrari... Mas agora voltamos para o que interessa. A Mercedes se afetou muito na época da II Guerra, a ponto de voltar apenas em 1954 para a ponta do automobilismo.


Sua estreia já foi com vitória, da mesma forma de equipes como Brawn. Em apenas duas temporadas, 1954 e 1955, dois títulos, tendo o melhor carro e o melhor piloto. Sua saída do automobilismo aconteceu por causa da edição de 1955 das 24 Horas de Le Mans, que vitimou mais de 80 pessoas. A volta aconteceu apenas no fim da década de 80, e ainda fora da F-1, categoria que começou a ser desejada pelos alemães apenas anos depois, com seus pilotos Schummy, Wendlinger e Frentzen fazendo suas estreias.

Eles começaram fornecendo motores, com foco na McLaren, mas em 2010 compraram a Brawn e voltaram a ter uma equipe na F-1. Depois de dois anos em desenvolvimento, eles conquistaram a primeira pole e a primeira vitória em sua volta á categoria. Em 2013 já estavam disputando vitórias com a Red Bull, mas apenas em 2014 voltaram a dominar...


E que domínio.... essa é a causa de eu coloca-la em 1º lugar na minha lista. Qual a sua? Comente, espero que tenham gostado... E olha que a Mercedes só participou de 8 temporadas até hoje (contando com a de 2015)....

Imagens tiradas do Google Imagens

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A História de Nürburgring - Parte 4 - A Fórmula 1


Depois de contar como foi o período da II Guerra, agora chegamos á um novo período, o da Fórmula 1 em Nürburgring, categoria, que infelizmente, destruiria a tradição do circuito. falei como foi a corrida de 1951, agora vou falar como foram as provas da década de 1950 e 1960. A primeira década da F-1 seria dominada por italianos e argentinos, além da volta da Mercedes...

Na edição de 1952, incríveis 34 pilotos participaram da corrida, inclusive um brasileiro com sua equipe também brasileira, Gino Bianco correu ao lado do uruguaio Eitel Cantoni, na Escuderia Bandeirantes. Com a Maserati, Gino conquistou um 16º lugar no grid, mais de 20s atrás de Ascari, enquanto Cantoni foi apenas 26º.

A corrida teve 18 voltas, e uma duração de mais de 3 horas, pena que Bianco nem sequer completou uma volta, já que teve problemas no motor. Lá na frente, as 3 Ferraris dominavam a corrida ao lado de seus "clientes", já que houve equipes que compraram um carro da marca italiana. O domínio de Alberto Ascari e Nino Farina foi incontestável, com ambos no pódio ao lado de Rudi Fischer, que havia comprado um carro do "Tio Enzo".

Farina, o mais velho vencedor de todos os tempos

A verdade é que a Ferrari não tinha mais nenhuma rival á seu nível, já que a Alfa Romeo havia saído da competição e os carros alemães não estavam prontos para correr. Em 1953, surge um novo desafio, a Maserati, que tinha Juan Manuel Fangio. O GP da Alemanha daquele ano deixaria sua marca na história. No ano anterior, "apenas" 30 carros largaram, já que um teve problemas antes da largada e outros três não quiseram largar. Com isso, a edição de 1953 marcou a história por ser a corrida com o maior número de participantes largando ao mesmo tempo, 34 carros. Esse é recorde é em âmbito da Fórmula 1.

Outro recorde acabou acontecendo ao fim de 3:02:05.0s, quando Nino Farina cruzou a linha de chegada e se tornou o vencedor mais velho de um GP na F-1, com seus joviais 46 anos. A corrida mostrou ao mundo que a Ferrari tinha alguém para se preocupar, a Maserati fez uma grande corrida, com Fangio terminando em 2º, Felice Boneto em 4º e Toulo de Graffenried em 5º.


