segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Minha Opinião: Monza ou Ímola?

E agora já se passaram 35 anos do GP da Itália 1980, que foi disputado, pela única vez, fora de Monza. Ímola já tinha visto monstros como Jim Clark, Graham Hill e John Surtees cortarem seu traçado, mas nunca como prova oficial da categoria, sempre sendo uma corrida não oficial, que não valia para o Campeonato.

Depois de anos esquecida, o circuito retornou a categoria como uma alternativa além do autódromo mais famoso da Itália, que recebia os GPs da Itália, sem interrupções, desde 1949. Com uma geração inteira que jamais correra no circuito, todos esperavam uma ótima prova no Autodromo Enzo e Dino Ferrari.


O momento mais marcante da prova ocorreu nos momentos iniciais, quando Gilles Villeneuve estourou seu pneu logo depois da Tamburello e foi de encontro com o muro de concreto, que 14 anos depois mataria Roland Ratzenberger. O canadense teve muita sorte, com o carro totalmente destruído, Gilles se caminhando e ileso do acidente. Com isso, aquela curva que antecedia a Tosa passou a ser chamada "Villeneuve".

Do resto da corrida, as favoritas francesas voltaram a sofrer problemas, largando a vitória para Nelson Piquet, que conquistou mais uma em 1980, se aproximando ainda mais de Alan Jones, que terminou em 2º, enquanto Carlos Reutemann cruzou em terceiro. Fechando os lugares pontuáveis estavam Elio de Angelis, Keke Rosberg e Didier Pironi, com destaque ao italiano e ao finlandês, que fizeram grande prova mesmo com os defasados Lotus e Fittipaldi.


Mas não vim para falar dessa corrida, mas sim sobre o sério risco de não vermos Monza no calendário de 2016. Vou ser sincero: Não sou grande fã do Autodromo Nazionale, mas, por outro lado, conheço a sua importância para o automobilismo italiano. Caso fosse escolher entre Ímola e Monza para sediar um GP da Itália, escolheria o circuito mais próximo de Milão, afinal, ele é tradicionalíssimo, só não superando o Monte Carlo.

Mas a verdade é que também sinto falta de Ímola. Não devemos odiar o circuito só por causa dos acontecimentos daquele fim-de-semana do 1º de maio de 1994, mas muito pelo contrário, devemos respeita-lo pela forma que se adaptou para receber a categoria máxima do automobilismo. É claro que ele se auto-mutilou, mas caso quisesse se manter no calendário da Fórmula 1, precisava fazer tal tipo de coisa.

O banking de Monza

Mas, resumindo, prefiro que o GP da Itália seja realizado em Monza, mas, por outro lado, não sentiria muita saudade caso, pelo menos uma edição fosse realizado em Ímola. E caso os pilotos, e o público, gostassem da estrutura do circuito (como em 1980), poderiam passar a colocar-los de volta como GP de San Marino...

Agora falando um pouco sobre o traçado... Preferia mil vezes os antigos, seja de Monza, seja de Ímola, pois eram mais fantásticos e não tinham tanta frescurinha como passaram a ter na década de 60. Falando sobre o traçado atual, prefiro o de Monza, por disponibilizar de grandes retas e velocidades absurdas.


E aí? Você manteria Monza, como eu? Ou gostaria de ver Ímola de volta, bem no lugar de Monza? Como já disse, prefiro que o GP da Itália seja disputado em Monza, e o GP de San Marino em Ímola. Compartilho essa mesma opinião em relação ao circuito de Hockenheimring e o de Nürburgring: Prefiro que o GP da Alemanha seja realizado em Nürburg, e o GP da Europa em Hockenheim.

Ambos os circuitos são fantásticos, mas tirar Monza do GP da Itália é um atentado, da mesma forma de deixar Imola fora do calendário.

Imagens tiradas do Google Imagens

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