Em 1954 o circo da F-1 se espantou. A Mercedes voltou, e voltou dominando, com seus grandes pilotos, incluindo Juan Manuel Fangio. A corrida mais uma vez seria marcada na história, graças a sua duração, de 3 horas, 45 minutos, 45 segundos e 8 milésimos, que só foi superado no GP do Canadá de 2011. Fangio dominou a prova com sua flecha de prata, mas ele não viu seus companheiros alemães terem a mesma sorte, Kling foi apenas o 4º, Lang rodou e Herrmann teve problemas.


No ano seguinte, um desastre marca para sempre o automobilismo. As 24 Horas de Le Mans viu um terrível acidente, que vitimou, além do piloto, mais de 80 pessoas que assistiam a corrida. Depois desse acidente, a Mercedes anunciou sua retirada do automobilismo, retirada que durou mais de três décadas. Além disso, os GPs da França, da Alemanha, da Espanha e da Suiça foram cancelados, deixando a temporada com apenas 7 corridas.


A Mercedes havia ido embora, agora os italianos poderiam ficar na deles, e dominarem mais uma vez o esporte. Para você ter uma ideia desse domínio, apenas a Gordini era uma equipe fora da Itália a participar do GP da Alemanha de 1956, e ainda por cima, todos os seus carros abandonaram. Fangio foi o único ferrarista a terminar a corrida, mas pelo menos foi em uma bela posição, a 1º. Mal imaginava ele, e nem o mundo, que a edição de 1957 entraria para a história.

Para muitos o GP da Alemanha de 1935 foi o melhor da história, para outros o GP da Alemanha de 1957 foi melhor ainda, resta á você decidir. Nos treinos, Fangio conseguiu marcar o melhor tempo, seguido por Hawthorn, Behra e Collins. O argentino sabia que os carros da Maserati eram piores do que os da Ferrari, equipe que ele havia abandonado após perceber que Enzo Ferrari estava em busca de pilotos britânicos, e até mesmo favorecendo-os em cima de Juan. Aquilo era uma estratégia do italiano, para aumentar a venda de seus carros no Reino Unido.


A estratégia de Fangio era fazer uma parada, encher meio tanque para, na metade da corrida, trocar os pneus e reabastecer. A largada era um elemento importante nessa estratégia, e ela acabou dando errado. Os dois carros da Ferrari pularam para ponta, com Fangio logo atrás, querendo ultrapassar-los o mais rápido possível. A demora foi grande, apenas na 3º volta o argentino se encontrava na ponta, agora tentando ir o mais rápido possível, para conseguir abrir uma vantagem o suficiente para voltar colado depois da parada.


Acabou não dando certo. Juan parou seu Maserati, que começou a ser "servido" pelos mecânicos, que tentavam ser o mais rápido possível. No fim da parada, Fangio estava 45s atrás dos lideres ferraristas, e para muitos acabara a chance de vitória do argentino, que começou a voar na floresta alemã. A diferença estava caindo igual ao dilúvio do GP português de 1985. Todos os espectadores alemães estavam atônitos, da mesma forma que estavam 22 anos antes.

Fangio tirava monstruosos 10s por volta, a ponto de cravar um tempo 8.2s mais rápidos do que sua própria pole. O argentino estava tirando leite de pedra, e agora tinha as Ferraris no visual. Collins e Hawthorn ainda tentavam aumentar a diferença, mas o espetáculo que o Maestro Fangio estava dando era superior. Na 20º volta, lá se foram os carro vermelhos da Scuderia, o Juan Manuel já se tornava líder, para não perder mais.


A vitória ainda foi suada, Peter Collins perdeu o ritmo, mas Mike Hawthorn ainda se manteve colado atrás de Fangio, querendo passar e não dando espaço para erros, que não aconteceram. O argentino comemorou pela última vez a vitória na F-1, o resultado era fantástico para a Maserati, que se tornaria campeã com seu piloto preferido, o Maestro Juan Manuel Fangio, que foi carregado pelos seus mecânicos e pela torcida alemã, que havia comparecido em peso.

As 200 mil pessoas viram a melhor corrida de toda a carreira do argentino, que afirmou, mais tarde, que ele dirigiu tão rápido do que ele nunca seria capaz de dirigir novamente. Acabara o GP alemão de 1957, um dos melhores de todos os tempos, uma causa para mim considerar Fangio como o melhor piloto de todos os tempos (pelo menos até agora).


A corrida do ano seguinte não contou com Fangio, mas pelo menos a Alemanha tinha alguém para torcer, Wolfgang von Trips entrou para a equipe da Ferrari, e tinha boas chances de vencer a corrida, coisa que não aconteceu. Começava o domínio britânico, com suas equipes garagistas. Mika Hawthorn largou na pole, mas teve problemas há voltas do fim da corrida. Apenas um carro da Scuderia terminou a corrida, e esse carro era o de von Trips, o 4º colocado, mais de 6 minutos atrás de Tony Brooks, que venceu pela primeira vez na Alemanha.

No ano seguinte, Nürburgring foi substituído por AVUS, que viu Tony Brooks vencer mais uma vez. Em 1960, o GP da Alemanha seria realizado mias uma vez no circuito de Berlim, que por sua vez foi boicotado pelos pilotos, que afirmaram falta de segurança do circuito alemão. A corrida que aconteceu no circuito de Nürbrugring foi de F-2, realizado apenas no Sudschleife...


A corrida, para muitos, foi muito chata, falta de disputas de posições e de velocidade. A visão dos espectadores ficou prejudicada, já que a chuva e a densa neblina tomaram contra do Suds, que viu Jo Bonnier vencer a corrida, com um Porsche. Acabara a década de 1950, e as fatalidades continuaram existindo, as mais famosas foram a de Onofre Marimón e Peter Collins, mas devemos lembrar dos outros guerreiros automobilistas que perderam suas vidas fazendo o que amam: Josef Hackenberg, Paul Kresser, Onofre Marimón, Ricardo Galvagni, Rudi Godin, Viktor Springler, Bernhard Thiel, Erwin Bauer, Peter Collins, Fausto Meyrat e Gustav Baumm...


Moss deu um show para cima das Ferraris

Em 1961, o GP da Alemanha voltava a ser disputado em Nürburgring, depois da F-1 destruir todo o legado de AVUS. A esperança de ver um alemão vencendo era grande novamente, Wolfgang von Trips liderava o campeonato, e estava a poucos passos de se tornar o primeiro alemão campeão do mundo. Ele largou em 5º, enquanto Phil Hill foi pole, mas na corrida nenhum deles ganhou. Stirling Moss mostrou que ainda tem forças para ser um campeão, e venceu a corrida, seguido por von Trips, que conseguiu superar Hill.

Moss havia dado um show em 1961, mas ele não participaria da corrida em 1962, que foi dominada por um jovem chamado Graham Hill, com sua BRM. Depois dessa vitória, Graham era líder do campeonato, e estava á caminho de seu primeiro título. A única alegria alemã naquele dia foi ver Dan Gurney terminar em terceiro com seu Porsche.

Hill voando até sua vitória em 1962

A edição de 1963 seria marcante na história da F-1. Com sua Lotus, Jim Clark largou na pole, e se imaginava uma vitória do escocês, coisa que não veio. O seu segundo lugar ficou marcado por ser seu único em toda a sua carreira. John Surtees conseguiu supera-lo com uma Ferrari, enquanto os alemães tiveram de ser orgulhar em ver Gerhard Mitter terminar em 4º com seu Porsche.

No ano seguinte, John Surtees não deixa espaço para erros novamente, e vence de forma soberana em cima de Graham Hill e Lorenzo Bandini. Apesar de sua vitória, o fim-de-semana foi marcado por uma tragédia, havia morrido Carel Godin de Beaufort, que se acidentou nos treinos livres com seu Porsche. O circuito e Nordschleife sempre se mostrou perigoso, e na década de 1960 estava mostrando isso mais ainda, já que os carros aumentavam sua velocidade...

Surtees e sua misteriosa técnica de pilotar...
Nos próximos dias veremos como foi a segunda parte da década de 1960 em Nürburgring, e também a década de 1970, até o acidente de Niki lauda. Espero que estejam gostando, e obrigado por ler, qualquer erro de concordância ou palavras erradas, me avise...


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terça-feira, 2 de junho de 2015

A História de Nürburgring - Parte 3 - A II Guerra Mundial

Começava o fim do domínio Caracciola, que é o maior vencedor de Nürburgring

Depois de falar sobre a edição de 1935 do GP da Alemanha, disputado em Nürburgring e vencido pelo grande Tazio Nuvolari, vou falar como foi a época do Campeonato Europeu no circuito alemão. Esse Campeonato ocorreu entre os anos de 1931 e 1939, deixando de acontecer em 1933 e 1934. O primeiro campeão foi Ferdinando Minoia, que conquistou um título com um Alfa Romeo.

Houve apenas 3 corridas válidas, o GP da Itália, da França e da Bélgica. Enquanto 26 corridas não foram oficializadas, entre essas provas estavam os GPs de Mônaco, de AVUS, de Monza, da Alemanha e de Eifel, que também foi disputado em Nürburgring. O vencedor das duas corridas disputadas no gigantesco Nordschleife foi o alemão Rudolf Caracciola.


Na Temporada de 1932, o GP da Alemanha foi oficializado, e passou a contar pontos para o Campeonato, que teve como vencedor Tazio Nuvolari. Caracciola repetiu o feito do ano anterior, e venceu o GP da Alemanha e o Eifelrennen. Depois de não acontecer nos anos de 33 e 34, a competição retornou em 1935, sendo conquistada pela primeira vez por um alemão, Rudolf Caracciola ganhou o título correndo em uma Mercedes.

Houve 5 corridas oficializadas em 1935, o GP da Bélgica, da Alemanha, da Suiça, da Itália e da Espanha. Caracciola venceu a corrida em Spa, em Bremgarten e Lasarte, e com isso conquistou 11 pontos necessários para ser Campeão. Nessa temporada várias outras corridas foram introduzidas, como o GP da Estônia, o GP de Portugal, o GP de Penya Rhin e até mesmo o GP do Rio de Janeiro, disputado na Gávea...


Em 1936 a Alemanha repetiu o feito de ser campeã, agora com Bernd Rosemeyer e sua Auto Union, que venceu 3 das 4 corridas da temporada, incluindo o GP da Alemanha e o Eifelrennen, que já não valia para o Campeonato. Nesse mesmo ano, duas famosas corridas entraram no calendário não oficial, o GP de Buenos Aires e o GP de São Paulo.

Em 1937, Rudolf Caracciola repetiu o feito de ser Campeão após vencer 3 das 5 corridas, inclusive em Nürburgring. A Eifelrennen foi vencida por Bernd Rosemeyer. No ano seguinte, 1938, Caracciola se tornaria o primeiro e único piloto a ser bicampeão no Campeonato Europeu, e para muitos ele foi o primeiro tri-campeão do Mundo, já que esse Campeonato foi precursor da Fórmula 1.


Rudolf ganhou apenas uma corrida, e essa nem sequer foi em Nürburgring, que viu o britânico Richard Seaman ser o vencedor. Não houve a Eifelrennen em 1938. No ano seguinte, o Mundo estaria prestes a começar um dos mais tristes e mortais acontecimentos de sua história, a II Guerra Mundial, que afetou o Campeonato Europeu.

Rudi venceu apenas uma vez, em Nürburgring, Hermann Lang conquistou a vitória no GP da Bélgica e da Suiça, sem contar no Eifelrennen. Mas no fim de tudo, o campeão foi Hermann Paul Müller, que venceu o GP da França. Mas ele não é considerado Campeão oficialmente, porque acabou não sendo declarado por causa da Guerra, que começara.


Depois desse período de alegrias para a Alemanha, tudo começaria a ficar escuro, negro, e assustador. Milhões de pessoas morreram, e milhares ficaram feridas. Nürburgring também se feriu, especialmente o Nordschleife. Com ajuda do governo da França, o Sudschleife começou a ser reconstruído em maio de 1947, com a reforma da reta dos boxes, algumas mudanças nas inclinações das curvas e uma nova pavimentação.

Em agosto do mesmo ano, a prova de reinauguração foi realizada, com os ingressos custando 5 marcos alemães e cerca de 80 mil pessoas comparecendo para assistir ao espetáculo que é o esporte a motor, seja automobilismo, seja motociclismo. Já recuperar Nordscheleife seria mais difícil e demorado, já que era muito grande e seus estragos eram muito maiores.


Antigamente não havia a cobertura de placas de concreto na parte interna da Karroussel, e depois da reforma a pista estava renovada, e pronta para voltar a receber as corridas do Mundo inteiro. A obra acabou no fim de 1949, e acabou não dando tempo para se inscrever para a temporada de 1950 da Fórmula 1, mas quase sempre há outra chance, e em 1951 Nürburgring receberia o GP da Alemanha.

Rudi Caracciola

Acabava um Era, agora o circuito teria que focar na nova categoria, que abrange todo o Mundo, a Fórmula 1. Antes de 1951, 12 mortes foram oficializadas no circuito, a dos pilotos Cenek Junek, Ernst von Halle, Wilhelm Heine, Heinrich-Joachim von Morgen, Paul Gründel, Emil Frankl, Toni Babl, Ernst von Delius, Alfred Morali, Theodor WeiBenberger, Günther Schlüter e Hermann Schmitz.

Corridas ainda aconteciam em Sudschleife, mas elas eram menos importantes do que as que aconteciam em Nordschleife, um exemplo a ser usado é da década de 1950, quando a F-1 acontecia no Nords e a F-2 no Suds. Com a falta de alemães em suas máquinas na categoria, começava a recuperação dos italianos no patamar mundial, com as marcas Alfa Romeo e Ferrari separadas e crescendo em uma velocidade assustadora, sem contar a Maserati.


O primeiro GP da Alemanha de Fórmula 1 realizado em Nürburgring aconteceu em 1951. Os pilotos favoritos eram Fangio, Farina, Villoresi, Ascari, Taruffi e Gonzalez, que corriam na Ferrari e na Alfa Romeo. Um brasileiro também se inscreveu para a corrida, Chico Landi, com uma Maserati 4CLT-48, da equipe Escuderia Bandeirantes, mas ele não compareceu.

As 20 voltas da corrida exigiam muito da força, da resistência e da habilidade dos pilotos, que se arriscaram a mais de 200 Km/h, por vezes batendo os 300Km/h. Alberto Ascari dominou o fim-de-semana, largou na pole e liderou toda a corrida, que teve uma duração de 3:23:03.3... Era o começo do domínio italiano em Nürburgring. Fangio foi o segundo e Gonzalez o terceiro.


Nos próximos dias saberemos como foi as provas nas décadas de 50 e 60.... obrigado por ler

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

TOP 10 - Os Piores Pilotos da F-1 - A Sua Opinião

Vai um cafézinho servido por Alex Yoong?

Dias depois de falar a minha opinião, chegou a hora de ver a opinião de vocês. Eu colocarei o nome do piloto e irei dizer a minha opinião sobre cada um, contando rapidamente os fatos que levaram ele á ser colocado como um dos piores pilotos da história da F-1. Temos 15 pilotos citados, e por isso não colocarei o numeral a frente de cada um, cabe á você escolher quem foi o pior.

Alex Yoong
O único piloto vindo da Malásia, Alex Yoong sem dúvida é um dos maiores micos desse novo milênio. Participou de 18 corridas, sendo que em apenas 14 correu. Afundou ainda mais a Minardi nos anos de 2001 e 2002. Fez um tempo mais de 1s mais lento do que Alonso no GP da Itália, e mesmo assim ainda conseguiu chegar perto dos pontos, só que em 2002. Mark Webber conquistou dois pontos no GP da Austrália, enquanto Yoong conquistou um 7º lugar, seu melhor resultado. Acredito eu que ele veio simplesmente para tentar ajudar a Minardi, como piloto pagante, mas no fim das contas mais destruiu do que ajudou...

Dave Walker

Talvez seja um dos piores pilotos a ter um carro bom, mas nunca ganhar nada. Dave Walker correu na Lotus em 1971 e 1972, conquistando um 9º lugar como melhor resultado. Sua melhor posição de largada foi conquistada no GP da Bélgica de 1972, quando alinhou na 12º colocação, enquanto Fittipaldi foi o pole. O mais incrível ainda estava por acontecer, ele foi apenas o 30º colocado na classificação do GP dos EUA de 1972. Então imagine ele em alguma equipe pequena...

Ricardo Zunino

Depois de ter Fangio, Gonzalez, Marimon e Reutemann, a Argentina tinha mais alguém para torcer na virada da década de 70 para 80. Ricardo Zunino estreou na Brabham em 1979. Em sua primeira corrida, ele se classificou em 19º enquanto Piquet foi o 4º, mas semanas depois ele deu uma melhorada e conseguiu um 9º lugar. No ano seguinte se manteve na Brabham, e continuou a fazer más treinos, largando fora do TOP TEN enquanto Piquet ficava entre os 5 melhores. Depois de uma sequencia de abandonos e uma não classificação, Zunino foi demitido. Ainda fez duas corridas na Tyrrell em 1981, mas parou por aí...

Siegfried Stohr

Lembrado por um acontecimento que poderia ter sido fatal, o italiano correu apenas uma temporada, a de 1981, pela Arrows, e ficou marcado por atropelar um mecânico da própria equipe no GP da Bélgica. Nunca chegou aos pés de Patrese, que dava show com o carro branco e laranja, enquanto ele pagava mico, muitas vezes não se classificando e terminando apenas 3 das 9 corridas que largou. Depois disso desapareceu na F-1...

Adrián Campos

Espanhol que correu na Minardi em 1987 e 1988, sem muito brilho como seus companheiros. Completou apenas duas corridas na carreira, sendo que participou de 21 e largou apenas 17. Quase nunca era tão rápido quanto seus companheiros, e o motim para sua demissão aconteceria apenas em 1988. Em 5 corridas, Campos não completou uma, cruzou a linha de chegada em outra, e não se classificou três vezes seguidas.

Pascal Fabre

Já escrevi sua passagem na AGS, sua única equipe que teve ele como piloto apenas em 1987. Mesmo perdendo rendimento com o passar da temporada, não achei que o francês fosse tão ruim assim. Foi mais consistente do que pilotos como Mansell, Piquet, Senna e Prost, mas apenas no inicio da temporada. O carro não era atualizado, e com isso ele acabou não se classificando para as últimas provas que disputou. 

Giovanni Lavaggi

Começou na Pacific, em 1995, tomando mais de 10s do poleman no GP da Alemanha. Abandonou as 4 corridas que participou pela Pacific, sempre levando 1s de seu companheiro e das Forti Corse. Em 1996 retornou no mesmo GP da Alemanha que havia estreado, agora pela Minardi. Mas por incrível que pareça, o italiano não se classificou para corrida, feito que foi repetido nos GPs da Bélgica e do Japão. O mais incrível é como ele conseguiu se classificar para todas as corridas com uma Pacific, e não conseguiu fazer o mesmo na Minardi?

Ricardo Rosset

Um mico brasileiro na F-1, Ricardo Rosset correu pelas equipes Footwork, Lola e Tyrrel, conseguindo dois oitavos lugares como melhor resultado. Dizem que ele era ridicularizado na Tyrrell, que beneficiava Takagi, enquanto atrapalhava o brasileiro. A verdade é que ele correu apenas 26 das 33 corridas que se inscreveu. Sem você pesquisar sobre ele no YT, encontrará um vídeo dele tentando corrigir o carro nas ruas de Mônaco, e não conseguindo....

Oscar Larrauri

Quase sempre á disposição da equipe Brun, e depois da EuroBrun, o argentino Oscar Larrauri largou apenas 7 vezes na F-1, sendo a última em 1988, no GP da Austrália. Conquistou um 13º lugar no México como melhor resultado, e quase sempre era vitima das não classificações, que aconteceram 14 vezes em apenas duas temporadas. Ele é mais famoso pelos resultados no mundo do turismo...

Gregor Foitek

Lento e destruidor, o suiço Gregor Foitek correu pelas equipes EuroBrun, Rial, Brabham e Onyx, nas temporadas de 1989 e 1990, conquistando um 7º lugar como melhor resultado, sendo que completou apenas 2 corridas. A sua lentidão não era tão grande quanto sua destruição, já que em 1988 foi o culpado daquele gigantesco acidente em Brands Hatch, que quase matou Johnny Herbert.

Esteban Tuero

Fez apenas uma temporada na F-1, a de 1998, pela Minardi, e mesmo assim ainda deixou seus estragos. Ele não era um dos mais lentos, mas era um dos que mais abandonava, seja por problemas no carro seja por causa própria. Um 8º lugar no GP de San Marino foi o máximo que conseguiu nas 4 provas completadas. O difícil é acreditar que ele conseguia ser mais rápido do que o companheiro, mas abandonava o dobro de vezes a mais que ele.

Tarso Marques

Mais uma brasileiro nessa lista, Marques correu pela Minardi em 1996, 1997 e 2001, e ainda, quase sempre, era mais lento do que os companheiros. Seu melhor resultado foi dois nonos lugares. Muitas vezes ficava quase 1s atrás do resto do pelotão, mostrando que ele estava ali apenas pelo dinheiro, que ajudava a sustentar a Minardi, que pelo menos tinha um piloto que não batia tanto...

Gastón Mazzacane
Mazzacane voa com a Minardi....
O último piloto da Argentina conseguia segurar as pontas e não ser tão destrutivo, mas era muito lento. Tomava mais de 1s de seus companheiros de equipe, e com sorte conseguia chegar a frente deles, como no GP da Europa de 2000, quando conquistou seu melhor resultado, um 8º lugar. Depois de fazer 4 corridas pela Prost, sendo que abandonou 3, em 2001, Mazzacane foi demitido e nunca mais voltou a ser visto no circo da F-1.

Luciano Burti

Fez uma corrida pela Jaguar em 2000, quando foi 11º na Áustria, e mais 4 corridas em 2001. Quase uma temporada inteira depois de trocar a equipe verde pela Prost. Seus acidentes são mais lembrados do que sua capacidade em treinos. Ele conseguiu levantar voo no GP da Alemanha depois de tocar em Schumacher, e quase morrer na Bélgica, quando um pneu bateu em sua cabeça depois de seu acidente com Irvine. Depois disso, nunca mais voltou a ser cotado para correr em alguma equipe da categoria.

Rikky von Opel
Belo Ensign, verde com linhas amarelas

Correu pela Ensign e Brabham, participado de 14 provas, sendo apenas 10 largadas. Sua lentidão passou a ser conhecida no GP da França de 1973, quando 25 carros foram tentar ser o mais rápido, sendo que o mais lento foi o piloto do Principado de Liechtenstein, caso não saiba onde fica, saiba que ele se localiza ao lado da Suiça e da Áustria. No GP da Grã-Bretanha, Rikky não foi o mais lento, mas foi o último daqueles que completaram a corrida, depois de levar 6 voltas. No GP da Áustria ele foi mais uma vez o último, só que agora ele levou tantas voltas que nem sequer foi classificado. Por incrível que pareça ele continuava a ser o mais lento em que corridas, só que ainda conseguia se classificar para elas, até o GP de Mônaco de 1974, já pela Brabham. Em 14 corridas, o piloto conseguiu não se classificar duas vezes e não largar outras duas... Seu melhor resultado foi dois nonos postos no GP da Suécia e da Holanda em 1974...

Obrigado por ler...

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